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Queda de helicóptero em alto mar provoca a morte de duas pessoas

De acordo com a Petrobras, vinte pessoas estavam na aeronave na hora do acidente. Conjecturas sobre as causas estão sendo levantadas

Em 27/02/2008 às 15h38


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   O que era para ser mais uma troca de turma rotineira em duas plataformas da Petrobras, acabou se tornando em uma tragédia. A aeronave Super Puma, da empresa de táxi aéreo BHS que presta serviço para a Petrobras, foi obrigada a realizar um pouso forçado de emergência e caiu em alto mar. Segundo informações, a causa teria sido uma pane no rotor de calda.

   A aeronave AS 332L2, popularmente conhecida como Super Puma, prefixo PP-MUM, realizava a troca de turma de trabalhadores das plataformas P-27 e depois em P-18. Após levantar vôo de P-18, a aeronave seguia em direção ao litoral macaense. Momentos depois de alçar vôo, o piloto percebeu a pane e realizou a manobra de segurança.

   Dezessete trabalhadores contratados por empreiteiras que prestam serviço para a Petrobras, além de três tripulantes, estavam na aeronave na hora do acidente. Até o fim da noite, a morte de dois homens foram confirmadas: o piloto e um técnico de segurança, que havia “subido” à plataforma para fazer uma inspeção de rotina. A identidade deles ainda não foi revelada. Além dos mortos, quatorze pessoas foram resgatadas com vida e outras quatro, até o fim da noite, estavam desaparecidas.

   Segundo nota oficial da Petrobras, a tragédia aconteceu por volta das 16h15, em uma área pertencente ao Campo de Marlin, na Bacia de Campos, a 109 quilômetros da costa. O helicóptero fazia o transporte de funcionários que se preparavam para a troca de turma. A aeronave embarcou, durante o dia de ontem, no Aeroporto de Macaé, levando alguns trabalhadores que estavam escalados para trabalhar na P-27, primeiro destino do transporte.

   Ao posar em P-18 e realizar a troca de passageiros, a aeronave levantou vôo. Minutos após, o piloto, ainda não identificado, teria identificado a pane no rotor de calda, voou por mais alguns metros, até que conseguisse realizar o pouso de emergência em alto mar, em meio à chuva e mar revolto.

   Um dos motivos que pode ter contribuído para o acidente seria as condições climáticas, que eram totalmente instáveis e hostis. Em nota, a Petrobras afirmou que, na área da tragédia, havia condições de operação de vôos, não influenciando para o caso. A informação foi desmentida através do site de um colunista na internet, onde pessoas, que se identificaram como “trabalhadores embarcados em plataformas”, disseram que o tempo estava muito ruim, e consideraram como “irresponsabilidade”, transportar vidas sob aquelas condições.

   Treze embarcações e três helicópteros, além das equipes em terra, ficaram de prontidão para atuar no socorro das vítimas. Nenhum funcionário da Petrobras, que atuava no Terminal de Passageiros do Aeroporto de Macaé, quis prestar qualquer depoimento. Até às 18 horas, eles diziam que estavam “reunidos para buscar mais informações, não podendo dar qualquer esclarecimento”.

   Às 21h15, a aeronave PP-MPM da Oregon, pousou no Aeroporto de Macaé. Nela, algumas vítimas do acidente desembarcaram, foram colocadas em uma  das ambulâncias que aguardavam no local. Até o momento do fechamento desta matéria, somente um homem, identificado por Sérgio Ricardo, estava nesta ambulância que seguiu direto para o Hospital Público Municipal (HPM).

   Um dos funcionários da empresa Falcão Bauer, o técnico químico de nome , Jéferson, foi um dos resgatados com vida e foi enviado para a plataforma P-19, a mais próxima do local do acidente, e lá ficou em observação juntamente com outras pessoas que estavam fora de perigo.

   A Marinha, que esta auxiliando à Petrobras no resgate das vítimas da tragédia, deslocou um navio patrulha para apoiar nas buscas, que estão sendo feitas pela própria companhia. Treze embarcações da estatal estão trabalhando no resgate de vítimas.

   O helicóptero envolvido no acidente, do modelo Super Puma AS332L2, fabricado em 2002, pertence a empresa BHS. A capacidade da aeronave é de 22 passageiros e três tripulantes. Informações divulgadas indicam que a empresa realizava revisões periódicas a cada quinze dias na aeronave. A empresa BHS, no entanto, não quis se manifestar sobre o caso.

   Uma mulher, que preferiu não se identificar, aguardava no HPM e contou que várias pessoas de sua família costumam trabalhar em regime offshore. Segundo ela, seu irmão, que é mecânico e trabalha como terceirizado pela Petrobras, deveria ter embarcado ontem, mas por algum desencontro de informações, o seu vôo foi cancelado. Ele estaria na aeronave durante o acidente. "Ele chegou a voar na aeronave mais cedo, mas deu um problema e a empresa cancelou o embarque dele, então ele voltou para a base. Pouco tempo depois o mesmo helicóptero levantou vôo e aí aconteceu o acidente. Foi um livramento", disse ela.

Autor: Juliana Couto e Weslei Radavelli


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