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Fase de exploração deve gerar 750 mil empregos em 4 anos

Novo pleito da agenda do petróleo quer reduzir tempo para desenvolvimento de projetos após leilões

Em 09/02/2018 às 15h18


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Membros da IADC, Rede Petro, ACIM, CVB e da Comissão da Firjan entregaram carta-compromisso ao secretário da Abespetro Membros da IADC, Rede Petro, ACIM, CVB e da Comissão da Firjan entregaram carta-compromisso ao secretário da Abespetro
A fase de exploração de reservas do pré-sal e do pós-sal, a partir da assinatura dos contratos de concessão e partilha, após a sequência de leilões programada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), deve recuperar os 550 mil empregos fechados ao longo da crise do setor nos últimos três anos, e ainda abrir novos 200 mil postos, gerando em quatro anos 750 mil postos de trabalho no setor de óleo e gás, com uma projeção de até 1 milhão de empregos em todos os setores influenciados pela dinâmica do segmento de óleo de gás.

Essa projeção é apresentada pela Associação das Empresas de Serviços do Petróleo (Abespetro) que assume uma nova missão dentro da "agenda da indústria offshore": reduzir o espaço entre a assinatura dos contratos e o início da fase de exploração das novas reservas.

"Em média, leva-se cerca de 10 anos para que a fase de exploração dessas novas reservas seja efetivamente iniciada. Isso por conta de processos burocráticos que envolve questões de licenciamento ambiental. A nossa luta é para reduzir esse período para quatro anos, uma discussão que já está sendo promovida junto ao governo federal", explicou o secretário executivo da Abespetro, Gilson Coelho.

Durante a reunião de fevereiro da Comissão Municipal da Firjan, realizada na noite dessa quarta-feira (7) no Senai Macaé, Gilson afirmou também que essa meta vai ser levada junto ao Ibama e outros órgãos federais que participam dos processos de licenciamento.

"Vamos conseguir destravar esses processos, permitindo que 550 mil empregos sejam criados em quatro anos, com potencial de chegar a até 750 mil diante do volume de investimentos já preparados pelas grandes operadoras que participam dos leilões da ANP", apontou Gilson.


Carta-compromisso direcionada a Brasília

Durante a reunião deste mês da Comissão Municipal da Firjan, a Abespetro recebeu uma nova missão, dentro das metas da "agenda da indústria offshore".

Uma carta-compromisso, endereçada ao Congresso Nacional e ao governo federal, defendendo o fim dos entraves das obras de duplicação da BR 101, nos 40 km que cortam Macaé, e o início das obras de intervenção na pista do Aeroporto de Macaé, foi assinada pela IADC (Internacional Association of Drilling Contractors), Sociedade de Engenheiros do Petróleo (SPE), Associação Comercial e Industrial de Macaé (ACIM), Rede Petro-Bacia de Campos, Convention and Visitors Bureau (CVB) e a Comissão Municipal da Firjan.

Ao receber o pedido, o secretário executivo da Abespetro já definiu o caminho político que será traçado na defesa das demandas.

"Vamos acionar o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e o ministro da secretaria geral da presidência, Moreira Franco, para ajudar na solução dessas demandas, que representam o futuro do desenvolvimento da nossa região", disse Gilson.

Autor: Márcio Siqueira marcio@odebateon.com.br

Foto: Márcio Siqueira


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Tags: política


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