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Virgem Santa: Moradores aguardam limpeza de canal

Trecho na Rua Leôncio Rodrigues aguarda o serviço do poder público

Em 16/04/2018 às 11h01


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Além do matagal, recurso hídrico sofre com a proliferação de gigogas Além do matagal, recurso hídrico sofre com a proliferação de gigogas
Considerada uma praga por muitos, as gigogas são plantas aquáticas que têm surgido com frequência no Canal da Virgem Santa. Cansados de esperar pelo poder público, essa semana alguns moradores procuraram o jornal O DEBATE para reclamar da falta de limpeza do recurso hídrico, no trecho situado na Rua Leôncio Rodrigues. 

O problema foi ressaltado pelo jornal há alguns meses e, na época, a prefeitura informou que uma equipe iria ao local ainda naquela semana para realizar o serviço de manutenção, que também inclui a capina e a retirada de resíduos de dentro do canal. Passou-se o tempo e até hoje a população aguarda a presença do poder público. 

Quem mora no entorno reclama dos transtornos que isso causa. Um deles é o aumento na quantidade de mosquitos. "Tem época que é propícia a dar mais, mas, sem dúvidas, a falta de limpeza do canal contribui com a infestação. Tem dias que nem trancando a casa e com remédio dá jeito. Se a manutenção fosse feita de forma regular, a situação estaria bem menos pior", diz o morador Alex. 

Considerada uma praga por muitos, as gigogas são plantas aquáticas que têm surgido com frequência nesses ambientes. Isso retrata o alto índice de poluição dessas águas, que recebem grande parte do esgoto da cidade, muitas vezes sem tratamento. 
Por mais que a limpeza seja feita, as gigogas sempre irão aparecer nesses locais enquanto houver esgoto, pois elas surgem em ambientes onde há matéria orgânica. No caso de locais poluídos, como há excesso dessas matérias, a produção de alimentos torna-se grande e o resultado é a rápida proliferação da espécie, causando um desequilíbrio ambiental. 

Apesar de ser um bioindicador de poluição, a proliferação pode causar danos e prejuízos para o meio ambiente. Essas plantas funcionam como esponjas, sugando os nutrientes presentes no esgoto. Além disso, em ambientes onde há o despejo de esgoto in natura elas são capazes de se duplicarem em apenas duas semanas. 

Elas impedem a entrada de luz solar na água, comprometendo, dessa forma, o processo de fotossíntese, causando danos ao ecossistema local, como plânctons e peixes. Quem mora em regiões próximas a canais e lagoas com poluição reclama que as gigogas, além de ser um ambiente favorável à proliferação de mosquitos, causam mau cheiro. 

Quando controladas e em ambiente livre de poluição, as gigogas trazem diversos benefícios, como a troca de oxigênio da água, mas quando se proliferam de maneira desordenada em ambientes poluídos, tornam-se uma praga, podendo ser responsáveis por doenças da água. 

A equipe de reportagem do jornal entrou em contato com a Prefeitura para saber qual o novo prazo para a realização da limpeza no trecho mencionado na reportagem. Segundo ela, as equipes fazem esse trabalho de forma rotineira e periódica. Este trecho está na programação dos trabalhos que, atualmente, estão sendo realizados no Aeroporto. Logo depois será no Canal do Capote, para, então, ser feito na Virgem Santa.

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Marianna Fontes


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Tags: cidade


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