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Trabalhadores dizem que a segurança dos vôos é precária

Em 27/02/2008 às 16h50


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   Segundo informações de funcionários de empresa aérea e pessoas que trabalham e acompanham o regime offshore, a aeronave popularmente conhecida como Super Puma, da empresa de taxi aéreo BHS que presta serviço para a Petrobras, é uma das mais antigas que trabalham no Aeroporto e, por sinal, a que mais passa por problemas técnicos.
   É uma aeronave grande, com capacidade para 26 passageiros, foi construída para dar o máximo de segurança ao passageiro e aos tripulantes, no entanto, a falta de manutenção pode ter sido o fator principal para o acidente.
Segundo informações, a queda do avião teria sido provocada por uma falha no rotor de calda, a hélice traseira do helicóptero responsável pelas manobras durante o vôo. Quando essa hélice para de funcionar, a falha é logo detectada por um sinal dado no painel e a aeronave começa a girar até cair.
   Em nota oficial divulgada para a imprensa pelas empresas envolvidas, havia a informação de que a aeronave teria realizado um pouso de emergência. O Super Puma é preparado para pouso de emergência na água, pois tem botes que inflam por debaixo da aeronave para dar estabilidade no mar. Neste caso, não deveria haver mortos nem desaparecidos. Contudo, o tempo estava instável e o mar revolto, o que pode realmente ter dificultado o salvamento da equipe. “Essa aeronave sempre dá problema. Já teve situação em que os botes foram inflados durante o vôo sem serem acionados e, por isso, a aeronave teve que voltar para o aeroporto e chegou com os botes ainda inflados”, informou um dos funcionários de empresa de táxi aéreo. No caso de ontem, a aeronave teria girado até cair a ponto de partir no mar.
   Segundo ela, para embarcar em plataformas da Petrobras a empresa só exige o curso de salvatagem, que é direcionado para operação de abandono e resgate de sobreviventes, no entanto, não exige o curso de Huet, que é direcionado para escape em aeronave submersa, é opcional para passageiros, mas obrigatório para os tripulantes - piloto e co-piloto.
   O curso custa para a empresa R$ 3 mil por pessoa e, neste caso, deve ser oferecido pela empresa aérea. No entanto, se pelo menos um dos passageiros for habilitado, já pode ser o suficiente para a redução de mortes em acidentes como este.
   Essa não foi a primeira vez que uma aeronave da empresa BHS se envolve em um acidente na Bacia de Campos. Em 22 de julho de 2004, quando levava funcionários para a P-31, também no Campo de Marlim, um helicóptero da empresa caiu no mar. Na ocasião, seis pessoas morreram e várias foram resgatadas feridas.

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