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Prefeitura paga indenização mas aluguel atrasado é cobrado

Caso que envolve imóvel situado na Avenida Rui Barbosa vai parar na Justiça

Em 10/10/2017 às 11h21


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Ivonildes Drumond recuperou processo no arquivo morto Ivonildes Drumond recuperou processo no arquivo morto
Apesar da prefeitura ter efetuado o pagamento de R$ 85.389,15 como indenização por danos de uso do imóvel situado na Avenida Rui Barbosa, números 1532/1544, Ivonildes Drumond de Souza, de 81 anos, ainda reivindica um débito de R$ 73.564,56, referentes a aluguéis não pagos entre janeiro de 2013 e dezembro de 2015.

O caso, que ganhou repercussão na cidade em função de um vídeo exposto no mês passado nas redes sociais que obteve cerca de 20 mil visualizações, deve ser definido apenas na Justiça. Ivonildes afirma que o imóvel permaneceu sob a responsabilidade da prefeitura até o dia 6 de maio de 2016, dia em que as chaves do espaço foram devolvidas a ela.

"Depois disso eu só recebi a indenização que consta como regra de contrato. Mas não me pagaram o aluguel atrasado. Eu quero o que é meu por direito", defendeu Ivonildes. O aluguel atrasado soma um débito de R$ 73.534,56, reconhecido por ofícios anexados ao processo número 2517/2016, recuperado por Ivonildes no "arquivo morto" da prefeitura.
"É um grande descaso comigo e com a minha família", disse.

O imóvel foi alugado por Ivonildes a prefeitura de 2001 até a entrega das chaves, no ano passado. Documentos comprovam a assinatura dos contratos que passaram pelos últimos três prefeitos da cidade. Em nota divulgada no portal oficial, no dia 21 do mês passado, a prefeitura apresentou o comprovante de transferência de pagamento da indenização de R$ 83.389,15 e informou que a partir de janeiro de 2013 não se conseguiu caracterizar a utilização do imóvel, uma vez que tal endereço era ocupado pelo Moto Clube de Macaé.

Por outro lado, Ivonildes afirmou que desconhece qualquer permissão ou sublocação do espaço, durante a vigência dos contratos de aluguel com a prefeitura. "Não conheço niguém do Moto Clube e não sabia dessa história. Fazia tempo que eu não visitava o imóvel e nunca autorizei que niguém ocupasse enquanto o contrato com a prefeitura estivesse válido", disse.
Diante da complexidade do impasse, o caso será judicializado.

"Quero agradecer o apoio e o carinho de todas as pessoas que entendem e me enviaram mensagens positivas. Vou cobrar meu direito na Justiça", disse.

Autor: Márcio Siqueira marcio@odebateon.com.br

Foto: Wanderley Gil


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Tags: economia


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