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Macaense completa hoje 111 anos

Dolores Maria da Conceição reside desde 2001 no Recanto dos Idosos, onde recebe carinho diário, afeto e atenção - ingredientes que a mantém viva

Em 18/05/2017 às 11h07


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Natural de Macaé, Dolores Maria da Conceição nasceu em 1906 Natural de Macaé, Dolores Maria da Conceição nasceu em 1906
Nascida em 18 de maio de 1906, a macaense dona Dolores Maria da Conceição completa nesta quinta-feira, 18 de maio, 111 anos. Apesar da idade, ela ainda continua lúcida e conforme conta os profissionais que atuam no Recanto dos Idosos, onde ela reside desde 2001, a idosa também tem suas vontades próprias, sabe certinho os horários das refeições e gosta de estar sempre arrumada. 

Com doçura no olhar, e um semblante de quem já viveu uma vida inteira e ainda tem muito pela frente, dona "Dodô", como é carinhosamente chamada pelos profissionais da Casa é a alegria em pessoa. Apesar de falar pouco ou quase nada ela entende perfeitamente o que se fala com ela e com seu jeitinho responde com gestos e até mesmo um simples olhar. Um olhar que cativa, que comove e que vai além do que o silêncio pode transmitir.

Assim como todos os internos da Casa, dona Dodô é bem cuidada e, sem dúvida, esse é um dos fatores que tem contribuído para ela alcançar mais um ano de vida. Afinal, viver 111 anos não é para qualquer um. Como uma criança que necessita de carinho, cuidado e atenção especial, dona "Dodô" recebe toda assistência e afeto do lar onde reside. 

Os horários de suas refeições são sagrados. "Ela sabe direitinho a hora do lanche, do almoço, de todas as refeições e se a gente atrasa um pouquinho, do seu jeitinho ela cobra, faz sinal que está com fome, que está na hora de comer. Não há palavras para dizer o quanto ela representa para nós. É como se fosse a filha mais velha da Casa, não só pela idade, mas por ter sido a primeira pessoa  a vir morar conosco, em 1º de janeiro de 2001, quando esse singelo espaço foi fundado", disse a assistente social, Maria Dalva  Barbosa. 

Maria Dalva conta ainda que não é só sobre os horários das refeições que dona "Dodô" fica atenta. As roupas que veste também têm que ser do agrado dela. "Ela é muito exigente, vaidosa e se a gente coloca uma roupa nela que não gosta, ela não fica, faz gestos, resmunga e a gente entende que ela quer outra. Ela gosta de estar sempre bem vestida, com o cabelo sempre solto, e bastante perfumada, de anéis e pulseiras e a gente faz o que ela gosta. Sabemos do quanto é importante a gente se sentir bem  e ela se sente bem assim e também quando está perto do "namorado", o qual ela sente muito ciúmes", lembra Dalva.

Dona Dolores chegou ao Recanto logo após a inauguração do empreendimento, em 1º de janeiro de 2001 permanecendo por lá justamente porque perdeu grande parte dos familiares - marido, todos os filhos, irmãos - restando apenas uma cunhada e netos. Segundo informações de arquivo do próprio Jornal O Debate, nascida e criada em Macaé, dona Dodô trabalhou durante muitos anos como lavadeira de um hospital da cidade. 

E como pode-se notar e concluir, sua longevidade é atribuída ainda à vida saudável que leva, aos bons tratos que recebe e a boa alimentação. "Cuidamos de todos aqui com carinho e amor. Essa é a sementinha que plantamos e regamos todos os dias e para nós é uma grande felicidade ter a dona Dodô ainda conosco. São 16 anos dela aqui na instituição. Além dela temos um outro interno também na casa do centenário, com 106 anos. Isso é muito gratificante", concluiu a assistente social Dalva Raposo.  

Autor: Juliane Reis Juliane@odebateon.com.br

Foto: Sylvio Savino


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Tags: cidade, social


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