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16/04/2018 às 15h43m

Desespero ou esperança?...

No mundo da elite política, ninguém anda se entendendo desde que as operações da Lava-Jato começaram a incomodar os criminosos de colarinho branco que, na história antiga do nosso país, nunca foram presos, sobrando para os menos afortunados que não têm recursos para pagar advogados.

No alto da pirâmide, não se sabe a que peso, famosos advogados que atuam no eixo Rio-São Paulo-Brasília, são contratados a peso de ouro, onde desponta a maioria dos processos de corrupção, na qual estão envolvidos dezenas de políticos, empresários, diretores de órgãos públicos, enfim, uma lista sem fim, na medida que no efeito cascata, as colaborações premiadas dos presos vão atingindo estados e municípios.

Na briga entre o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e a ex-presidente Dilma Rousseff, que sofreu o impeachment, houve tempo para que ele articulasse uma minirreforma eleitoral para beneficiar a classe política garantindo a reeleição dos atuais parlamentares, andando na contramão do que anseia a população que não se sente representada no parlamento, e por cima, ampliando a idade limite para 75 anos, da vitaliciedade de ministros do STF e outros, o que evitou que Dilma Rousseff indicasse, pelo menos, mais três ministros, na ocasião.

Mesmo assim, deve existir na mais alta Corte do País, uma divisão de forças, que parece inacreditável, parte desejando colocar um freio nas operações da Lava-Jato, colocando os criminosos de colarinho branco nas ruas, outra parte objetivando a credibilidade da Justiça, mantendo a jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal. O que uma boa parte de militantes políticos não acreditava era a prisão do ex-presidente Lula, o que acabou ocorrendo, numa demonstração de que a Lei está acima de todos e deve ser respeitada.

Agora, enquanto alguns condenados continuam a descortinar uma série de comprovações dos crimes de corrupção, atingindo outra vez o Palácio do Planalto, e seu entorno de correntes políticas, outros tentam mudar nomes de partidos ou trocar de siglas, como ocorreu no dia sete de abril. Fechadas as janelas do troca-troca todos procuraram se beneficiar do financiamento público de campanha com o fundo de quase R$ 3 bilhões. Pior é que, uma forte campanha da não reeleição ocorre nas redes sociais. Para mudar, há alguma esperança?  


Cidade quase ao abandono?              

Quem vive nas conversas das redes sociais todos os dias não se cansa de ver imagens e comentários que deixam qualquer pessoa careca quando se depara com as denúncias, dever do cidadão que deseja apenas o bem-estar pessoal e da família. De norte a sul e de leste a oeste, são inúmeras as reclamações sobre atendimento no setor de saúde, educação, iluminação (cada imóvel paga uma taxa de iluminação pública cujo dinheiro não é prestado contas), transporte (passagem a R$ 1 mas que na verdade quem paga o subsídio para a empresa é o contribuinte), cultura, meio ambiente, enfim, até os prédios públicos carecendo de manutenção.

Para quem antes da eleição prometeu uma creche em cada bairro, melhorar o salário dos professores, acabar com os problemas de saúde com as obras de saneamento básico (esgotamento sanitário), e abastecimento de água em toda a cidade, apenas para lembrar alguns pontos, não enxerga luz no fim do túnel, mesmo em dois períodos de gestão e com elevadíssima arrecadação que atinge mais de R$ 2 bilhões por ano, ou seja, em cinco anos e meio, praticamente, coisa de astronômicos R$ 11 bilhões. Mas se nos cofres públicos entra tanto dinheiro com o aumento de impostos que o cidadão é obrigado a pagar, pouco se sabe como é que o dinheiro é gasto, quando nenhuma obra de infraestrutura está sendo realizada.

Voltar a falar no abandono do Ginásio do Ypiranga, como já comentamos aqui, poderia ser o lugar ideal para ser edificado um monumento aos Direitos Humanos, não só pelas conquistas esportivas do antigo clube e shows, mas especialmente por ter sido o lugar escolhido como prisão para centenas de macaenses presos durante o regime militar, valeria como marco dos 200 anos de fundação de Macaé, ponto não consignado em nenhum lugar.

A cidade, a cada dia, está ficando mais abandonada. Andar nas calçadas do Centro e também dos bairros, principalmente para idosos e cadeirantes, é um castigo. Nem rampas nas calçadas existem e se existem foram feitas em outras administrações. A lista de malfeitos é muito grande. O Ginásio Poliesportivo Mauricio Bittencourt que literalmente caiu, não parece que será reconstruído. Agora, basta um pouco de chuva para mostrar que nada foi feito e não será feito para resolver o problema. Tem mais? Tem muito mais...


PONTADAS 

O Partido Novo que está se estruturando na cidade e recebendo mais filiados para aqueles que desejam inovar na política, pretende ainda antes das eleições deste ano, eleger o diretório de Macaé. As lideranças que estão se filiando demonstram que pretendem mudar, mesmo, para o novo. Uma das metas é eleger Bernardinho, o do vôley, pré-candidato ao governo do Estado.

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Christino Áureo, que durante algum tempo exerceu o cargo de Chefe da Casa Civil do governo estadual, durante seu período conseguiu reunir no Palácio Guanabara um grande número de empresários e emplacou a decisão de fazer concessão de todas as estradas para que sejam duplicadas. A principal delas é a RJ-106, no trecho de Maricá até Macaé, dentre outras.

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O suplente de vereador Robson de Oliveira (PSDB), primeiro suplente da coligação partidária nas eleições passadas, na expectativa de assumir o mandato com o afastamento de dois vereadores pela Justiça. Como não foi convocado e a Câmara está funcionando com 15 vereadores, ele recorreu ao Poder Judiciário para fazer valer seu direito. Nesta semana, pode haver decisão.

Autor: Oscar Pires

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10/04/2018 às 18h36m

Dias turbulentos

Depois de terem passado cerca de 14 dias longe da Corte, quando o Supremo Tribunal Federal deixou para apreciar o pedido de Habeas Corpus Preventivo impetrado pelos advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apenas por causa do "feriadão" da Semana Santa, todas as expectativas em torno do que seria decidido focaram o dia 4 de abril, data definitiva para ser conhecido o resultado que, como sempre, marcaria uma alteração na Jurisprudência do STF, como desejavam alguns ministros, provocados pela forte e inteligente banca de advogados que defendem Lula.

Foi uma sessão longa, que durou cerca de 11 horas, para se conhecer o resultado que, ao final, empatado em 5x5, o voto de minerva da ministra e presidente do STF, Carmen Lúcia, acabou mantendo o que a Corte já havia decidido desde 2016 e vinha sendo rigorosamente cumprido pelos magistrados que começaram, assim como o próprio STF, a expedir mandados de prisão para aqueles condenados em segunda instância.

No meio da turma que foi para trás das grades, ex-senador, deputados, empresários, enfim, os grandes e poderosos que habilmente, a custo de boa remuneração aos profissionais, vinham protelando a execução das penas até sua prescrição, o que não acontece, como bem afirmou o ministro Luis Roberto Barroso, com os mais pobres que, presos, sem advogados ou até sem assistência da Defensoria Pública.

O caso, agora, tinha todas as atenções voltadas para um ex-Presidente da República, que em pré-campanha antecipada pelo país afora, desafiava a Justiça, passando por cima das leis. Bem, o pior aconteceu, exatamente no dia seguinte (05-04), quando o TRF-4 determinou ao juiz de primeira instância, Sérgio Moro, a prisão de Lula, o que surpreendeu não só o mundo político, mas deixou estarrecida toda a população. Pela primeira vez na história, um ex-presidente da República, com a prisão decretada, pela prática de corrupção.

Como até o momento em que esta coluna estava sendo editada ainda não havia resultados que pudessem nortear uma decisão, nada como continuar assistindo e ouvindo os especialistas em Direito e Cientistas Políticos, torcendo para que do caso se tenha um final feliz, sem turbulência. Até porque, tem mais cinco processos em andamento contra Lula. Como em cabeça de juiz, urna eleitoral e gravidez só depois do resultado, aguardar é a solução.


Quem vai pagar a conta depois?

Para as pessoas que conhecem bem a administração pública e acompanham o dia-a-dia da gestão do atual prefeito, sabem muito bem que, não são poucas as ações que vão deixando os futuros gestores com maior desafio pela frente. O mais recente episódio, foi a decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio que considerou inconstitucional a lei aprovada pela Câmara Municipal em 2015, quando "bancando o bom moço", o prefeito quis dar uma de populismo e decidiu diminuir a remuneração não só dele, medida que afetou todo o quadro de servidores e, com isso, a bomba não explodiu mas no futuro será uma grande explosão com efeito retardado.

De quanto será a conta a pagar de atrasados? Alguém aí imagina? Mas não é somente este caso, são muitos outros e o Ministério Público vem investigando porque são muitas as denúncias e as ações de improbidade vão crescendo, dentre outras. Pior é que o Executivo continua desafiando a Justiça e não dando bola para as decisões emanadas do Poder Judiciário. Por exemplo, a reforma do Ginásio Poliesportivo Maurício Bittencourt, a alienação ou colocar na linha para andar as duas composições do VLT que garfou da prefeitura cerca de R$ 15 milhões, a situação do Ypiranga Futebol Clube que poderia ter sido transformado num monumento aos Direitos Humanos por terem sido presos ali no ginásio, centenas de macaenses ilustres durante o período da ditadura miliar, o pagamento das incorporações que mais cedo ou mais tarde vai engrossar a lista das contas a pagar?

Ora, ninguém de bom senso imagina que um município que arrecada mais de R$ 2 bilhões por ano, esteja contribuindo para a quebradeira de várias empresas, como a Aliminas, por exemplo, que fornece refeição para a prefeitura e não recebe? Com quase R$ 2 milhões a receber, a solução será a falência? Bem, o espaço não dá para registrar a enorme lista de mal feitos pela administração. Mas o povo, a cada dia que passa, vai sentindo na própria pele os desarranjos que no futuro vão dar muita, mas muita dor de cabeça a  quem tiver coragem de suceder a atual gestão. Como é triste...


PONTADAS

Muitos pensam que um Senador, Deputado Federal, ou Deputado Estadual, vive apenas da remuneração estabelecida como teto para exercer o cargo. São tantos os benefícios, mas tantos, que nenhum dos parlamentares tem coragem de informar o real. Sem falar nos assessores - cargos de confiança - que no fim, acabam obrigados a dividir a grana com o "chefe", senão...

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O presidente da França, Emmanuel Macron, que vem enfrentando transtornos no país causados pela greve nacional do sistema ferroviário, anunciou uma ampla reforma política e institucional, com a redução de 30% do número de parlamentares e a eleição de 15% dos deputados pelo sistema de proporcionalidade. Com a reforma, os eleitos não poderão repetir mais de três mandatos idênticos consecutivos.

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Até hoje, como a Câmara Municipal não conseguiu aprovar a CPI dos transportes e investigar como anda a situação do pagamento dos subsídios e a renovação da concessão para a SIT, a caixa preta continua segredada. Mas parece que vai ser criado o cartão "Macaé Cidadão", para "fichar" quem utiliza o transporte concedido com tarifa a 1 Real. Antes tarde do que nunca?

Autor: Oscar Pires

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03/04/2018 às 15h27m

Expectativa geral

Encerrado o período de mais um "feriadão" e as atividades que serão retomadas a partir desta segunda-feira para normalizar a vida do país - os pagadores de impostos, empresários e trabalhadores têm muito para se desdobrar a fim de saciar a fome de tributos do governo - começamos a viver uma nova expectativa. A apreciação do Habeas Corpus preventivo, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), coisa rara naquela Corte, marcada para o dia quatro de abril, após quase duas semanas de "pequenas férias" dos ministros que ainda estão enfrentando dissabores, após ceder às pressões de políticos, advogados (entre eles ex-ministros da Corte), empresários e outras pessoas influentes, para tentar livrar Lula da cadeia.

O que muita gente não entende é: de onde vem tanto dinheiro para pagar advogados caríssimos para defender uma causa dessas? Como a credibilidade na Justiça tem alcançado índices cada vez mais baixos, se o resultado for o esperado pela tropa do PT e aliados, com o Supremo deixando Lula livre, leve e solto, muitos empresários e políticos envolvidos estarão aplaudindo por também estarem sendo beneficiados. De outro lado, a Corte Suprema vai se "apequenar" como disse a presidente, e cair nas desgraças das redes sociais pelas enormes pressões com a divulgação de mensagens críticas não muito agradáveis, como as manifestações convocando a população para ir as ruas no dia anterior ao julgamento.

Tomara que, desta vez, não tenhamos imagens e acusações dos ministros da Corte em baixo nível. O que apenas degrada a imagem de cada um deles. Mas, se o resultado for favorável a Lula, com certeza será o maior desgaste do Judiciário pois os magistrados de todas as instâncias ficarão diminuídos e o índice de credibilidade poderá cair mais. É tudo que os políticos de plantão envolvidos até a alma na Operação Lava-Jato desejam para continuar na sanha da prática de atos lesivos. Mas, resta ainda a esperança de a presidente do STF, Cármen Lúcia, de não pautar os pedidos para rever se, condenado na segunda instância, deve ir direto para a cadeia. Fazer o quê, senão apenas aguardar o resultado?


Esperança, ainda

Embora a maioria da população continue pasma com o desvio que o programa do prefeito para o período da gestão 2013/2016 tomou, tem gente que acredita em história da carochinha, ou mesmo em Papai Noel. Quem, dos milhares de eleitores que na ocasião preferiram as mudanças anunciadas para se ter um governo austero e inovador, com as promessas cumpridas? Aliás, coisa que nenhum deles, após assumir o cargo e segurar uma caneta com o peso de R$ 2 bilhões em média por ano, faz ou... finge que faz ou vai fazer. Por exemplo. Uma creche em cada bairro. Ora, que existe dinheiro para fazer, existe.

Mas o dinheiro desaparece e as creches, simplesmente ficaram na promessa e as mães que têm de trabalhar para colaborar com a renda da família, acabam mais sacrificadas porque têm de pagar creches particulares. Tudo bem, a promessa foi ficando esquecida, mas hoje, o Executivo será capaz de afirmar que vai pagar a promessa. Você aí, acredita? Não, porque estamos no primeiro de abril, Dia da Mentira e promessa nesse dia, não vale muito. Pode ver que é pegadinha. Se o antigo Ginásio do Ypiranga caiu literalmente aos pedaços (o local poderia ser preservado e ali construído um monumento aos Direitos Humanos porque muitos macaenses foram presos durante o período militar). Fora isso, foi palco de grandes conquistas esportivas. E o ginásio polioesportivo?

Também literalmente destruído e, mesmo por determinação da Justiça não se move uma palha para recuperar uma obra que serviu de palco para fazer as pessoas felizes? O Parque da Cidade? Puxa, poderia ter sido revitalizado, as residências em torno poderiam ser desapropriadas e ali construído um anfiteatro para apresentação de shows e orquestras sinfônicas... Como a população ficaria alegre e feliz. Mas está entregue às baratas. E o monumento dos 200 anos de fundação da cidade, está aonde? Igual a Brasília, poderia ter sido construída uma torre ou um obelisco de 200 metros de altura e no topo tremulando a bandeira de Macaé. Seria mais um ponto turístico. Bem, não vamos aqui abordar o que mais a população anseia dia após dia. Mais segurança, saúde, educação, transporte (com o VLT andando na linha), construção de novos espaços e escolas, enfim, a lista é enorme. Só que a prefeitura arrecadou quase R$ 12 bilhões nesse período e, a pergunta que não quer calar. Foi parar onde?


PONTADAS

Alexandre Reis, Diretor da Firjan, na reunião do Conselho Municipal de Macaé, fez uma análise da situação que o país e, especialmente o Estado do Rio, enfrenta. Todos ficaram perplexos com os números e informações do mundo econômico, empresarial e político. "Gostaria logo que acabasse 2018 mas votar em quem? Com relação ao momento político ele afirmou: "o que a população mais quer é segurança e emprego".

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Apesar de os contribuintes serem garfados todos os meses nas contas de energia, pagando a contribuição de iluminação pública que aumenta todo ano, a situação na cidade é preocupante, o que beneficia a ação de criminosos. Até na zona sul, ao longo da Praia Campista, são muitos os postes tombados, não recuperados e com as luzes apagadas. Nos bairros, então, nem se fala.

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Está pipocando mais uma ação no Ministério Público Estadual contra a prefeitura, desta vez, relacionada aos Guardas Municipais que recebem o pagamento de 1/3 das férias com base apenas no vencimento básico, sem considerar adicionais, gratificações e horas extras. Vai ver, será mais uma conta grande que a prefeitura vai ter de pagar. Mas como deve estar juntando dinheiro...

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Até domingo.


Autor: Oscar Pires

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28/03/2018 às 16h38m

Como renovar?

Na atual conjuntura do mundo político, o índice de credibilidade vai diminuindo cada vez mais para a política, a justiça, segurança, saúde e educação, além de transporte, que são os principais motivos de tanta insatisfação dos eleitores, quando abordados por algum instituto de pesquisa. Como a maioria dos poderes parece estar distante das aspirações populares, os episódios que ocorrem no dia-a-dia em Brasília e em efeito cascata atingem os estados e municípios, acabam frustrando a população que não enxerga, no quadro atual, algum sinal de mudança futura e que poderia nutrir o povo de esperança. Esta semana, as atenções ficaram voltadas para o Supremo Tribunal Federal (STF), que pressionado por políticos e advogados que defendem poderosos e por isso cobram muito caro (de onde vem tanto dinheiro para pagar esses profissionais?), abriu exceção para apreciar um pedido de Habeas Corpus preventivo para livrar o ex-presidente Lula de ser preso, após o julgamento dos embargos de declaração, marcado para dia 26, pelo TRF4, do Rio Grande do Sul.

Condenado em segunda instância e tendo a pena ampliada de 9 para 12 anos, o ex-presidente se tornou ficha-suja e não pode ser candidato em outubro. No entanto, o grupo ativista, a maioria dele envolvidos nas investigações da Operação Lava Jato, tentam de todas as formas, passar por cima das leis e fazer o que não podem e não devem. Por outro lado, o STF, ao não avançar no julgamento e frustrar os milhões de telespectadores que assistiram ao julgamento, adia uma decisão histórica. Enquanto isso acontece, cerca de cem bolsistas de diversas regiões do país, participam de aula sobre o panorama do cenário econômico e outros temas, treinamento feito pelo RenovaBR, um projeto que quer lançar novas lideranças políticas nas eleições deste ano. Tomara que os resultados sejam bons e, possamos, num futuro não muito distante, mudar a representação política em Brasília, nos Estados e municípios brasileiros.

Macaé, de mal a pior?

À medida que o tempo passa, os macaenses e os aqui radicados, de maneira geral, ficam na expectativa de enxergar luz no fim do túnel, considerando que o município vai bem das pernas com relação ao orçamento sempre ultrapassando a arrecadação de R$ 2 bilhões por ano, mas não vê e não sente, este montão de dinheiro arrecadado, dar um jeito na cidade. Nem no lado sul, nem no lado norte, ou de leste a oeste.

Os encastelados do poder continuam com jogadas perigosas e a cada dia, começam a pipocar nas redes sociais, várias denúncias de malfeitos que acabam diretas no Ministério Público Estadual e Federal, que não conseguem investigar em tempo real o material recebido e comprovado. Enquanto isso, o prefeito e alguns secretários continuam sendo acionados e respondendo a ações de improbidade administrativa.

Se em apenas poucos anos a administração está deixando acabar literalmente todas as obras feitas por ex-prefeitos, que com arrecadação bem menor, conseguiram dar uma projeção exponencial ao município, os exemplos recentes mais uma vez demonstram que não serve de modelo para nenhum outro copiar. Ou seja, Macaé não tem bons exemplos de administração, como sempre é ouvido de outros visitantes que afirmam não desejar em seus municípios, os exemplos da Capital Nacional de Petróleo, título que pode perder não demora muito, graças a falta de liderança política. 

Nem resgatar o ginásio poliesportivo, apesar de acionado pelo Ministério Público, parece não haver vontade, o que dizer, então, das duas composições de VLT que continuam sendo destruídas pelo tempo, sem andar na linha. Se continuar nesse ritmo e Macaé continuar perdendo sua identidade, nem os macaenses ausentes sentirão saudades de, um dia, ter migrado para outros torrões deste Brasil.


PONTADAS

A semana que começa, já movimenta as agências de turismo e quem pode começa a planejar uma boa folga por conta do feriadão. Apesar de as rodovias não apresentarem bom estado com as fortes chuvas, tem muita gente que vai colocar "o pé na estrada" e, Armação dos Búzios, o bairro chic de Macaé, vai ser o ponto de encontro de muitos empresários amigos e políticos.

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O ex-vereador Igor Sardinha, ex-candidato a prefeito de Macaé e agora exercendo o cargo de secretário de Indústria e Petróleo, no município de Maricá, está otimista com as ações desenvolvidas pelas bandas da região leste, que será fortemente alavancada com a exploração dos campos de petróleo na camada de pré-sal. "Sumiu" de Macaé mas continua trabalhando firme. Eleições à vista?

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O deputado Christino Áureo, agora empenhado como Secretário da Casa Civil e Planejamento do Governo do Estado, continua firme defendendo a aprovação do Repetro. Em Macaé, ele anunciou algumas mudanças para ocupar, por exemplo, a sede do Departamento de Estradas de Rodagem, na rua Télio Barreto, transferindo para o local, alguns órgãos estaduais.

Autor: Oscar Pires

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19/03/2018 às 18h39m

Questão de segurança

O assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), quando deixava um evento e foi executada a tiros ao se dirigir para sua residência, causou comoção no país inteiro. Não é esta a primeira vez que isso acontece e, talvez, não será a última, considerando que muitos segmentos não acreditam no projeto de intervenção na Segurança do Estado do Rio, apesar das boas intenções do governo em tentar resolver o problema.

Mas, o crime, que deixou o país chocado e teve repercussão internacional, aconteceu num ponto próximo à sede da prefeitura e ao Hospital Central da Polícia Militar. Naquele mesmo tempo, um cidadão acabou assassinado na frente do filho, durante um assalto acontecido no Cachambi. Igual a muitas cidades e lugares, em Macaé também houve manifestação na Cidade Universitária na noite de quinta-feira, e os atos chamaram a atenção das autoridades que, pelo visto, estão com rumos desencontrados.

De um lado, o Secretário de Segurança Pública escolhido pelo general Braga Neto, interventor, e que na sexta-feira completou o primeiro mês de sua hercúlea tarefa. De outro, a Procuradora Geral da República, avocando para a Polícia Federal a investigação do crime e, por outro, perguntas que vão sendo feitas, mas não têm resposta. E, trazendo para nossa cidade a repercussão, sabe-se que os políticos fazem parte da história de indicar delegados, chefes e comandantes, sem falar em outros órgãos importantes que fazem parte do segmento de segurança. Quem é mais antigo, lembra que já na década de 60/70, vários candidatos a prefeito tiveram nas suas plataformas de campanha, a construção de portais nas rodovias de acesso à cidade, para, senão combater, pelo menos inibir a criminalidade.

Até hoje, nenhum deles foi construído para servir de barreira. De lá para cá, Macaé também foi palco, e continua sendo, de horrendos crimes que levaram o comércio a fechar as portas em sinal de protesto. Mas a situação apenas piorou com o crescimento das invasões na periferia, hoje dominadas pelo tráfico e por milicianos que, igual ao Rio e muitos outros Estados, existe na cidade. O Conselho Municipal de Segurança, criado a partir de crimes bárbaros, até hoje não consegue ter voz e, parece, não representar a maioria da população que tem como principal reivindicação, a segurança, seguida de saúde, educação e transporte. Pensar e colaborar não custa nada. Que soluções sejam encontradas antes que a situação piore por aqui, também.


Tempo de eleição

Aberta dia oito passado, a janela que permite aos deputados estaduais e federais trocarem de partido para concorrer às eleições de outubro deste ano, começou a ser bastante disputado o mercado do toma-lá-dá-cá, entre os partidos, na tentativa de permitir aos atuais parlamentares que, durante algumas manifestações populares, ficou patente que não representam a maioria dos eleitores.

A minirreforma eleitoral aprovada a toque de caixa quando Eduardo Cunha (PMDB), era presidente da Câmara dos Deputados, encontrou um "jeitinho" que vai proporcionar a todos eles, abocanhar a grana do Fundo Partidário e de recursos do financiamento público de campanha (nós é que vamos pagar a conta), e o troca-troca que acaba dia sete de abril, parece levar o preço que vai de R$ 1 milhão até a R$ 2,5 milhões, para que cada deputado se reeleja. Ou seja, nenhum deles, senadores ou deputados federais, pensaram em nenhum momento na renovação política para mudar o país, coisas que o atual parlamento não conseguiu fazer e não querem deixar a "boquinha" de Brasília, a ilha da fantasia.

É tão grande o clamor da sociedade pelas mudanças, que o "jeitinho profissional" de compra de voto, que o próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE), está empenhado em impedir que ocorra ou diminua a fraude nas eleições. Difícil, tarefa árdua, mas desafio necessário para que a classe política volte a ter credibilidade, a começar por Brasília, passando pelo Estado e chegando aos municípios. Ora, tivemos uma presidente apeada do governo por conduzir mal o país. No Rio de Janeiro, as principais "lideranças" estão atrás das grades e, no município, dois vereadores já foram pegos com a "boca na botija", imaginando que poderiam gozar de imunidade que leva a impunidade.

Não acreditaram e, agora, a Justiça decidiu afastar pelo menos até agora dois deles. O que pode acabar incentivando outras denúncias porque os demais estão temerosos. Como se pode observar, não é somente no parlamento. Também no governo é grande o número de casos relatados pela "rádio corredor", levando não só o Ministério Público Federal e Estadual a ter muito trabalho e que podem trazer surpresas desagradáveis para alguns que teimam em desafiar a lei e a Justiça. Fazer o quê, a não ser aguardar os resultados das investigações?


PONTADAS

O Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu por 8 votos a 2, que pelo menos 30% dos recursos do Fundo Partidário devem ser reservados para o financiamento de campanhas eleitorais de mulheres. Pela regra atual, os partidos teriam que gastar no mínimo 5% e no máximo 15% do dinheiro com candidaturas femininas. Cada vez mais, está chegando a vez das mulheres. Todas à luta.

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O PSDB que tenta fazer a candidatura do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin decolar para disputar a presidência da República, não consegue furar o bloqueio em Minas. A Polícia Federal encontrou no apartamento do senador Aécio Neves, no Rio, um bloqueador de sinal de telefone celular, proibido pela Agência Nacional de Telecomunicações. Ele quer a reeleição em MG.

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Todo cidadão paga toda a famigerada taxa de iluminação pública. Mas quem anda pela cidade, principalmente à noite, observa que a precária iluminação contribui para o alto índice de criminalidade. Até na Praia Campista, zona de turismo, são muitos os postes com lâmpadas queimadas e até alguns tombados e não repostos. O que faz a prefeitura com tanto dinheiro? Perguntar não ofende.

Autor: Oscar Pires

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14/03/2018 às 11h32m

Foi dada a largada

Aguardado com ansiedade pelos deputados federais e senadores, além de muitos outros nomes conhecidos que pretendem alçar voos mais altos, começou dia 7 e vai durar um mês, o prazo para que os parlamentares troquem de partido, buscando alternativas eleitorais, além do enorme montão de dinheiro público que vai pagar as campanhas a partir do dia 16 de agosto, quando as candidaturas deverão estar registradas. Como é "briga de cachorro grande" e alguns deputados vão ter à disposição cerca de R$ 1,5 milhão para garantir a volta para Brasília, a ilha da fantasia, tem gente chiando pelos bastidores e reclamando com o leilão dos partidos dispostos a pagar uma conta bem alta (depois nós é que vamos pagar), e este é o objetivo da minirreforma política, inibir as novas lideranças.

Mas... parece que os atuais parlamentares tanto na Assembleia como na Câmara dos Deputados esqueceram que eles não representam a população e só pensam no próprio umbigo, razão do medo e de arranjar "jeitinhos" para se manter como "empregados nosso". Para dar a largada na corrida eleitoral em direção à Presidência da República, até sexta-feira, pelo menos três nomes já lançaram suas pré-candidaturas. Jair Bolsonaro (PSL), que parece estar raivoso porque o presidente Michel Temer "comprou" as ideias dele, fazendo a intervenção na segurança do Estado do Rio e criando o Ministério da Segurança, o presidente da Câmara dos Deputados (DEM), que tentou se destacar como o novo prometendo ter a maior base de deputados federais e senadores, e por fim, o Ciro Gomes (PDT), que começou a beliscar Lula, considerando que está difícil para ele escapar da prisão ou da inelegibilidade. Para ficar apenas nestes, já que outros não deram a cara a tapa, vamos acompanhando para ver se, de fato, vai haver mudanças ou teremos mais do mesmo, o que o povo não quer, prometendo muitos votos nulos e em branco. Depois, vamos alinhar os pretensos candidatos a governador.

Macaé tem jeito

Já transcorrendo os primeiros três meses do sexto ano da gestão do prefeito municipal, com a desesperança reinando em todos os cantos da cidade, de norte a sul e de leste a oeste, com o afastamento e prisão de dois vereadores da Câmara Municipal, e uma denúncia de delação premiada da Odebrecht por um executivo da empresa contra um grupo da prefeitura de Macaé, vão ficando longe as esperanças que ainda existiam numa recuperação administrativa, salvo se o governo estiver com dinheiro embaixo do colchão guardado para utilizar nos próximos dois anos. Uma certeza, alguns grupos políticos já têm. Igual ocorreu em 2014, ele deverá incentivar candidaturas a deputado estadual e federal, trocando apoio de um ou outro, para Macaé continuar sem representação na Câmara dos Deputados e na Assembleia.

Ou seja, teremos desfilando por Macaé muitos candidatos Copa do Mundo, aquele político que só aparece de quatro em quatro anos, paga aos cabos eleitorais (quando pagam), se elegem ou não e, esquecem que Macaé existe. Mas como o prefeito não é o senhor da razão, o grande número de aliados que vai engrossando a lista de ex-aliados, promete mudar o quadro por não acreditar muito em histórias da carochinha. Por exemplo, um grupo de empresários e representantes de instituições, começam no dia 20 de março, uma série de encontros para fazer um levantamento sério e técnico para mostrar que Macaé tem jeito. Outros desafetos do governo também estão se unindo para aceitar o desafio do Chefe do Executivo que, ele sozinho não pode muito. Também, a expectativa de que novos nomes vão começar a surgir para disputar em 2020 a prefeitura. Quem pensar que não tem jeito, está errado. Jeito tem e tem muita gente querendo essa mudança, e rápido.


PONTADAS

O Diretor Executivo da Firjan, Alexandre Reis, disse na reunião da Comissão Municipal, sobre a provocação do empresário Cliton Silva Santos, que a Unidade Senai Cabiúnas, necessita de investimentos na ordem de R$ 6,5 milhões para ser concluída. Com a crise que abala também o Sistema Firjan, a obra não será continuada, até que haja recursos de outra fonte.

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O "exército de Stédile", como Lula denomina o MST, resolveu invadir o parque gráfico de O Globo na quinta-feira. Os invasores, cerca de 400 pessoas, a maioria mulheres que chegaram em 10 ônibus, algumas estavam armadas com facões. Fizeram pichações de mensagens políticas em vidraças, sofás, paredes e piso, além de atear fogo em pneus. A polícia investiga o caso, mas, com certeza, já sabe quem é o chefe...

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E no dia em que as mulheres em todo o mundo eram homenageadas ou faziam manifestação, o município de Macaé viveu um enorme clima de abandono. A forte chuva que caiu em toda a região atingiu milhares de famílias, estradas e pontes foram danificadas, e a população ficou indefesa sem saber qualquer tipo de ação das autoridades. Foi um clima de caos total e de pânico para muitos. Será que tem jeito?

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Até domingo.

Autor: Oscar Pires

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05/03/2018 às 17h54m

Fiscalizar é necessário

Esta semana a cidade foi sacudida, mais uma vez, com a ação da Polícia Federal que fez a prisão em flagrante de um vereador que, de acordo com denúncia de um assessor, nomeado para trabalhar no seu gabinete, "era obrigado" a dividir sua remuneração que não é pequena - chega a mais de R$ 12 mil - com o titular do cargo. Sabe-se, agora, que o assessor comprovou a ação e, levado para a delegacia da Polícia Federal, as partes foram ouvidas e, em seguida, o vereador levado para um presídio em Campos, enquanto as autoridades judiciárias eram comunicadas do fato.

Antes deste caso, já havia ocorrido outro, porém, no âmbito de uma secretaria da prefeitura para a qual um vereador indicou o  gestor 0nomeado e passou a praticar o mesmo ato. Dividir o dinheiro recebido com os assessores que, revoltados, também decidiram denunciar ao Ministério Público que pediu o afastamento do vereador, decisão acertada da Justiça que atendeu à solicitação do Ministério Público, enquanto as investigações prosseguem, incluindo como réus ímprobos, inclusive, o prefeito.

Todo cidadão de bem sabe que o papel do político é fazer políticas públicas que possam atender a sociedade que está cansada de, há anos, assistir e ouvir as mesmas cenas e casos, sem que qualquer medida seja adotada, lembrando aqui que não nos cansamos de informar que esta situação é um efeito cascata do que ocorre em Brasília, nos Estados e nos municípios. Mas há muito tempo que o político tem usado o cargo para a prática de corrupção, hoje encontrada em larga escala, fazendo do mandato e do poder adquirido, um negócio bom para quem se elege. A tentação é tanta que, dificilmente, um prefeito não consegue ter a maioria no Poder Legislativo para praticar todo tipo de ação malévola. Fiscalizar mais é necessário e, que muitos outros assessores, também do Poder Executivo, criem coragem e denunciem as mazelas para tirar Macaé do buraco, igual a Operação Lava Jato está fazendo pelo país todo.


Enquanto isso...

Com a velocidade em que os cidadãos tomam conhecimento pela internet, através das redes sociais, principalmente pelo Faceboock, de "denúncias cabeludas" envolvendo políticos, fica difícil até para o Ministério Público e pela Justiça, tomar iniciativas que possam levar a cabo uma investigação. Difícil até pelos jornais sérios e conceituados, porque quando um jornalista começa a investigar o caso, os autores das denúncias que utilizam o território livre da internet para fazer o desabafo por se sentirem incomodados, preferem não levar o caso à frente porque sabem que "não vai adiantar nada", ou que os órgãos competentes "não vão ligar para a acusação" e que "ninguém vai preso". Bem, pode até ser um pouco assim, se o cidadão de bem continuar a não acreditar na Justiça "porque ninguém vai preso".

Mas se continuar havendo a omissão e a denúncia não for apresentada aos órgãos competentes, vai ficando cada vez mais difícil a Justiça agir. A lei é dura, mas é lei. Apenas para voltar ao caso do vereador afastado que foi acusado de dividir o dinheiro dos assessores, enriquecendo ilicitamente, corre na internet, embora o processo esteja em segredo de justiça, as 489 páginas da denúncia do Ministério Público que requereu, também, a quebra do sigilo fiscal e a busca e apreensão em vários endereços não só das secretarias, como em gabinetes e residências dos envolvidos. E, ao final, o prefeito, com certeza "fingindo não saber de nada porque apenas nomeia os titulares para os cargos de secretários", pede sua exclusão do processo que figura como réu.

Ora, quem não sabe pelas ruas da cidade que o toma-lá-dá-cá, continua envolvendo os agentes políticos e administrativos? Você ouve nas filas de bancos, nos bares e restaurantes, em eventos sociais, e onde quer que você vá. Basta provocar para que a conversa ganhe linha. Enquanto isso, pela internet e, também pela imprensa quando as pessoas acreditam mais no jornal do que nas autoridades, as reclamações sobre a má gestão na saúde, educação, transporte, mobilidade, meio ambiente, esportes, cultura e muitos outros órgãos, deveriam sim ser fiscalizadas pelos vereadores, pelos tribunais de contas, pelo Ministério Público e pela Polícia Federal que, igual à prisão do vereador Neto, tem competência para abrir procedimentos e atuar firme e forte no combate à corrupção. É só querer e, se for o caso, como sugeriu uma assessora denunciante, que se crie uma força-tarefa para cuidas das denúncias. "Não vai sobrar pedra sobre pedra", como disse a presidente da Petrobras, Graça Foster, ao ver que a Operação Lava Jato atingiu em cheio a estatal.


PONTADAS

E, apenas para refletir, já que estamos entrando no período eleitoral e tem muita gente em campanha, citamos o filósofo Platão: "Você tem todo o direito de não gostar de política, mas sua vida terá influência e será governada por aqueles que gostam. Portanto, o castigo dos bons que não fazem política é ser governado pelos maus que a fazem". Copiem e colem em local onde poderá ser visto, sempre.

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Já tem vereador candidato a cargo eletivo nas eleições deste ano, iniciando com todo fôlego as investidas para ser lembrado como candidato. Inventam de tudo e prometem tudo, enquanto durar o período eleitoral. Depois, mesmo eleito ou não, simplesmente viram as costas e esquecem das promessas. Vale aí a campanha do Tribunal Superior Eleitoral. Não venda seu voto.

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Dizem por aí que o prefeito está se lixando para a Justiça, que o obrigou a encontrar uma solução e colocar o VLT na linha, antes que apodreça na antiga estação onde estão estacionadas as duas composições que custaram R$ 15 milhões aos cofres públicos. Tem gente que afirma que quem não tem competência para colocar o trem na linha, não tem capacidade de ser gestor numa cidade como Macaé, que tem orçamento de R$ 2 bilhões por ano.

Autor: Oscar Pires

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01/03/2018 às 16h15m

Formação de políticos

Com a crise política, econômica, social, segurança, transporte, educação, saúde, e tantos outros setores, constantemente sendo abordadas de forma mais rápida não só pelas redes sociais como pelos meios de comunicação, com críticas veladas de expertises nos assuntos, a população vem ficando cada vez mais alarmada com a falta de sensibilidade dos políticos que, olhando para o próprio umbigo e cuidando primeiro dos privilégios deles do que de seus representantes, parece existir um vácuo enorme entre eles, candidatos, e eleitores.

Constantemente, as pessoas acompanham pelos veículos de comunicação social, de forma mais responsável, e pelas redes sociais através da internet, inúmeras denúncias de mal feitos que parecem ser absorvidas com tanta facilidade pelos políticos deixando os eleitores sem respostas, que todos parecem estar vivendo na ilha da fantasia. Para ser mais exato, quando a Operação Lava Jato abriu as vísceras do mundo político e de empresários que preferiram enriquecer facilmente, as representações partidárias começaram a ser avaliadas pela sociedade que não vê reação nos segmentos mais pobres da população, deixando a maioria, céticos.

As acomodações buscadas pelos atores ativos e acusados em Brasília e em todos os Estados e municípios brasileiros, escudados pelo foro privilegiado, pela imunidade e, consequentemente, pela impunidade, em determinado momento vai encontrar obstáculos pela frente, o principal deles, a rejeição nas urnas. Não são poucas as alternativas buscadas, como por exemplo, o Movimento RenovaBR, que está recrutando cem bolsistas entre 4 mil inscritos para formar novas lideranças capazes de concorrer nas eleições deste ano.

O Renova Brasil, está buscando outros candidatos para atingir a meta de 150 bolsas de estudos, incentivos destinados a lideranças que passarão por avaliações semelhantes a que foram aplicadas aos selecionados iniciais, esperando encontrá-los entre lideranças comunitárias, movimentos sociais ou a partir de indicações de partidos políticos, desde que a pessoa não tenha concorrido em eleições anteriores. É uma boa iniciativa, uma vez que os atuais "donos" das comissões partidárias não permitem a ascensão de nenhuma nova liderança. Tomara que dê resultado e haja, desta forma, a tão almejada renovação para substituir os do atual quadro.

Em Macaé...

Está difícil enxergar luz no fim do túnel. A não ser que haja uma reviravolta, mas, se nada aconteceu até agora que pudesse deixar a população feliz, parece que o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, veio a esta cidade para aprender como se governa e, também por lá, a administração não se acerta. Até o Carnaval que é a alegria do povo, se por lá andou mal das pernas, por aqui praticamente não existiu porque o prefeito aboliu do calendário as festas de Rei Momo. Passados cinco anos e vamos para seis de uma gestão que nunca deixou de arrecadar menos de R$ 2 bilhões - é dinheiro que não acaba mais - estamos perto de atingir R$ 12 bilhões e o que se vê, o que se enxerga, é a cidade cada vez mais perdendo a identidade e sua história.

Um exemplo, deixar demolir a casa onde residiu o professor e historiador Antonio Alvarez Parada (Tonito), que poderia com seu rico acervo ser transformada num museu em sua homenagem o que deixaria os macaenses orgulhosos, é apenas uma das mazelas. Mas, quem passa pela Avenida Presidente Sodré (Rua da Praia) e observa caindo literalmente o ginásio Roberval Pereira da Silva, o ginásio do Ypiranga que também deveria ser mantido incólume e servir como parte de um monumento dedicado aos Direitos Humanos, por ter servido na época do período militar de prisão para centenas de pessoas representativas da sociedade macaense, é outra aberração.

io Poliesportivo Maurício Bittencourt, que serviu de palco aos grandes espetáculos do vôlei e outras atividades, que também está caindo, e na mira do Ministério Público que vem sendo desafiado pelo prefeito em não cumprir as determinações da Justiça, também. E o Parque da Cidade, uma área de 100 mil metros quadrados que poderia ser um ponto de atração dos macaenses e ponto turístico, que também continua abandonado? Isso apenas em três situações porque, tem mais. Em vez de transformar a restinga da Fronteira em um parque ambiental, urbanizando o lugar, igual fez o ex-prefeito Alcides Ramos, quando acabou com a ocupação do pontal e urbanizou a Barra para evitar a ocupação desordenada, mostra a triste realidade de Macaé que, vivendo a crise econômica e política passar, se sente impotente para reagir, até que mude o governo. Como dizem alguns "estamos contando nos dedos e não falta muito".


PONTADAS

Começou a maratona dos candidatos "Copa do Mundo", aqueles que só visitam a cidade de quatro em quatro anos, em busca de votos. Como grande número de eleitores pretende renovar, e querem representação local na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa, existe um grupo planejando ações para colocar Macaé no topo da lista e com voto bairrista.

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Em Macaé, não são poucos os partidos políticos que estão com o registro no Tribunal Regional Eleitoral, ativos. Um dos principais casos é o do PMDB, que tinha o prefeito Aluisio Junior como presidente mas, vencido o prazo em 2017, não foi eleito o diretório ou nomeada nova Comissão Provisória. Como o PMDB está super envolvido na Operação Lava Jato, parece que ninguém quer se arriscar e carregar a cruz.

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O jornalista Bernardo Mello Franco, de O Globo, na sua coluna sexta-feira, escreveu: "O sindicato da toga decidiu radicalizar na luta pelos supersalários. A associação dos juízes federais ameaça promover uma paralisação nacional no próximo dia 15. O objetivo é emparedar o Supremo, que deve julgar a farra do auxílio-moradia na semana seguinte". Pelo que se observa, os "grandes" também querem mais.

Autor: Oscar Pires

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19/02/2018 às 12h29m

Carnaval político

Quando o calendário apontou a quarta-feira de cinzas com o fim do Carnaval, muitas pessoas, principalmente empresários, respiraram fundo e pensaram: "Bem, agora sim, começamos o ano de 2018". Mas, será que é assim mesmo? Se de um lado, o Carnaval acabou com pelo menos duas escolas de samba que desfilaram na Marquês de Sapucaí arrebatando o título de campeã e vice pelas críticas feitas aos governos e personagens políticas, deliberadamente esquecendo as mazelas do PT que originou toda a crise com o "mensalão" e o "petrolão" (não se viu nenhuma referência a nenhuma figura petista ou entidades ligadas), de outro lado, os políticos estavam em plena atividade buscando alternativas para também desfilar.

E, como nos dois meses seguintes, vai haver a "dança das cadeiras", quando os candidatos que desejam ser reeleitos vão procurar um partido para que se torne mais fácil a reeleição, os eleitores que não são bobos, começam a receber mensagens dos "salvadores da pátria", com promessas que todos estão cansados de ouvir. Até a mais antiga delas de "Mais Água para Macaé", vai estar na comissão de frente para "encher as caixas d´água e fazer jorrar nas torneiras o precioso líquido das comunidades periféricas", as que mais sofrem com o dilema que não é novo, por sinal, é mais velho do que muita gente possa imaginar.

Além do mais, já se observa na corrida eleitoral deste ano, mais uma vez, o carnaval político, hora de quem é candidato a deputado federal, convidar um vereador, suplente ou até líder comunitário, mesmo que não tenha muita expressão, para ser candidato a deputado estadual. No caso, esta alternativa serve apenas para que o postulante a federal, tenha um cabo eleitoral em cada cidade. O que devemos fazer, é pensar bastante, e trabalhar para que o município não fique sem representação na Assembleia ou na Câmara dos Deputados. A caça aos votos, já começou.


Lembrar não custa nada

Cabe às lideranças mais sérias, alertar para o perigo que ronda a cidade. Quando em 2010 o doutor foi eleito deputado federal pelo PV, sigla que garantiu ao candidato a seriedade das propostas de mudanças que não ocorreram como prometido, garantiu a volta como absoluto para governar a cidade. Mas... é uma história longa e difícil de contar porque são muitos os fatos em que os correligionários foram transformados em adversários e, por sua vez, estes ganharam (?) a confiança do chefe. Em 2014, quando houve eleições para eleição de Dilma Rousseff, Pezão, e outros, o doutor arquitetou um plano mirabolante. Tratou, igual vai fazer agora, de incentivar diversas candidaturas a deputado estadual e a federal (e por trás dos panos apoiava os federais que queria), se lixando para que Macaé não tivesse representação na Assembleia e na Câmara dos Deputados que pudessem incomodá-lo, já que ele mirava a reeleição para a prefeitura.

Deu um pouco de sorte porque atingiu seu objetivo, e um azar grande, porque não conseguiu "derrubar" Christino Áureo, que eleito, continua com grandes planos para melhorar a cidade. Depois de desprezar o Partido Verde (PV) que deu a ele a notoriedade desejada, abandonou os companheiros de luta do Partido dos Trabalhadores que o ajudaram, e foi alojar sua esperança no PMDB, como presidente da Comissão Provisória. Até agora, aliado de Eduardo Cunha, Sérgio Cabral, Paulo Melo, ao ver a "vaca indo para o brejo" (todos estão presos), e com medo do seu possível envolvimento nas falcatruas da Odebrecht, acabou até com o Carnaval do povo eliminando de uma vez por todas o desfile das escolas de samba. Será que, temeroso de virar enredo de alguma delas? Bem, vamos ficando por aqui. Mas tem muita história para lembrar. Muita história cabeluda que, no transcurso da campanha, as redes sociais, com certeza, vão registrar. Olho vivo.


PONTADAS

O suplente de deputado estadual Chico Machado, que chegou a assumir o cargo, disse que não está "sumido" e sim, fazendo peregrinação por vários municípios, mantendo as amizades que deixou no lastro de sua campanha em 2014. Ele ainda não garantiu sua filiação partidária mas aguarda a "janela" que vai ser aberta para escolher um partido que possa garantir sua adesão.

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O médico e vereador Márcio Bittencourt, eleito e tornado líder do PMDB na Câmara de Vereadores, poderá ser expulso do partido e deixar a liderança do governo. Ao ouvir o galo cantar, ele tratou de alinhar-se com caciques do PSB e poderá, se conseguir incluir seu nome na lista de candidatos a deputado estadual, disputar também uma vaga na Alerj. Ou vai ou racha.

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Um grupo de empresários ligados a várias instituições sérias, cansados de esperar por promessas políticas que nunca são cumpridas, decidiu arregaçar as mangas e trabalhar paralelamente para buscar alternativas de preparar um planejamento estratégico sério, para preparar Macaé para o futuro. Se a Rede Globo lançou a campanha "O Brasil que eu quero", por aqui, poderá ser a "Macaé que queremos para o futuro". A conferir.

Autor: Oscar Pires

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15/02/2018 às 12h10m

Enfim, Carnaval...

Foto Wanderley Gil/ Carnaval 2012
Bem, como os dias de folia durante o período carnavalesco devem ser animados, Macaé vem vivendo tempos de decadência até cultural. Não são poucas as reclamações do povão que, igual a tempos passados, se postava na avenida ou nas arquibancadas, de preferência próximo ao palanque oficial para estar perto das autoridades principais, para ver blocos e escolas de samba desfilarem, arrebatando aplausos e fazendo a alegria de todos. As pessoas se sentiam felizes. Sempre foi assim e durante algum tempo, no governo do ex-prefeito Claudio Moacyr, além da Rainha do Carnaval, tinha também o Rei Momo - quem dos mais antigos não lembra de Agenor Pinheiro com apelido de Pingo que ao passar nos corredores da prefeitura era ovacionado - desfilando alegre na abertura do Carnaval quando as agremiações se apresentavam para o povão na Avenida Rui Barbosa a partir da Praça Veríssimo de Mello até a Praça Washington Luiz?

A disputa entre as três principais escolas - Acadêmicos da Aroeira que tinha o então vereador Malvino Orbílio de Lima à frente e Peron como Carnavalesco, a Princesinha do Atlântico liderada por Joel Cruz e seus diretores e Birinha ou Sérgio Cordeiro abrilhantando o enredo, a Império da Barra... Gente, os ensaios nas quadras eram disputadíssimos e também as apresentações e os enredos eram maravilhosos. Pena que depois de Sylvio Lopes, a alegria do povo acabou. O sucessor Riverton preferia adiar a festa de Momo para se unir a Neguinho da Beija Flor e, depois, fazia uma festa para ele mesmo, mas fazia. Agora, "esquecer" de incentivar as escolas de samba e deixar o povo infeliz, em vez de alegre, é coisa mesmo de doutor. E nas discussões para debater a morte do carnaval macaense, não faltam críticas, principalmente de pessoas ligadas à Cultura que, também, anda à míngua na terra macaense.

Bem, tem alguns tentando contar estórias que não estão lá muito corretas para "inventar o carnaval de rua em Macaé". Pura balela. Ainda existe muita gente viva que não tem memória curta e, basta reunir um grupo para discutir e a história real flui numa naturalidade alegre, tão alegre, que não tem hora para acabar. Como o espaço é curto, vamos parafrasear um sambinha: "Quem não gosta de samba, bom sujeito não é. É ruim da cabeça, e doente do pé"...  

E antes do Carnaval, surpresas

Na semana que antecedeu o Carnaval, foram muitas as surpresas em todos os níveis. Na economia, o Banco Central diminuiu a taxa Selic para 6,75%. No judiciário, a presidente do Supremo Tribunal Federal disse que não vai pautar para mudar a decisão de prender o apenado após ser julgado em segunda instância, o que leva a crer que o ex-presidente Lula deve mesmo ir para o xilindró, tanto que Fernando Haddad deu entrevista a Roberto D´Avila na Globo News.

O ministro Luiz Fux assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral e foi taxativo. Quem tiver ficha suja, ou seja, foi julgado por um colegiado e apenado, não poderá registrar a candidatura, tirando do PT a expectativa de Lula concorrer sub judice. A Procuradoria Regional Eleitoral, abriu outro processo contra o ex-governador Garotinho porque ele declarou no seu site e faceboock que vai ser candidato a governador e vai ter de comprar muitos candidatos ou, se eleito, os parlamentares para governar. Incurso em crime eleitoral por campanha extemporânea, também já virou ficha suja. Fernando Henrique Cardoso, "gentilmente" deixa Geraldo Alckmin de lado e embarca na canoa de Luciano Huck. Alckmin dá o troco e afirma que se eleito vai privatizar a Petrobras. O presidente Michel Temer vai passar o Carnaval em Marambaia com uma comitiva de 60 pessoas que depois da grita geral diminuiu para 40.

O ministro Gilmar Mendes concede liberdade para o ex-secretário de Saúde do Rio, Sérgio Cortes, e agora, igual aos Barata, Eike Batista e outros, vão passar o Carnaval em casa. Enfim, é tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo e em período tão curto que, aqueles que não acompanham o noticiário não entendem nada. Agora, falta o ex-governador Sérgio Cabral ser libertado ou mandado de volta ao presídio de Benfica para ficar comandando o grupo de Picciani, Paulo Melo e Albertassi e formar um bloco de Carnaval. Por aqui, já tem políticos antigos rodando para serem cabos eleitorais de candidatos a deputado federal apenas para "medir" a preferência dos eleitores que estão de "saco cheio". Enfim, foi uma semana agitada e, quem disse que durante o plantão de Carnaval não poderão acontecer outras surpresas? Salve-se quem puder.


PONTADAS

Quarta-feira, durante a reunião da Comissão Municipal da Firjan, com a presença de mais de 20 empresários representando várias instituições, a surpresa ficou por conta de Gilson Coelho, que anunciou a retomada da economia na área de óleo e gás até o final do ano. Ele acredita que o desemprego vai cair para a casa de um dígito. Todos estão empenhados na retomada das negociações e a "pressão" está sento feita em Brasília.

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Gilson Coelho também vai ser o portador de manifesto das instituições - Firjan, IADC, Associação Comercial, Sindicatos, Rede Petro e outras, pedindo urgência nas obras de infraestrutura e conclusão das obras do Aeroporto de Macaé (na lista para ser privatizado), duplicação dos 46 quilômetros da BR-101, e construção do Porto, fundamentais para acabar com os gargalos que atrapalham o crescimento da cidade.

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Como a semana começa com o Carnaval e Macaé não vai ter muitas opções para os foliões, tem muita gente que já arrumou as malas e partiu para o bairro chic de Macaé - Armação de Búzios, onde grandes empresários, profissionais liberais, políticos e até o prefeito tem casa. Na pauta principal para os festejos de Momo, o desfile do Geriboi (ou Boi de Geribá), onde a turma se encontra e faz sucesso.

Autor: Oscar Pires

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