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Chuvas deixam ruas alagadas na cidade

No Novo Horizonte, por exemplo, uma das ruas que ficou completamente alagada foi em frente à Escola Municipal de Educação Infantil Celita Reid Fernandes

Em 24/11/2017 às 15h06


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Pontos na Linha Azul e Novo Horizonte ficaram alagados e o Canal do Capote na Linha Verde transbordou 


Sem a devida atenção do poder público com relação à obra de macrodrenagem, Macaé continua sendo impactada em dias de chuvas e os alagamentos continuam fazendo parte da rotina da cidade. Bastam poucas horas chovendo para que vários bairros e comunidades registrem transtornos. Na manhã de ontem (23) vários bairros da cidade já estavam alagados. 

No Novo Horizonte, por exemplo, algumas ruas estavam intransitáveis, assim como na Aroeira, Piracema e alguns trechos da Linha Azul. Os motoristas precisaram ter atenção redobrada. Outro ponto que também ficou critico foi o Terminal Central. 
Ainda no Novo Horizonte, uma das ruas que ficou completamente alagada foi em frente à Escola Municipal de Educação Infantil Celita Reid Fernandes. 


Essa situação vem sendo observada há anos pelos moradores. "Todo ano em época de chuva é a mesma coisa. Perdemos tudo, nossos móveis. É uma situação muito triste", disse um morador. 
Vale lembrar que a população também pode ajudar a evitar os alagamentos. Um deles é em relação à limpeza da cidade.

Apesar de não parecer, o lixo descartado de maneira inadequada, somado às chuvas típicas dessa época do ano acaba se tornando a principal causa das enchentes que vemos todos os anos. Para se ter uma ideia, o lixo jogado no chão vai parar em bueiros, rios e córregos. E com as chuvas acaba impedindo o escoamento da água, o que faz com que os alagamentos sejam cada vez mais normais.


Outra prática comum na cidade, que também contribui com esse tipo de problema, são as ocupações irregulares às margens dos recursos hídricos. Pois a retirada da vegetação acaba sendo outro fator determinante para as inundações. Mas não são apenas as construções, grande contribuição vem do descarte de entulhos e restos de móveis nas beiras de rios e córregos, que pioram bastante a situação.  

Canal do Capote  transborda e preocupa moradores 

Na Linha Verde, o Canal do Capote transbordou deixando os moradores preocupados. Todas às vezes que chove  forte acontece isso. Já virou rotina, e ainda assim nenhuma medida é tomada pelo poder público.  Quem mora na parte baixa do bairro da Glória é quem mais sofre.


Sinceramente não sei como vou entrar em casa hoje. Parece que depois que fizeram algumas obras aqui a situação piorou. Se continuar chovendo a tendência é que a situação piore. Por conta de todo esse transtorno já tive vizinhos que perderam tudo e um chegou a ir embora", relatou uma moradora que preferiu não se identificar. 

É importante lembrar que, apesar do município ser conhecido mundialmente como a Capital do Petróleo, a riqueza oriunda do ouro negro não foi suficiente para preparar a cidade para o futuro no que diz respeito às situações climáticas. Por várias vezes, o cientista e renomado professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Francisco Esteves, disse ao Jornal que chuvas fracas são suficientes para alagar toda a cidade e gerar prejuízos à população. 


Ele considera que toda essa situação poderia ser evitada se não fosse o crescimento desordenado do município, os desmatamentos de matas ciliares e devastação de nascentes, aterros e uma série de outras ações. 

"Devido o Rio Macaé, assim como os chamados braços - como o Canal do Capote - estarem assoreados, quando chove, eles são suficientes para armazenar a água. Além disso, toda a retirada de matas ciliares, o avanço da pecuária sobre a floresta, a urbanização sobre os brejos e nascentes, tudo isso gera um impacto muito grande aos recursos hídricos do município", disse o professor em entrevista recente. 

Autor: Juliane Reis Juliane@odebateon.com.br

Foto: Wanderley Gil


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Tags: cidade


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