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Dr. Eduardo pede demissão do secretário de Esportes

Ressentimento com o governo pauta discurso do presidente da Câmara, na sessão de ontem

Em 19/04/2017 às 15h31


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Ressentimento marcou o discurso do presidente da Câmara, que se recupera de uma cirurgia na vista, realizada há uma sema Ressentimento marcou o discurso do presidente da Câmara, que se recupera de uma cirurgia na vista, realizada há uma sema
"Parece que o prefeito não quer o secretário de Esportes". A frase complementou o pedido feito pelo presidente da Câmara, Dr. Eduardo Cardoso (PPS), de demissão do atual gestor da pasta, o próprio filho, Thales Coutinho, diante de uma sequência de fatos marcados especialmente pelo desabamento de parte do teto do Ginásio Poliesportivo, atual sede administrativa da extinta Fundação de Esportes (Fesporte). 

O incidente, registrado no final da tarde de segunda-feira (17), ajudou a ilustrar também o ressentimento marcado no discurso de Dr. Eduardo, que hoje passa a fazer parte do grupo dos vereadores renegados pelo governo, mas que ainda integram a base aliada do prefeito Dr. Aluízio (PMDB).

Dr. Eduardo abriu a sessão ordinária de ontem, que teve a pauta invertida, para dar maior destaque ao momento político, registrado pelo grande expediente.

No misto de vereador, líder do Legislativo e pai, Dr. Eduardo demonstrou insatisfação quanto a falta de estrutura, administrativa e política, na secretaria de Esportes, não garantida pelo prefeito para a gestão da pasta conduzida por Thales.
"Já pedi a ele (Thales) para deixar isso, mais de 15 vezes. O prefeito não gosta de esporte, acho até que não gosta de nós", disse o parlamentar.

Dr. Eduardo listou uma série de problemas enfrentados pela secretaria de Esportes para dar andamento a projetos sociais importantes para acolher especialmente crianças e adolescentes de áreas carentes.

"Nesses cinco meses, a secretaria de Esportes gastou R$ 10 mil. O própio secretário, mesmo sem ter, deve ter gasto muito mais que isso do próprio bolso. E, mesmo assim, como uma secretaria de Esportes de Macaé não tem uma bola e uma quadra para realizar seus projetos?", questiona o vereador.

O desabamento do teto do Ginásio, a morte de uma pessoa eletrocutada na caixa de energia do espaço, o fechamento do Estádio Cláudio Moacyr de Azevedo, entre outros pontos, foram listados por Dr. Eduardo como argumentos na defesa pelo pedido de demissão de Thales.

"O Ginásio está desabando. O Estádio fechado por falta de reforma. E, nesse ponto, eu gostaria de ter acesso às contas do contrato que pagava R$ 200 mil para uma empresa realizar a manutenção do Estádio, antes de Thales assumir a secretaria", cobrou o presidente.

O tom político tambem marcou o desabafo de Dr. Eduardo, que se disse infeliz e ressentido com o governo "da mudança".
"Eu gostaria de sugerir ao Thales que peça demissão. Talvez o prefeito queira colocar lá o secretário de Planejamento, já que tem parentes e amigos do filho, todos nomeados lá", disparou o vereador.

Os parlamentares Marcel Silvano (PT) e Maxwell Vaz (SD) foram solidários ao desabafo de Dr. Eduardo.
"Realmente, essa situação é um absurdo", disse Maxwell.

Autor: Márcio Siqueira marcio@odebateon.com.br

Foto: Wanderley Gil


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Tags: política


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