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Após desabamento, Ginásio Municipal segue interditado

Funcionários da Defesa Civil e da Fesporte foram remanejados do local depois que parte da estrutura caiu

Em 19/04/2017 às 11h55


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Por apresentar grandes riscos à segurança da poulação, estrutura condenada deverá ser isolada Por apresentar grandes riscos à segurança da poulação, estrutura condenada deverá ser isolada
"Se o próprio local onde fica a sede da Defesa Civil está condenado, o que podemos esperar das outras áreas públicas da cidade?" Esse é apenas o desabafo de uma moradora, mas que expressa o sentimento de muitos cidadãos ao verem o estado crítico que se encontra o Ginásio Poliesportivo Engenheiro Maurício Bittencourt, no Riviera Fluminense, considerado um dos "elefantes brancos" da Capital Nacional do Petróleo. 

A falta de conservação desse espaço nos últimos anos tem colocando em risco a vida da população e dos próprios funcionários que trabalham ali. Além da sede da Defesa Civil, funciona também no local a Fesporte. 

No entanto, mesmo com os alertas que vêm sendo feitos pelo jornal O DEBATE ao longo dos últimos anos, nenhuma providência foi tomada pelo governo municipal. E o resultado desse descaso não poderia ser outro a não ser o presenciado na tarde da última segunda-feira (17). 


Após parte da estrutura ter cedido do lado de dentro do ginásio, na última sexta-feira (14),  pedaços da alvenaria na área externa desabaram. Apesar de ninguém ter se ferido com o ocorrido, um trecho da Rua Turmalina precisou ser interditado para que o 9° Grupamento de Corpo de Bombeiros pudesse realizar o processo de demolição do local afetado. 

O bloqueio permaneceu na manhã de ontem (18). Mesmo abrigando caixas d'água, funcionários da Defesa Civil no local não confirmaram que isso poderia ser decorrente de vazamentos ou infiltrações. Um deles explicou que a possível causa seria a falta de manutenção da estrutura, que segue condenada.

Eles explicaram que, por medida de segurança, o prédio, que permanece sem energia, está sendo evacuado e as equipes dos dois órgãos serão remanejadas para outros locais, como o Centro de Convenções. O acesso da população no local também deverá ser bloqueado até que um novo laudo seja emitido. 



Em nota, a Prefeitura de Macaé confirmou que parte da alvenaria externa da torre das caixas d'água havia caído, no entanto, não apresentou nenhuma informação a mais sobre as possíveis causas desse desabamento. O comunicado oficial não explica o que será feito após a conclusão dessa etapa, tão pouco se o ginásio será reformado. 

Herdado de administrações municipais passadas, o ginásio não recebeu investimentos de reformas estruturais ao longo da atual gestão municipal. Em 2014 era previsto um gasto de R$ 2.418.466,41 para serem aplicados na reforma do espaço, de acordo com a Lei Orçamentária Anual (LOA) daquele ano, que foi anulada pelo governo.

Em 2015, os R$ 2 milhões previstos como despesas para as obras do ginásio também foram cortados. Já no ano passado, o orçamento previa despesas de R$ 200 mil para a reforma, o que, mais uma vez, não aconteceu. 

Autor: Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

Foto: Kaná Manhães


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Tags: cidade


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