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Motoristas reclamam da falta de parquímetro e monitores

Placas instaladas na área azul desde o início desta semana, condutores se queixam da falta da presença dos agentes da empresa e restrição de pagamento em diversas ruas da área central

Em 19/05/2017 às 11h47


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Quatro novos trechos passaram a contar com a cobrança de rotativo, porém faltam monitores e parquímetros instalados nesses locais


Na última segunda-feira (15), a prefeitura de Macaé instalou novos sistemas de rotativos em novas áreas central da cidade, onde quatro novos trechos passaram a contar com a cobrança da chamada Zona Azul, que criaram 76 vagas com um total de 782 locais, em que o uso do tíquete é obrigatório. Segundo o site da prefeitura, o sistema busca potencializar o uso das vagas, porém motoristas reclamam da falta dos monitores da empresa Rec Park, e do próprio equipamento que deveria estar instalado na calçada para a retirada do bilhete do rotativo. 

Os condutores afirmam que, ao estacionar em uma das vagas localizadas nas Ruas Alfredo Backer, Télio Barreto e Visconde de Quissamã, se sentem obrigados a procurar os monitores, pois os agentes se dividem em diversas ruas do Centro. O problema vai além, pois no local não foi instalado nenhum equipamento para pagar o sistema rotativo nessas áreas de Zona Azul. 

"Não somos contra o sistema de cobrança. Acho correto organizar o estacionamento na cidade, mas precisa de reajustes. Em menos de uma semana, a prefeitura instalou diversas placas de  rotativo, porém não pensou como efetuar a cobrança, que acaba provocando uma dor de cabeça para os motoristas que têm receio de levar uma multa por falta de pagamento do bilhete", destacou a aposentada Adelma Naiza. 

Os novos endereços em que a cobrança do rotativo está valendo são: Rua Dr. Télio Barreto, entre as ruas Visconde Quissamã e Alfredo Backer; Rua Visconde Quissamã entre as ruas Télio Barreto e Governador Roberto Silveira; Rua José Ribeiro de Castro entre as ruas Dr. Télio Barreto e Governador Roberto Silveira e Rua Velho Campos entre as ruas Télio Barreto e Governador Roberto Silveira.

No site da prefeitura, a assessoria de comunicação informa que o valor mínimo para o uso do tíquete é R$ 0,75. Ainda no site, o governo municipal diz que: "além do parquímetro, o bilhete pode ser adquirido com monitores da empresa concessionária ou ainda com a inclusão de crédito na placa - neste caso não é necessária a colocação do papel no painel do carro, sendo o controle feito diretamente pelo monitor".  

"É muito confuso esse novo sistema, pois não encontramos nenhum parquímetro nessas redondezas da Rua Alfredo Backer e Télio Barreto. Atrasa o nosso compromisso e outros deveres que temos para fazer na rua", disse uma moradora que não quis se identificar. 

Entramos em contato com a assessoria de comunicação da prefeitura de Macaé para saber quando os equipamentos do parquímetro serão instalados, mas até o fechamento desta edição não recebemos nenhuma resposta do governo municipal. 


Legenda: Quatro novos trechos passaram a contar com a cobrança de rotativo, porém faltam monitores e parquímetros instalados nesses locais

Motoristas evitam Centro e comércio reclama 

Sem as 140 vagas, que existiam antes da instalação da ciclofaixa na Rua Teixeira de Gouveia, os motoristas voltam a reclamar da falta de vagas na área comercial de Macaé. Mas não são só eles os revoltados. O Sindicato do Comércio reforça que os comerciantes e comerciários são os mais prejudicados com o problema na Capital Nacional do Petróleo. 

A instalação da ciclofaixa e a extinção de 142 vagas, têm prejudicado o comércio da Rua Teixeira de Gouveia e Avenida Rui Barbosa

Encontrar uma vaga chega a ser considerado "milagre" para alguns motoristas, como para as gestantes, idosos e deficientes físicos que também tiveram as vagas eliminadas. "Está muito complicado encontrar estacionamento no Centro, após a instalação da ciclofaixa. A gente não acha e quando encontra, parece um milagre", comentou uma gestante. 

Com isso, muitos motoristas evitam a área central para fazer compras. "Antes eu vinha umas três vezes por mês, agora eu venho uma e olhe lá. A grande demanda de veículos dificulta", comenta o professor  Alexandre Valente.

Vários comerciantes e empresários tiveram que aderir ao estacionamento particular, como um diferencial e atrativo, como o Cartório, Hortifrutti e comércios de tintas. Para os comerciantes, muitos macaense têm trocado o Centro da cidade pelos bairros e até mesmo o shopping, pelo conforto. 

O prejuízo é nítido, conforme a presidente do Sindicato do Comércio, Mariáh Silva,  mas ainda não há dados "palpáveis" sobre o assunto. "Está afetando o comércio de Macaé, temos percebido que as vendas caíram absurdamente".

Para ela, as 142 vagas que foram retiradas da Rua Teixeira de Gouveia  prejudicaram os motoristas, porque a decisão reflete no comércio central, que não consegue acompanhar o crescimento da frota de carros. "Para mim isso é falta de planejamento urbano, e desnecessário criar uma cliclofaixa na principal rua do Centro, pois poucos ciclistas percorrem no local", disparou. 

Autor: Cristian Kupfer

Foto: Kaná Manhães


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Tags: economia


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