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Calçadão: Crise sufoca classe empresarial e comerciantes pedem apoio de autoridades

Uma das sugestões dos lojistas da área central de Macaé para atrair consumidores e aquecer as vendas é a necessidade de revitalização do Calçadão

Em 20/04/2017 às 12h52


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Lojas fechadas no Centro: empresários pedem uma série de melhorias para atrair consumidores Lojas fechadas no Centro: empresários pedem uma série de melhorias para atrair consumidores
A situação difícil que vivem os comerciantes da área central de Macaé já tem reflexos negativos sobre a economia local. Lojistas questionam a falta de planejamento e apoio da prefeitura da cidade, o que gera efeitos ruins para o comércio. As demissões em massa de funcionários e cortes nos salários também afetam as vendas e aumentam a inadimplência.

A presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio em Macaé, Mariáh Silva, reclama da falta de diálogo do atual prefeito junto ao setor comercial para expor ações buscando melhorias ao segmento econômico da cidade. "Não temos nenhum tipo de apoio da gestão municipal para melhorar o quadro caótico que estamos atravessando. A prefeitura deveria trabalhar junto com o sindicato e outros órgãos que são ligados ao comércio local. No entanto, estamos esquecidos", disse Mariáh, afirmando que o município erra, pois o comércio aumenta a arrecadação.

Além do impacto direto provocado pelas demissões, a empresária de uma loja no Centro da cidade, Luana Eleutério Reis, afirma que existem outras razões que dificultam a vida do comércio local. "O centro e o calçadão estão uma bagunça, poucas áreas para estacionamento e falta de respeito no que tange à acessibilidade", comentou.

A revitalização do centro comercial é apontada com uma das necessidades. O local não passa por manutenção paliativa há anos, e nem no fim de ano a prefeitura toma qualquer iniciativa de enfeitar as ruas para aquecer as vendas. Iluminação precária, coleta de lixo e vazamento de esgoto são os principais problemas apontados pelos lojistas, o que, segundo eles, contribui para a queda nas vendas.

Inconformados com o valor alto do IPTU  na área central do município, contribuintes, especialmente os comerciantes, cobram do governo municipal um projeto de revitalização em toda a extensão da área comercial do Calçadão para alavancar as vendas, evitando que mais estabelecimentos fechem as portas.

"As placas de aluguel e de vende-se, que estampam a maior parte dos imóveis, dão a verdadeira dimensão do que acontece hoje na cidade. Mas o governo não vê, ou pelo menos, não quer enxergar. Hoje, a prefeitura pensa apenas em sufocar o contribuinte, ao invés de estudar medidas que possam gerar negócios e retomar os empregos", desabafou um comerciante. 

A faixa de "Passa-se o Ponto" é o penúltimo capítulo de uma história que começou há 20 anos com a família de Antoinette Koulioumba. A loja, que teve origem no camelódromo em 1997, especializada em roupas masculinas e femininas, sucumbiu à crise econômica e ao aumento da concorrência.  "Estou fechando as portas porque não dá mais", diz a comerciante macaense.

Nos tempos áureos, a empresa chegou a empregar 30 pessoas. "Hoje, tenho apenas 8 trabalhando aqui comigo", afirma Antoinette. Diante do caminho sem volta, ela se entristece. "O meu desgosto é enorme. Queria terminar a minha vida na loja. Mas, como não tem jeito, vou cuidar dos netos e da saúde".

Autor: Cristian Kupfer

Foto: Wanderley Gil


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Tags: economia


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