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Blocos de rua comandam a folia do carnaval macaense

O agito deste sábado fica por conta dos Bloco do Pecado e Blobo das Danadas, que vão rolar, respectivamente, na Praia do Pecado e na Orla da Praia dos Cavaleiros

Em 10/02/2018 às 13h03


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Prossegue hoje em clima de grande animação a folia do Carnaval de Rua Macaé, prestando expressiva homenagem neste ano ao grande músico macaense, Benedicto Lacerda. Assim, o carnaval 2018 garante incentivo às pessoas a tomarem as ruas de Macaé no maior resgate da festa popular brasileira.

O agito deste sábado (10) fica por conta do Bloco do Pecado (ao lado do Hotel Blue Tree), das 16h às 22h. Na Orla da Praia dos Cavaleiros (posto 2), a animação vai rolar sob o comando do Blobo das Danadas. No distrito do Frade, o samba estará a cargo do Bloco do Urubu e em Glicério o carnaval Viva Glicério vai tomar conta da Praça Principal.

Já o domingo de carnaval (11) terá diversas folias, a primeira é o Bloco dos Pentenhinhos, baile infantil, que vai rolar a partir das 15h na Orla da Imbetiba. No mesmo dia, o Bloco do Bené vai desfilar nos Quiosques da Lagoa de Imboassica. E a Orla da Imbetiba entra na avenida do samba com o Bloco Chaplin’s, tendo como convidada especial a cantora Flavia Duboc. Outras folias vão acontecer ainda, como o Bloco do Urubu no Frade; o carnaval Viva Glicério, na Praça Principal de Glicério; Batalha de Confete na Praça do Visconde; Baile Mirafolia, no Mirante da Lagoa.

Projeto Carnaval de Rua Macaé

A proposta Carnaval de Rua Macaé é de promover o resgate da tradição da cultura carnavalesca macaense, através da união de um grupo de pessoas, levando às ruas e avenidas o grande movimento cultural dos blocos que não desfilam há mais de 10 anos, e ainda novas agremiações carnavalescas, colocando Macaé em evidência no roteiro cultural e turístico da região e do Brasil.

"Estamos homenageando outro grande macaense, Benedicto Lacerda, e incentivando as pessoas a tomarem as ruas de Macaé na maior festa popular do Brasil", declarou um dos organizadores, Samuel Ferraz Marques, lembrando que ano passado o grande homenageado foi o seu pai, Samuel Marques. 
Assim, estarão na avenida os antigos Blocos como dos Boi Capeta, As Danadas, e novos como Chaplin’s, sacudindo a animação dos cinco dias de carnaval, rolando em dois pontos da cidade, esquina do Comfort Hotel, no Cavaleiros e na Orla de Imbetiba.

Serviço: Carnaval de Rua Macaé 2018
Data: De 9 a 13 de fevereiro
Local: na esquina do Comfort Hotel, no Cavaleiros e na Orla de Imbetiba
Horário: às 17 todos os dias

Folia de segunda

A segunda-feira (12) de folia vai contar com a animação do Bloco Galo da Meia Noite, sob o comando da sambista Amanda Amado, às 17h também na Orla de Imbetiba. A noite de segunda terá ainda a animação do Bloco do Urubu e Bloco do Frade, no Frade; o carnaval Viva Glicério, na Praça Principal de Glicério; Batalha de Confete, na Praça do Visconde; Baile Mirafolia, no Mirante da Lagoa.

Folia de terça

E encerrando o Carnaval, o tradicional Boi Capeta vai comandar a folia de terça-feira (13), às 17h, na Imbetiba. Haverá ainda a animação do Bloco do Urubu e Bloco do Frade, no Frade; o carnaval Viva Glicério, na Praça Principal de Glicério; Batalha de Confete, na Praça do Visconde; Baile Mirafolia, no Mirante da Lagoa.

Bloco Chaplin’s Bar


Tendo como responsáveis Samuel Marques, Andrea Vidal, Andrey Marques, Bruno Marques, Maria Alice Marques, o Bloco Chaplin’s Bar foi formado para homenagear Samuel Marques, o criador do Chaplin’s Bar, uma casa de shows que nasceu do sonho de criar um espaço de lazer e cultura para a sociedade macaense. Este sonho começou a ser construído no ano de 1984, na Rua Silva Jardim, centro da cidade, através da ousadia e determinação de um macaense apaixonado pela música, conhecido como Samuel Marques, falecido há 20 anos.

Foi o "Boom" na época, da música ao vivo em bares, motivo pelo qual o espaço  se firmou pela qualidade da música, do som e suas instalações. Uma casa velha que começou com andar térreo e mesas de ferro emprestadas se transformou num espaço à altura de um público amante da boa música; um público eclético e seleto.

A casa de shows Chaplin’s cresceu, porque atendeu as expectativas do público e dos músicos que foram se identificando com a proposta da casa, como espaço alternativo cultural, já que alguns músicos mantinham certa resistência em se apresentar em bares. O público da casa ganhou prestígio entre grandes nomes da música como Nana Caymmi e Eduardo Dussek, de plateia exigente e muito calorosa, pois aplaudiam de pé as apresentações merecidas.

O Bar ficou conhecido na sociedade macaense e passou a fazer parte do circuito cultural carioca, merecendo destaque na Revista de Domingo do Jornal do Brasil de 12 de fevereiro de 1995. Não mais uma casa velha, mas o Chaplin’s Bar ganhou mesas de madeira com cadeiras acolchoadas, ar condicionado, som importado, estrutura de dois andares com palco suspenso bem próximo ao público, que dava a sensação de aconchego e proximidade com o artista.

Através de muito trabalho e desempenho, principalmente, para conquistar os patrocinadores, Samuel e seus discípulos, tornaram o Chaplin’s um espaço ativo e sólido que existiu até o ano 2000. Com o falecimento do empresário em 1997, a família resistiu mantendo o espaço mais três anos, chegando a lançar o grupo de forró Raiz do Sana, e produzindo mais uma apresentação de Celso Blues Boy, figura constante no Chaplin’s.

Bloco das Danadas



Os responsáveis pela agremiação, Elder Vieira e Bruno Amaral, lembram que tudo aconteceu no verão de 2004, quando todos os macaenses (de nascimento ou por opção) e apaixonados por nossa cidade ouviam muitas histórias a respeito dos carnavais antigos, despertando a vontade de viver algo parecido. Surge então a idéia de fundar o Bloco das Danadas. Do sentimento de quem ama Macaé e quer valorizar a cultura, preservar nossas raízes e retomar o orgulho de ser daqui que muitos estavam perdendo e até esquecendo.

No primeiro ano, de maneira despretensiosa, a ideia daqueles 20 ou 30 amigos era apenas de se divertir na orla da praia dos Cavaleiros, vestidos de mulher para "abrir" oficialmente o carnaval, uma vez que os desfiles já eram desde então sempre um sábado antes do carnaval. A surpresa foi que no primeiro ano e em curto espaço de tempo já eram 80 "Danadas", muito bem vestidas e paramentadas, com pequena bateria composta por instrumentos emprestados por outras agremiações, tocados por nós mesmos; "enfeitadas" pelas mães, irmãs, primas e namoradas e acompanhadas no trajeto pelas mesmas e pelos pais mais saudosistas que em sua época também se vestiam de mulher no carnaval. Era o início de nosso sonho, repetir o que nossos pais sempre contaram. 

A partir do segundo ano, 2005, foi incorporado oficialmente a ala feminina do bloco. Mães, irmãs, primas, namoradas, esposas e amigas reclamavam que não queriam ficar apenas no calçadão. Estava formada a Ala das Kadarças, que a partir de então passaram a desfilar com camisas que as identificavam como as Seguranças das Danadas.
Banda tocando marchinhas de carnaval ao vivo, confete e serpentina, Dj´s tocando os sucessos mais atuais. Sensacional! Desfiles esses sempre com samba-enredo próprio do bloco, com temas, letras e melodias novas a cada ano.

Autor: Isis Maria Borges Gomes isismaria@odebateon.com.br

Foto: Divulgação


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Tags: entretenimento, carnaval


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