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Câmara pressiona Executivo a propor reajuste de servidores

Parlamentares tentam evitar impasse que marcou dissídio da categoria em 2016

Em 19/05/2017 às 12h16


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Vereadores da oposição levantam avoz dos servidores na batalha por revisão salarial neste ano Vereadores da oposição levantam avoz dos servidores na batalha por revisão salarial neste ano
Por faltar menos de 15 dias para o encerramento da data-base de discussão sobre o dissídio coletivo dos 12 mil servidores efetivos da administração municipal, a Câmara passa a cobrar do governo o envio da proposta de revisão salarial da categoria, referente a 2017.

Para evitar o impasse que marcou a falta de respostas sobre a proposta de revisão dos vencimentos dos servidores no ano passado, os vereadores começam a pressionar o Executivo a cumprir a legislação municipal, e de respeitar também a importância do funcionalismo público da cidade.

Através do requerimento 564/2017, a revisão salarial dos servidores da prefeitura foi colocada em pauta pelo vereador Maxwell Vaz (SD). O parlamentar afirmou que o Executivo não pode ficar em silêncio sobre a campanha salarial da categoria, por mais um ano.

"Para que essa importante pauta dos servidores não caia no esquecimento, assim como ocorreu no ano passado, nós cobramos com antecedência que o governo encaminhe para a Câmara a proposta de revisão salarial deles. É um direito da categoria ter, ao menos, a chance de dialogar e discutir a melhor proposta para a revisão anual dos vencimentos", disse Maxwell.

Na discussão da proposta, o vereador destacou, ainda, de forma positiva, a iniciativa da presidência da Câmara de conceder reajuste de 3% para os servidores efetivos do Legislativo, além do aumento dos auxílios alimentação e refeição, somando juntos um total de R$ 1.195,90.

"A iniciativa da presidência da Câmara segue como exemplo para o governo. Aqui os servidores foram convidados a discutir a melhor proposta, dentro das condições apresentadas pelo Legislativo. O diálogo sempre vai construir coisas positivas para Macaé", disse Maxwell.

Diante da sensibilidade da proposta, que mexe com a rotina de mais de 12 mil profissionais efetivos da prefeitura, a discussão sobre a revisão salarial movimentou especialmente o bloco de oposição do governo na Câmara.

"O requerimento expõe a reivindicação que tem sido feita para nós pelos servidores, desde o ano passado. A categoria está insatisfeita, não apenas por essa política de arrocho do governo, como também pela precariedade vista hoje em quase todos os serviços públicos da cidade. Estamos chegando ao segundo ano em que a proposta do governo sobre o reajuste é menos que 0, já que não há diálogo", disse Marcel.

O vereador Luiz Fernando (PT do B), relembrou o impasse que marca o não pagamento do auxílio-alimentação dos servidores em dezembro do ano passado. O parlamentar afirmou ainda que a situação orçamentária do município contrapõe a posição irredutível do governo sobre o reajuste.

"Não há reajuste para servidor, porque os contratos de serviços, muitos deles emergenciais, são superaditivados, consumindo tudo que é arrecadado pela cidade, principalmente por excessos. Essa é a verdadeira situação desta cidade", disse o parlamentar.

Autor: Márcio Siqueira

Foto: Wanderley Gil


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Tags: política


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