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Moradores reclamam da falta de atendimento

Mesmo residindo no Bairro Ajuda, eles têm que se deslocar até ao PSF do Aeroporto para serem atendidos

Em 13/04/2018 às 16h13


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A distância da ESF até ao loteamento é de cerca de 600 metros, mas os moradores têm que se deslocar até ao Aeroporto A distância da ESF até ao loteamento é de cerca de 600 metros, mas os moradores têm que se deslocar até ao Aeroporto
Há anos a saúde pública em Macaé assim como a falta de saneamento e até mesmo investimentos na Educação vêm sendo alvos de reclamação. Esta semana a redação do Jornal O Debate recebeu a denuncia de moradores do Loteamento Bosque Azul quanto aos serviços de saúde. 

Eles contam que ao procurar a Unidade de Estratégia de Saúde da Família (ESF) em busca de marcação de consultas estão sendo orientados a procurar o Posto de Saúde do Aeroporto (PSF). 

"Recentemente eu e minha esposa fomos  na ESF da Ajuda para marcar uma consulta, e na hora como eu disse que morava no Condomínio Bosque Azul - que fica a 600 metros da unidade de saúde, os profissionais nos informaram que mesmo o condomínio Bosque Azul estando localizado na Ajuda, nós devíamos ser atendidos no PSF do Aeroporto. Não é justo - a distância do condomínio para a ESF é de 600 metros e não pudemos ser atendidos, tendo que procurar o PSF do Aeroporto. As pessoas, depois de terem um posto a 600 metros de suas residências são obrigados a se deslocarem para outra unidade mais distante", disse o morador. 

Ele contou ainda que chegou a pensar que o problema era com a especialidade do médico, que de repente poderia não ter na unidade, mas não. "Em conversa com os vizinhos fiquei sabendo que até para aferir pressão, fazer controle da Diabetes, entre outros serviços, devemos procurar o PSF Aeroporto. Imagina a dificuldade que é para pessoas deficientes. Aqui no bairro, a unidade fica na mesma rua do PSF, porém, como não podemos ser atendidos temos que pegar um ônibus para o Terminal Central para depois pegar outro para o Aeroporto. E depois, para retonarmos, temos que pegar um para o Terminal Central e do Central para a Ajuda. Ou seja, quatro viagens de ônibus para resolver um assunto que  poderíamos resolver com alguns minutos de caminhada. É lamentável. Na minha opinião, se a unidade é da Ajuda tem que atender morador da Ajuda, independente de qual rua moramos", disse. 

Ainda indignado com a situação, o morador conta que eles residem na Ajuda e que só o nome dos prédios que moram é Loteamente Bosque Azul. "E detalhe, no dia em que estivemos na unidade, não havia pacientes na fila. O local estava vazio, então a demanda não seria uma justuficativa para não sermos atendidos", ressaltou.    

Procurada pela redação do Jornal, a Prefeitura informou que a Estratégia Saúde da Família (ESF) funciona com o critério de população adscrita, conforme a Política Nacional de Atenção Básica. E que a Secretaria de Saúde tem três equipes de ESF atuando em todo o bairro da Ajuda (Ajuda de Cima, Planalto da Ajuda e Ajuda de Baixo). O órgão disse ainda que cada equipe trabalha com cerca de 4.000 pessoas cadastradas e como a comunidade do Bosque Azul ainda não está cadastrada, a Secretaria Adjunta de Atenção Básica realiza estudo para a implantação de uma nova equipe de ESF naquela localidade. 

Quanto a aferição de pressão, diabetes, e outros serviços básicos, onde os moradores também contam que para recebê-los devem se dirigir até o Aeroporto,  o órgão disse que toda Unidade Básica de Saúde está aberta à população no que diz respeito a atendimentos básicos, como aferição de PA, Vacinação e Curativos, inclusive as ESFs da Ajuda de Cima, Planalto da Ajuda e Ajuda de Baixo. Porém, para consultas médicas, os moradores do Bosque Azul devem procurar a unidade do Aeroporto. 

A redação questionou o órgão se existe a previsão para que os moradores sejam cadastrados para que possam receber atendimento no bairro e qual a previsão para uma equipe de ESF atendê-los. Por meio de nota, o órgão disse que todos os esforços para cadastro das famílias do Bosque Azul, encontro de espaço e remanejamento de equipe estão sendo feitos para que o atendimento seja iniciado o quanto antes. 

A estimativa é que isso aconteça ainda neste primeiro semestre. Ainda de acordo com informações, o atendimento nas estratégias do bairro, como dito na nota ontem, é possível sim para atendimentos básicos. Para assistência mais ampla, a equipe destacada para atendimento na Estratégia, composta por profissionais da área de saúde, tem por protocolo do Ministério da Saúde, um limite máximo de pacientes. Por isso o cadastramento. Já para consultas, a orientação é procurar o Pronto Socorro do Aeroporto.

Autor: Juliane Reis Juliane@odebateon.com.br

Foto: Sylvio Savino


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Tags: cidade, saúde


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