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Vale Encantado: Falta de manutenção gera transtornos no Polo Offshore

Local que concentra grandes empresas, responsável por boa parte da arrecadação municipal, sofre com os buracos

Em 10/08/2017 às 12h24


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Situação é crítica e chega a prejudicar o acesso do transporte público na Avenida  Prefeito Aristeu Ferreira da Silva Situação é crítica e chega a prejudicar o acesso do transporte público na Avenida Prefeito Aristeu Ferreira da Silva
Concentrando as maiores empresas do Brasil e do mundo, que atuam no setor do petróleo, a região do Polo Offshore, no Vale Encantado, é responsável por grande parte da arrecadação do município. No entanto, quando se trata de melhorias, a localidade sofre as consequências da falta de investimentos.

Uma delas é em relação à manutenção de vias. Enquanto ruas de paralelepípedo em bairros alagadiços, como Campo do Oeste e Novo Horizonte, recebem o asfalto, a região financeira da cidade segue sem previsão de ser contemplada com o recapeamento.

A nossa equipe esteve há alguns dias na região, onde pôde ver de perto o quão crítica é a situação. Uma das vias mais afetadas é a Avenida Prefeito Aristeu Ferreira da Silva, principal do bairro. Além das crateras, que muitas vezes obrigam os condutores, a maioria composta por caminhões e carretas, a desviarem, parte da via não foi pavimentada. Por conta disso, o acesso tem sido restrito. 

"A avenida está buraco puro. Até mesmo os ônibus estão com dificuldades para passar, sendo obrigados a desviarem pelo canteiro porque não tem condição de passar na pista. Assim como ali, as ruas internas também precisam de atenção", diz Dirant Ferraz, que é membro da Comissão de Obra do Consórcio Vale Encantado. 


Quem trabalha ou mora na região reclama da falta de infraestrutura. "Realmente está horrível para circular devido a grande quantidade de avarias nas ruas. O Polo Offshore, que deveria servir de modelo, está abandonado. Em tempos de crise, o poder público deveria tornar a região mais atrativa. Para isso, precisa oferecer os meios", diz Luís Alberto.
Acompanhando de perto o problema há anos, Dirant sugere que, como forma de amenizar a situação na Avenida Prefeito Aristeu Ferreira da Silva, seja feito serviços de manutenção. "Do lado que está sem asfalto, onde fica o ponto final, poderiam colocar raspa de asfalto para melhorar o acesso", enfatiza.

Recentemente o jornal mostrou alguns transtornos por conta da paralisação das obras de infraestrutura do Consórcio Vale Encantado. Na parte alta, a poucos metros do polo, o transporte público não passa mais devido a falta de pavimentação. 
"Até uns anos atrás os ônibus passavam aqui nessa parte alta, na Alameda dos Ipês. Por conta do problema das ruas, eles pararam alegando que os carros estavam sendo danificados por causa dos buracos, ou seja, hoje para pegar o transporte público é preciso fazer uma longa caminhada, correndo o risco de ser assaltado. Tem que ir até a Prefeito Aristeu ou cortar caminho na mata até a Vila Soares para pegar o ônibus", relatou uma moradora. A nossa equipe de reportagem entrou em contato com a prefeitura, no entanto, a secretaria de Comunicação não se pronunciou sobre o caso até o encerramento desta edição. 


Vale ressaltar que a manutenção das vias está prevista dentro do Código Brasileiro de Trânsito (CBT), que garante ser dever das autoridades promover um trânsito seguro e de qualidade. De acordo com o Art. 1º "o trânsito, em condições seguras é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito, a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, adotar as medidas destinadas a assegurar esse direito". Mas, na prática, a lei não é respeitada nem mesmo pelas autoridades.

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Wanderley Gil


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Tags: cidade


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