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16/04/2018 às 15h43m

Desespero ou esperança?...

No mundo da elite política, ninguém anda se entendendo desde que as operações da Lava-Jato começaram a incomodar os criminosos de colarinho branco que, na história antiga do nosso país, nunca foram presos, sobrando para os menos afortunados que não têm recursos para pagar advogados.

No alto da pirâmide, não se sabe a que peso, famosos advogados que atuam no eixo Rio-São Paulo-Brasília, são contratados a peso de ouro, onde desponta a maioria dos processos de corrupção, na qual estão envolvidos dezenas de políticos, empresários, diretores de órgãos públicos, enfim, uma lista sem fim, na medida que no efeito cascata, as colaborações premiadas dos presos vão atingindo estados e municípios.

Na briga entre o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e a ex-presidente Dilma Rousseff, que sofreu o impeachment, houve tempo para que ele articulasse uma minirreforma eleitoral para beneficiar a classe política garantindo a reeleição dos atuais parlamentares, andando na contramão do que anseia a população que não se sente representada no parlamento, e por cima, ampliando a idade limite para 75 anos, da vitaliciedade de ministros do STF e outros, o que evitou que Dilma Rousseff indicasse, pelo menos, mais três ministros, na ocasião.

Mesmo assim, deve existir na mais alta Corte do País, uma divisão de forças, que parece inacreditável, parte desejando colocar um freio nas operações da Lava-Jato, colocando os criminosos de colarinho branco nas ruas, outra parte objetivando a credibilidade da Justiça, mantendo a jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal. O que uma boa parte de militantes políticos não acreditava era a prisão do ex-presidente Lula, o que acabou ocorrendo, numa demonstração de que a Lei está acima de todos e deve ser respeitada.

Agora, enquanto alguns condenados continuam a descortinar uma série de comprovações dos crimes de corrupção, atingindo outra vez o Palácio do Planalto, e seu entorno de correntes políticas, outros tentam mudar nomes de partidos ou trocar de siglas, como ocorreu no dia sete de abril. Fechadas as janelas do troca-troca todos procuraram se beneficiar do financiamento público de campanha com o fundo de quase R$ 3 bilhões. Pior é que, uma forte campanha da não reeleição ocorre nas redes sociais. Para mudar, há alguma esperança?  


Cidade quase ao abandono?              

Quem vive nas conversas das redes sociais todos os dias não se cansa de ver imagens e comentários que deixam qualquer pessoa careca quando se depara com as denúncias, dever do cidadão que deseja apenas o bem-estar pessoal e da família. De norte a sul e de leste a oeste, são inúmeras as reclamações sobre atendimento no setor de saúde, educação, iluminação (cada imóvel paga uma taxa de iluminação pública cujo dinheiro não é prestado contas), transporte (passagem a R$ 1 mas que na verdade quem paga o subsídio para a empresa é o contribuinte), cultura, meio ambiente, enfim, até os prédios públicos carecendo de manutenção.

Para quem antes da eleição prometeu uma creche em cada bairro, melhorar o salário dos professores, acabar com os problemas de saúde com as obras de saneamento básico (esgotamento sanitário), e abastecimento de água em toda a cidade, apenas para lembrar alguns pontos, não enxerga luz no fim do túnel, mesmo em dois períodos de gestão e com elevadíssima arrecadação que atinge mais de R$ 2 bilhões por ano, ou seja, em cinco anos e meio, praticamente, coisa de astronômicos R$ 11 bilhões. Mas se nos cofres públicos entra tanto dinheiro com o aumento de impostos que o cidadão é obrigado a pagar, pouco se sabe como é que o dinheiro é gasto, quando nenhuma obra de infraestrutura está sendo realizada.

Voltar a falar no abandono do Ginásio do Ypiranga, como já comentamos aqui, poderia ser o lugar ideal para ser edificado um monumento aos Direitos Humanos, não só pelas conquistas esportivas do antigo clube e shows, mas especialmente por ter sido o lugar escolhido como prisão para centenas de macaenses presos durante o regime militar, valeria como marco dos 200 anos de fundação de Macaé, ponto não consignado em nenhum lugar.

A cidade, a cada dia, está ficando mais abandonada. Andar nas calçadas do Centro e também dos bairros, principalmente para idosos e cadeirantes, é um castigo. Nem rampas nas calçadas existem e se existem foram feitas em outras administrações. A lista de malfeitos é muito grande. O Ginásio Poliesportivo Mauricio Bittencourt que literalmente caiu, não parece que será reconstruído. Agora, basta um pouco de chuva para mostrar que nada foi feito e não será feito para resolver o problema. Tem mais? Tem muito mais...


PONTADAS 

O Partido Novo que está se estruturando na cidade e recebendo mais filiados para aqueles que desejam inovar na política, pretende ainda antes das eleições deste ano, eleger o diretório de Macaé. As lideranças que estão se filiando demonstram que pretendem mudar, mesmo, para o novo. Uma das metas é eleger Bernardinho, o do vôley, pré-candidato ao governo do Estado.

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Christino Áureo, que durante algum tempo exerceu o cargo de Chefe da Casa Civil do governo estadual, durante seu período conseguiu reunir no Palácio Guanabara um grande número de empresários e emplacou a decisão de fazer concessão de todas as estradas para que sejam duplicadas. A principal delas é a RJ-106, no trecho de Maricá até Macaé, dentre outras.

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O suplente de vereador Robson de Oliveira (PSDB), primeiro suplente da coligação partidária nas eleições passadas, na expectativa de assumir o mandato com o afastamento de dois vereadores pela Justiça. Como não foi convocado e a Câmara está funcionando com 15 vereadores, ele recorreu ao Poder Judiciário para fazer valer seu direito. Nesta semana, pode haver decisão.

Autor: Oscar Pires

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