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Esgoto causa transtornos no Morro de São Jorge

Moradores reclamam de vazamentos em vários pontos da comunidade e cobram solução do poder público

Em 18/05/2017 às 12h14


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Moradores relatam que a rede é ineficiente e reclamam de demora para prefeitura enviar equipes Moradores relatam que a rede é ineficiente e reclamam de demora para prefeitura enviar equipes
O saneamento básico é um item fundamental para promover a melhoria na qualidade de vida da população. No entanto, no Morro de São Jorge o esgoto ainda é um problema que faz parte da realidade de muitos moradores. Sem saber mais a quem recorrer, essa semana um grupo deles procurou o jornal O DEBATE para denunciar o estado de calamidade em que se encontra no local.

Atendendo ao pedido da população, a equipe de reportagem visitou a comunidade na manhã de ontem (170, onde pôde ver de perto o drama de centenas de famílias que estão convivendo com o esgoto a céu aberto na porta de suas casas.
Um dos pontos mais críticos fica na Rua L, onde mora Lenir Nogueira de Souza. Ela conta que há mais de cinco meses vem buscando uma solução para o problema na sua caixa, que está transbordando devido a ineficiência da manilha que liga a sua rede. 

"Estamos abandonados. Pagamos IPTU todos os anos e não fazem nada pela gente. Já cansei de procurar os órgãos da prefeitura e nada. Quando te atendem, é, muitas vezes, com ignorância. Tratam a gente mal só porque somos de comunidade carente. Há três meses estão prometendo mandar o caminhão limpa-fossa e nada. A troca das manilhas então, nem se fala. Elas foram implantadas na década de 80 e estão assoreadas, além de não atenderem mais à demanda, já que o número de residências cresceu. Prometem resolver o problema e nunca aparecem. Por conta disso meus vizinhos estão sofrendo com o esgoto na porta de suas casas. A minha está rachando porque os dejetos estão minando por baixo. Não sei mais a quem recorrer", diz ela.

Lenir conta ainda que muitos moradores estão tendo problemas de saúde. "As crianças brincam no meio da rua, no esgoto, expostas a doenças. Várias pessoas estão ficando doentes. Eu sou uma delas. Sem saneamento não tem saúde", desabafa.
O mau cheiro tem incomodado a todos. "É realmente desagradável. Eu nem abro mais a janela de cima por conta da catinga. E não tem jeito. Mandam o caminhão desentupir e no dia seguinte tá assim tudo de novo. Tem que ter uma obra e trocar toda a rede", relata Cátia, que mora no local desde 1984. 


Outro ponto em que a nossa equipe encontrou um vazamento foi na Rua dos Estudantes. Ali o problema já é decorrente da própria rede no meio da via. "A situação está ruim não só aqui, como no bairro todo. Tem muitas reclamações. É um problema antigo que nunca resolvem.

Muitas vezes nós, moradores, tentamos encontrar uma solução para esses transbordamentos porque estamos cansados de esperar a boa vontade da prefeitura. Quando chove o esgoto espalha pela rua, quando faz sol é o mau cheiro que incomoda", conta Caio Bernardinho. "Fizeram a troca da rede nas principais ruas, mas esqueceram das outras vias, ou seja, não adiantou de nada", completa.

Procurada pela nossa equipe, a BRK Ambiental, empresa responsável pela coleta e tratamento de esgoto em Macaé, não deu retorno até o encerramento desta edição. A prefeitura também foi procurada, no entanto, a secretaria de Comunicação se recusou a falar com o O DEBATE. 

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Kaná Manhães


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Tags: cidade


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