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O Fim do Mundo fica no Chile

Entre os Andes e o Oceano Pacífico, o Chile tem paisagens geladas de tirar o fôlego, como os ‘ventisqueros’, paredões feitos de neve de cor azul graças ao oxigênio retido

Em 13/08/2008 às 19h26


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A visão das geleiras tiram o fôlego do visitante. A visão das geleiras tiram o fôlego do visitante.

Caminhadas por lugares exóticos como a Ilha de Picton, uma das principais reservas ecológicas do Sul do Chile, podem render surpresas, tais como o encontro de trincheiras utilizadas pelos soldados na Guerra das Malvinas ou uma cabana abandonada por um ex-caçador de lobos marinhos. Pode-se ainda avistar o condor, pássaro típico da região ou observar a vegetação. Mas, cuidado, porque os charcos são verdadeiras armadilhas para os visitantes.

O Tratado da Antártica destinou ao Chile parte da região gelada próxima ao Pólo Sul, uma estreita faixa de terra que se esgueira entre a Cordilheira dos Andes e o Oceano Pacífico, espalha-se por pequenas ilhas e enormes geleiras, tendo como centro a cidade de Punta Arenas. A distância de Santiago, a capital, até Punta Arenas é de três horas de avião.

Em Puenta Arenas o céu é carregado e torna tudo em volta cinza, inclusive o mar, mas o monocromático da paisagem é quebrado pelos telhados e fachadas coloridos das casas de madeiras. O visitante é recebido com frutos do mar. A cozinha do lugar tem um sabor incomparável.

Na região concentra-se o melhor padrão de vida do país graças ao pólo petrolífero. O comércio é bem estruturado, assim como a rede hoteleira; é muito comum carros luxuosos transitarem com a maior naturalidade pelas ruas.

A temperatura no verão é de 10ºC e no inverno é de dois. Tudo muito facilmente explicável: a cidade fica na extremidade do continente e o limite sul da região é a Antártica.

Uma das estrelas do lugar é a geleira Agostini (Ventisquero Agostini como é chamada por lá). Para explorá-la é preciso muito cuidado e um colete salva-vidas. O lugar é fantástico, melhor ainda se ocorrer uma pequena avalanche e pedras de gelo saem limpinhas da encosta, livres do sal e sob medida para uma dose de uísque.

Imperdível é Puerto Williams. É a parte mais austral do planeta, na verdade trata-se de uma base naval rodeada de um vilarejo coberto de neve. A cidade tem uma rádio, um clube, discotecas, bares e lojas com produtos importados. A neve cobre tudo o ano inteiro, o contato com o mundo é feito através de um posto telefônico e por uma agência de correios.

Engana-se quem pensa que a vida em Puerto Williams é sem graça. Os bares são aquecidos por rústicos, mas poderosos, fogões de lenha, de onde fumegam a especialidade do lugar: empanadas de carne que são uma espécie de pastel de forno acompanhadas de um refrigerante também típico, o Pap, feito à base de papaia, uma fruta que não tem nada do mamão que a gente conhece no Brasil.

A próxima parada obrigatória é o "fin del mundo", Ushuaia. A cidade autodenomina-se a mais austral do planeta, mas geográficamente Puerto Williams merece o título, no entanto como se trata apenas de uma base militar, Ushuaia, com seu intenso comércio, estação de esqui e mais de 50 mil habitantes acaba merecendo o título. Para reforçar, é lá que está o Museu do Fim do Mundo, com os objetos usados pelos colonizadores.

De volta ao mundo, é bom incluir no roteiro da viagem, uma visita a Santiago, a capital do Chile. Uma cidade moderna e muito organizada. A infra-estrutura para receber o visitante é de causar inveja e todos, absolutamente todos, são bem-vindos.

A cozinha chilena é um sabor marcante e muito diferente. Há de se tomar cuidado com as pimentas, muito populares nas mesas por lá. Imperdível também é o artesanato local.

Chile, vale a pena ver. E voltar de novo.


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