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Esgoto jorra a céu aberto no Centro da Cidade

Flagrante registrado na segunda-feira mostra os dejetos na Rua Alfredo Backer, 363 - Centro, em frente ao antigo Cetep

Em 06/12/2017 às 12h22


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Dejetos jorram em rua no Centro da cidade Dejetos jorram em rua no Centro da cidade
Enquanto o problema de saneamento não é resolvido na cidade, os problemas continuam por toda parte, entre eles o esgoto jorrando a céu aberto. Na última segunda-feira, a equipe de reportagem do Jornal flagrou os dejetos na Rua Alfredo Backer, 363 - Centro, em frente ao antigo Cetep.  

Esse não é um caso isolado. Em muitas outras ruas e bairros, a situação é comum. No Lagomar, por exemplo, além de estar presente nas ruas, os dejetos também são lançados ao mar e na Lagoa dos Patos. Recentemente flagrantes foram feitos por nossa equipe no Quinta da Boa Vista e também no Miramar. 

O que chama a atenção é que, sem pavimentação, os dejetos acabam infiltrando no solo, podendo comprometer também o lençol freático. Sem contar a questão da contaminação.  Pois a própria Organização das Nações Unidas (ONU) considera que 80% da mortalidade provocada por estas doenças podem ser evitadas com a execução de obras de saneamento. Outros benefícios importantes são a preservação do meio ambiente, com a despoluição das águas e solo; melhor desempenho escolar das crianças; maior produtividade dos trabalhadores e maior valorização dos imóveis.

Vale ressaltar que o saneamento é um direito assegurado. A ONU diz que isso é um fator fundamental para redução da pobreza, melhoria das condições de vida das pessoas e para o desenvolvimento sustentável. 

Um local bastante contaminado na cidade em razão dos dejetos é o Rio Macaé - manancial responsável por abastecer toda a cidade e municípios vizinhos. Os dejetos que deveriam ter um descarte adequado, simplesmente são lançados no recurso hídrico, causando sua contaminação. A situação também é observada na Lagoa de Imboassica, e o local, apesar dos efluentes que recebe, continua sendo fonte de renda para pessoas que exercem o oficio da pesca. 

No Rio Macaé, apesar de comum, a situação fica mais fácil de ser vista quando a maré está baixa. Além do esgoto, o manancial recebe ainda o descarte de garrafas pets, sacolas plásticas, pneus e muitos outros tipos de resíduos que têm contribuído para o seu assoreamento. Na altura da Ponte Ivan Mundin, indo para a Barra, por exemplo, é possível observar o quanto o Rio Macaé está comprometido, uma vez que continua recebendo dia e noite uma enorme quantidade de dejetos.  O manancial está cada vez mais assoreado. 

A redação do Jornal entrou em contato com a Prefeitura. Sobre o esgoto no Centro o órgão informou que xxxx. 

Autor: Juliane Reis Juliane@odebateon.com.br

Foto: Wanderley Gil


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Tags: cidade


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