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12/12/2017 às 16h23m

Escândalos em efeito cascata

Vai chegando o fim de ano e, para os personagens envolvidos nos escândalos de corrupção que vêm sendo investigados em várias operações, dentre elas a Lava-Jato como principal, o ano em curso deve acabar depressa para que não haja tempo, ainda, da abertura de novos processos. Como o Dia de Nossa Senhora da Conceição, Dia da Justiça, antecipa em curto período o recesso do Poder Judiciário, sinal de que, pelo menos até o mês de janeiro de 2018, talvez os "graúdos" de colarinho branco não sejam incomodados, a não ser que... alguma nova descoberta ou denúncia consiga detectar algum ato lesivo em flagrante. 

Quer dizer, o Poder Judiciário entra em recesso, mas o trabalho não para porque os agentes da Justiça devem estar abarrotados de investigações em curso. Quando recebemos um enorme número de informações sobre o que acontece no poder central, ou seja, Brasília, todos ficam pasmos com os envolvidos. O tempo passou rápido, mas não param de surgir novas denúncias que vão se alastrando pelos estados e municípios. Apenas para ilustrar, o que acontece na capital federal, acontece também em vários estados e os atores políticos são os principais alvos das ações. Por exemplo, no Estado do Rio, depois de, pelo menos três ex-governadores estarem presos, Sérgio Cabral ainda jogou lama no governador Pezão, como se tivesse chamando "vem pra cá você também". 

E, além deles, as operações atingiram os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado o que está rendendo muita investigação com a delação do conselheiro Jonas Lopes, e agora, aparecem como personagens o presidente e ex da Alerj, Jorge Picciani e Paulo Melo, acusados de receberem propinas de quase R$ 80 milhões o primeiro, e R$ 56 milhões o segundo, ainda na fase inicial das investigações. Em efeito cascata, ainda, muitos municípios fazendo o "dever de casa", como um caso em Mato Grosso com a operação "Lama de Asfalto", e em Cabo Frio, no caso da Consercaf, na Operação Bazura, o que significa lixo. Pior é que as denúncias estão rondando este município e está todo mundo de cabelo em pé. Será que chega aqui? Perguntar não ofende.

Renovação política

Enquanto os velhos partidos que agora se apressam em trocar de nomes, continuam sem apresentar alternativas ao eleitorado para alguma mudança que possam voltar a ganhar credibilidade, começa a aumentar o número de movimentos dispostos a lutar pela renovação do Congresso Nacional e nos poderes executivo nacional e estadual. É baixíssima, segundo pesquisas, a credibilidade no parlamento que, até hoje, foi incapaz de aprovar a reforma da previdência, mesmo os congressistas sabendo como ninguém que sem as reformas o país não terá como crescer. Muitos têm medo dos eleitores, mas esta minoria que faz barulho, não decide nada e torce para ficar pior. 

A ponto de levar o palhaço e deputado Tiririca, em dois anos de exercício parlamentar, ocupar a tribuna pela primeira e única vez, para anunciar que não pretende ser mais candidato e que os 500 parlamentares que estão na Câmara dos Deputados não resolvem nada. Todos sabem que, se não forem feitas as reformas, não existir credibilidade e visibilidade na economia, o país afunda de novo e tudo depende, agora, da reforma da previdência. E falando em renovação, a única novidade que conseguimos enxergar até agora, é a participação do Novo, ganhando dimensão na sociedade. Além do nome - NOVO - já apresentam alternativas para o eleitor que está cansado de ser enganado e, espera-se, não seja o Novo mais um dos mesmos. 

E, por sinal, Macaé vem ganhando adesões para o Novo 30, movimento recém-criado por cidadãos insatisfeitos com a política vigente. Um grupo de 181 pessoas de 35 profissões diferentes, que nunca havia se candidato a cargos eletivos, mas concluiu que um partido será a ferramenta democrática adequada para realizar as mudanças necessárias. O partido tem o perfil liberal, acreditando no valor fundamental das liberdades individuais, incluindo deveres e direitos. Em Macaé o partido já se movimenta e para disputar os principais cargos já apresentam os nomes de João Amoedo como pré-candidato a Presidente da República e de Bernardinho do Vôlei, unanimidade nacional, como candidato potencial ao governo do Estado. O Partido Novo pretende eleger, também, diversos deputados federais, estaduais para já, na próxima gestão intervir definitivamente na transformação da classe política brasileira.

PONTADAS

Na última reunião da Comissão Municipal da Firjan, o presidente Evandro Cunha fez um balanço das atividades coordenadas ao longo de 2017. Foram muitas as reivindicações e a Firjan continua firme na luta para que Macaé veja logo concluídas as obras do Aeroporto com a reforma da pista, obras da BR-101 que esta semana fez mais vítimas fatais na região de Macaé, Terminal Portuário e outras de importância.

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Também esta semana, a Petrobras que, no dia 13 de dezembro, no auditório do Sesi/Senai, anuncia seu novo plano, divulgou investimentos na ordem de US$ 3 bilhões, para a reforma em 39 plataformas, e outros contratos com empresas que já começam a plantar nas bases em Macaé, oportunidade de empregos. Sinal de que o ano de 2018 começa quente, na recuperação da economia.

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A Secretaria de Mobilidade Urbana, teve um secretário demitido e outro nomeado. A troca de nomes, parece, não vai fazer muita diferença porque a equipe titular é boa. Agora, o que intriga, e muito, deixando o prefeito com a pulga atrás da orelha, é o grande número de "benefícios indevidos" recebidos por apaniguados. Também o "zeramento" do Fundo Municipal de Trânsito. Nas redes sociais, o assunto não para.

Autor: Oscar Pires

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04/12/2017 às 11h31m

Renovação nas urnas

Como está chegando o fim do ano e a revolta nas ruas continua grande em razão dos inúmeros escândalos que vêm se repetindo desde 2013, quando foi dada a largada para a Operação Lava Jato, exatamente em Brasília, mas as investigações sediadas nos grupos tarefas do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, em Curitiba, onde o juiz que comanda a principal operação que causou o maior rombo na Petrobras, dentre outras empresas, é grande a preocupação dos políticos em encontrar maneiras de travar a ação das autoridades. Em recente encontro esta semana dos integrantes das forças-tarefas da Lava Jato no Rio de Janeiro, Paraná e São Paulo defenderam que a sociedade se mobilize para incluir o combate à corrupção na pauta eleitoral do ano que vem. 

Os procuradores afirmaram que o resultado das eleições vai definir o futuro das investigações e a renovação do Congresso Nacional deverá determinar o avanço das investigações no país. Os investigadores chegaram a pedir aos eleitores que candidatos envolvidos em denúncias de mau uso do dinheiro público sejam rejeitados nas urnas. Foi divulgado pelo grupo que 144 pessoas já foram condenadas a mais de 2.130 anos de prisão. 

Ao todo, 416 foram acusados de crimes e, segundo o procurador Deltan Dallagnol, da força-tarefa paranaense, mais de 100 integrantes atuais do Congresso estão envolvidos em denúncias. Além dos parlamentares, a corrida presidencial também tem pré-candidatos no radar das investigações - o ex-presidente Lula (PT) já foi condenado pelo juiz Sérgio Moro; e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), é alvo de um pedido de abertura de inquérito no Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

O procurador Deltan Dallagnol pediu a renovação nos cargos políticos do país, tanto pela perspectiva de evitar ataques do Legislativo contra as investigações, como pelas perspectivas de avançar reformas. O ano de 2018 é a batalha final da Lava-Jato e a operação não vai ser julgada por quem ela prendeu ou condenou. Estão certíssimos os membros das forças-tarefas. Cabe agora aos eleitores fazer a lição de casa e renovar, de cabo a rabo.


Foro privilegiado, até quando?

A classe política dominante que nos bastidores do Congresso Nacional consegue emplacar tudo o que objetiva para fugir de qualquer punição, resolveu dar uma "chapelada" no Supremo Tribunal Federal, para evitar que o STF defina, afinal, a quem cabe o direito de foro privilegiado, o que deixa os políticos de maneira geral ou membros do governo e de assembleias, livres de serem réus em ações criminais que respondem durante o mandato ou exercício do cargo. Como os "representantes do povo" ficam sempre com o pé atrás quando o STF aprecia qualquer questão relacionada, eles se apressam para aparecer na mídia como se fossem bonzinhos e sérios. 

Quando o STF, pela primeira vez, começou a definir o que era foro privilegiado e quem teria direito, o ministro Alexandre de Moraes pediu vistas os senadores aprovaram em ritmo apressado uma Proposta de Emenda Constitucional, acabando com o foro. Encaminhado o projeto à Câmara dos Deputados, o processo ganhou a gaveta e, provocados pelo ministro do STF, Luis Roberto Barroso, provocou nova discussão e, novamente a discussão voltou para o plenário e o placar já estava com sete votos favoráveis, o ministro Dias Toffoli pediu vistas em razão de ter a PEC voltado a tramitar e era discutida na comissão. 

Bastou isso acontecer para tudo voltar à estaca zero e agora, só Deus sabe quando o projeto vai tramitar, outra vez. Em recente palestra na Confederação Nacional da Advocacia Brasileira, promovida em São Paulo, o ministro declarou que "uma boa saída seria a construção de um consenso entre a Corte e a Câmara dos Deputados para aproximar as propostas de Judiciário e Legislativo. 

Ele declarou, ainda, que "o foro na extensão que existe no Brasil não tem comparativo em lugar nenhum do mundo. É uma jabuticada que apodreceu e precisa ser removida do pé". E mais, que "o foro que existe no Brasil não existe em nenhum lugar do mundo".  Bem, vamos continuar analisando as ações políticas para que, em outubro do ano que vem, possamos fazer uma boa renovação e tentar mudar os rumos do atual sistema que não interessa mais a sociedade.

PONTADAS 

Rosinha Matheus saiu do presídio de Benfica e ganhou prisão domiciliar com direito a tornozeleira eletrônica, além de permanecer em casa no horário noturno e fins de semana. Não pode se ausentar e deverá comunicar à Justiça qualquer ação. Pelo menos ela deixou de estar no mesmo local de Adriana Ancelmo, mulher de Cabral, que voltou à prisão depois de gozar do benefício.

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Bastou uma chuva mais forte para que a cidade voltasse a mostrar a cara de que as galerias de águas pluviais em muitos bairros não existem ou funcionam mal. O projeto Águas Limpas, realizado pela Odebrecht e Zadar que teve custo inicial de R$ 277 milhões sem contar os aditivos, não resolveu o problema e não se sabe quando haverá solução para o angustiante problema.

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Em Macaé já são muitos os nomes de vereadores e ex-vereadores que pretendem concorrer às eleições de 2018. Estão procurando ninhos que possam acomodá-los sem que possa aparecer rugas dos partidos a que pertencem, principalmente os filiados no PMDB e no PT, de onde haverá uma revoada. Também o PSDB não está fora do caminho a ser trilhado pelos postulantes.

Autor: Oscar Pires

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27/11/2017 às 11h06m

Sem tolerância?

Difícil, para quem acompanha ou não os fatos políticos, jurídicos e econômicos, encontrar alguém em algum lugar que não tenha uma saraivada de críticas aos governos federal, estadual e municipal pelas falcatruas que vão sendo divulgadas pela mídia e também pelas redes sociais, nas quais estão envolvidos, quase sempre até o pescoço, os legítimos "representantes" do povo.

Desde o presidente da República, passando pelo Senado, pela Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas, prefeituras e Câmara de Vereadores, além de outros poderes, todos veem de tudo. É um esquema tão enraizado que dificilmente as forças tarefas criadas pelo Ministério Público Federal, Estadual, Polícia Federal e Polícia Civil, conseguem dar conta, graças a proteção que cada um tem, primeiro, pelo tal foro privilegiado que deveria existir apenas para os detentores de cargos a nível de ministros do governo federal e do poder judiciário e, segundo, pelos que podem, evidentemente com o dinheiro da corrupção, pagar ótimos advogados cujas bancas são caríssimas.

Mesmo com todas as dificuldades encontradas pelas ações políticas de trocar efetivos em todos os setores para barrar a ação da Lava-Jato e, consequentemente, em efeito cascata, outras investigações que vão minando o círculo de políticos e empresários que, apesar das operações, continuam praticando o crime de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e tantos outros, em grau maior ou menor.

Quando o cidadão acorda e vai para o trabalho, é surpreendido com informações senão pela televisão e jornais, através das redes sociais que trabalham quase em tempo real. Quando chega em casa, também o quadro é bem pior, com a informação dos nomes e imagens das pessoas envolvidas que deixam todos boquiabertos. Mesmo assim, o Congresso Nacional continua firme e sua decisão de, nos bastidores, aprovarem propostas para combater a ação das autoridades e se verem livres de processos e condenações que, no futuro, os colocam fora da corrida eleitoral de 2018. O povo não tolera mais e eles, os personagens envolvidos, continuam praticando os mesmos crimes. Até quando?

Em Benfica, fato inédito

E já que esta semana foi tão surpreendente ao terem sido presos todos os ex-governadores, excetuando alguns que ainda estão na mira, mas sendo investigados, o presídio de Benfica passou a ser o point daqueles que, cidadãos honestos, querem e estão se regozijando e aplaudindo quando uma figura presa vai para a cadeia.

Ao ver a informação pela televisão ou pelo rádio, muitos correm para a porta da prisão para se manifestarem de formas diversas, com a chegada de mais um fora da lei. E lá em Benfica, estão presos os ex-governadores Sérgio Cabral, Anthony Garotinho e Rosinha Mateus, além de outros políticos importantes como o presidente da Assembleia Legislativa Jorge Picciani, o ex-presidente Paulo Melo, o líder do governo Edson Albertassi que teve sua indicação para o Tribunal de Contas contestada, além de ex-secretários e membros do governo em todas as gestões.

Temos que incluir na história, os cinco membros do Tribunal de Contas do Estado que também estão afastados e outros empresários de sucesso que ficaram milionários levando grana, muita grana, principalmente do setor de transportes. Mas as ações não pararam por aí.

Tem mais gente na lista e, na medida em que os presos começam a delatar outros criminosos, a rede vai sendo ampliada, atingindo também os municípios cujos gestores têm vários processos em andamento e, podem, a qualquer momento, como vem ocorrendo, fazer parte da lista, não a de Schindler, que salvou muitas vidas na era do nazismo, mas a lista da Lava Jato, que começa a crescer por esse Brasil afora e Macaé, como antevê um advogado criminalista, não vai ficar de fora. A rádio corredor nos bastidores, está a postos com celulares potentes para registrar o momento e difundir quem é quem. Alguém duvida?

PONTADAS
 
Já que ocupamos boa parte do texto falando sobre as falcatruas e dos investigados que estão presos em Benfica, o ex-governador Anthony Garotinho se recusou a tomar banho de sol com medo de ser "provocado" pelo ex-governador Sérgio Cabral, que está no xilindró há um ano. Também Rosinha Matheus evita o banho de sol para não encontrar com Adriana Ancelmo. Pode uma coisa dessas?

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Parece que a prefeitura de Macaé, ardilosamente, continua provocando a Justiça e pensando que está lidando com "bobos da Corte". Apesar de ter sido obrigado a encontrar solução para o caso do VLT, esperou o penúltimo dia do prazo para abrir licitação para vender os trens. A data marcada para a licitação é 29 de dezembro. Exatamente quando a Justiça está em recesso. Cuidado, gente, que tem boi na linha...

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A Câmara Municipal do Rio de Janeiro, aprovou projeto que coloca um fim na dupla função do motorista de ônibus, abrindo caminho para a volta dos cobradores. A dupla função, segundo o autor do projeto, o acúmulo da dupla função coloca em risco a integridade física dos passageiros e o equilíbrio psicológico do condutor. Também obriga o uso de biometria nas roletas para evitar fraudes. Bem que em Macaé os vereadores poderiam fazer o mesmo. Aumentaria o número de empregos e evitaria fraude no subsídio para a passagem a R$ 1.

Autor: Oscar Pires

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21/11/2017 às 16h58m

Beco sem saída

Desde o momento em que foram iniciadas as ações de investigações na conhecida Operação Lava-Jato, exatamente em Brasília, quando um doleiro foi preso, desencadeando outras muitas operações que foram mostrando as vísceras de empresas, empresários, políticos, detentores de mandatos e de cargos públicos, de menor ou maior importância, a população vive sacudida pelas surpresas que ocorrem no dia a dia.

Não são poucas as operações e, da capital federal, Brasília - a ilha da fantasia - as ações desencadeadas foram atingindo estados e municípios, num efeito cascata e que vão mostrando as entranhas da corrupção e, nelas envolvidos, os partidos políticos, entre eles, o PMDB, que mantém a maior estrutura de representação em todo o território brasileiro formado por mais de 5.560 municípios.

Depois do "susto" que a população levou com as denúncias dos empresários Wesley e Joesley Batista, da JBS, fazendo sérias acusações ao Presidente da República, que foi obrigado a abrir a torneira para uma composição política e se ver livre de investigações até que acabe o mandato, poderia até se imaginar que estaria sendo colocado um freio na corrupção sistêmica enraizada em todos os poderes dos governos federal, estadual e municipal. Mas não foi o que se viu. Destemidos, os atores dos malfeitos continuaram agindo, mesmo depois de condenados.

Com o judiciário dividido em determinadas situações, as brigas internas entre os membros da Procuradoria Geral da Justiça e também da Polícia Federal, órgãos dos quais a sociedade aguarda respostas convincentes, parece que começa a voltar à acomodação. Em casos análogos, alguns estados continuam praticando os mesmos crimes e, em efeito cascata, também os municípios são atingidos. Em Macaé, existe até um representante do governo municipal que é filiado ao PT, atua no Blog 247 em favor de Lula, e com o escândalo da prisão de Picciani, Paulo Melo e Albertassi, não perdeu tempo e publicou num blog a sua defesa em favor do PMDB e dos acusados. Será que foi ao "mando do chefe" que também está filiado ao PMDB? Como perguntar não ofende...

Mais feriados

Para quem gosta de feriados e os aproveitam para tirar pequenas férias, principalmente quando os governos em todos os níveis, decretam ponto facultativo em dias alternados para "compensar" os dias que deveriam estar trabalhando, pode anotar na agenda uma boa notícia: em 2018, haverá pelo menos 12 feriados prolongados. No Estado do Rio de Janeiro, todos poderão se entregar ao ócio pois o calendário prevê pelo menos 10 feriados nacionais entre janeiro e dezembro, e ainda, podendo esticar com pelo menos dois feriados estaduais - 23 de abril, Dia de São Jorge e 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, agora também adotado em São Paulo.

Bem, mas não estão sendo contados aí os feriados municipais porque a legislação permite que possam ser comemorados pelo menos quatro deles. Em Macaé, por exemplo, temos o dia 24 de junho - Dia do Padroeiro São João -, 29 de julho, Dia de Santa Marta quando se comemora o aniversário de fundação do município, e outros dois aliados aos feriados estaduais e nacional. Bem, este final de semana, por exemplo, após a paralisação por conta do dia 15 de novembro, Proclamação da República, nesta segunda-feira tudo fica parado pois será o Dia da Consciência Negra.

Ou seja, mais três deias para o ócio, levando muitas famílias a procurar lazer diferente e que não existe em Macaé, fruto de projetos capazes de manter pontos turísticos estruturados para visitas, considerando que o município é rico não só em suas belezas naturais, mas também, pela existência de pontos históricos que, aos poucos, vão sendo destruídos e a cidade ficando sem identificação, do que reclamam, e muito, os próprios macaenses que ausentes por motivos justos na carreira da vida, quando retornam levam um grande susto. Bem, como ninguém é de ferro, vamos nos preparar para o ócio e, encontrar as pessoas amigas, no bairro chic de Macaé, Armação dos Búzios.

PONTADAS

A ministra dos Direitos Humanos Luislinda Valois (PSDB), pediu para acumular o salário com o de desembargadora, que lhe daria um rendimento bruto de R$ 61,4 mil. Por causa do teto constitucional, ela só pode receber R$ 33,7 mil. Ela pediu o acúmulo afirmando que essa situação se assemelhava ao trabalho escravo. Em entrevista à CBN, declarou: "Eu, como desembargadora aposentada, posso botar um chinelinho simples e ir a qualquer lugar. Mas como ministra de Estado, não posso fazer isso"...

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Enquanto Picciani, Paulo Melo e Albertassi começam a entrar na roda dos poderosos acusados de malfeitos na carreira política, o Ministério Público de Brasília pediu o bloqueio de R$ 23,9 milhões de Lula e do filho caçula, Luis Cláudio, no âmbito da Operação Zelotes, na qual Lula é investigado por tráfico de influência em negociações que levaram à compra de 36 caças suecos pela Força Aérea e prorrogação de MP que beneficiou montadoras.

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Na Câmara Municipal de Macaé, o jogo está empatado nas deliberações entre governo e oposição. Nas redes sociais, são muitas as críticas a um vereador que prometeu a votar com a oposição, mas, convidado a tomar um café com o prefeito, mudou de opinião e acabou alvo de comentários nos vários canais. Ninguém sabe o que se passou nos bastidores e os eleitores, cobram.

Autor: Oscar Pires

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13/11/2017 às 15h18m

Natal chegando e, pauta bomba

Tão logo terminou a tremenda batalha na Câmara dos Deputados para rejeitar a denúncia contra o presidente Michel Temer, acusado pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, de chefe de organização criminosa - agora o processo só anda quando ele deixar o governo em janeiro de 2019 - os parlamentares, em grande parte envolvidos na Operação Lava Jato e outras paralelas que acabou, uma delas, levando o juiz Marcelo Bretas a mandar o ex-governador Sérgio Cabral para um presídio federal, parece que os deputados voltam a olhar para o próprio umbigo e salvar a própria pele.

Embora não seja surpresa para muitos, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), determinou a urgência e a criação de uma comissão especial para apreciar o projeto de iniciativa de Roberto Requião e defendido ferozmente pelo senador Renan Calheiros, aprovado no Senado, sobre abuso de autoridade, engavetado há seis meses.

O projeto é considerado uma tentativa de parte da classe política de reduzir poderes de procuradores e juízes da Laja-Jato e de outras operações de combate à corrupção. Pelo despacho, o projeto vai tramitar em regime de prioridade para ser apreciado e votado com celeridade. O alvo do projeto seriam supostos abusos que estariam sendo cometidos na Lava-Jato, em relação a prisões preventivas e conduções coercitivas, entre outras que teriam ampliado o impacto da operação. Quem levantou a voz manifestando preocupação foi o presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), Roberto Veloso, dizendo que o projeto não pode significar o revanchismo ou retaliação contra o trabalho de juízes.

O projeto, que em linhas gerais "define os crimes de abuso de autoridade, cometidos por agente público, servidor ou não, que no exercício de suas funções ou a pretexto de exercê-las, abuse do poder que lhe tenha sido atribuído". Ora, se foi aprovado no Senado na "calada da noite", até o Natal, com certeza, será aprovado na Câmara dos Deputados e será um belo presente de Papai Noel para os parlamentares se vingarem da Justiça. Você aí, ainda acredita em Papai Noel? Pois é...
Agora, opinião de Moro 

Enquanto a Câmara dos Deputados se prepara para votar o projeto de lei contra o abuso de autoridade, o juiz Sérgio Moro, durante um seminário do jornal "O Estado de São Paulo", rebateu críticas contra o uso de delações premiadas e as prisões preventivas decretadas pela Operação Lava-Jato, defendendo medidas duras para que as investigações contra a corrupção avancem e os crimes sejam interrompidos. Na ocasião, foram debatidos o futuro da Lava-Jato e o legado da operação Mãos Limpas, que levou empresários e políticos à cadeia na década de 1990, na Itália, evento que teve, também, a presença do procurador da Lava-Jato Deltan Dallagnol.

Moro lembrou, sem citar o nome, o caso do ex-ministro Geddel Vieira Lima, que está preso, após a Polícia Federal encontrar R$ 51 milhões em espécie num apartamento em Salvador (BA), ligado ao peemedebista. Ao falar sobre o legado da operação e do clima de desesperança que  no país, Sérgio Moro disse que não se combate a corrupção com processos judiciais e defendeu reformas legislativas, afirmando que a redução da impunidade pelo processo judicial não é suficiente. Os processos são muito difíceis.

São necessárias reformas para diminuir incentivos e oportunidades de corrupção, citando como exemplo a prática de indicações de cargos na Petrobras por pessoas que arrecadam recursos para os partidos. Isso, segundo o juiz, foi uma das fontes de corrupção. E não se veem movimentos para alterar esse quadro, reiterando que é importante a mobilização da sociedade para superar o que chamou de "corrupção sistêmica".

O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da operação, criticou ministros que, segundo ele, "soltam e ressoltam" corruptos poderosos e que a postura de ministros do Supremo contribui para o desânimo  da população em relação à luta contra a corrupção. Sobre as dez medidas de combate à corrupção, enviadas a Câmara dos Deputados e completamente alterada pelos parlamentares e retornada por decisão do ministro do STF Luiz Fux, Deltan informou que grupos de instituições estão planejando uma campanha anticorrupção para 2018, que envolveria o lançamento desse pacote contra crimes de corrupção que promova a integridade no âmbito público e privado, aproveitando grande parte das dez medidas e vai além, promovendo regras que melhoram o compliance, a transparência, licitações e sistema eleitoral. 

PONTADAS 

O vereador Luiz Fernando Pessanha, que vem fazendo sérias denúncias contra ações do prefeito municipal, declarou que pode até demorar, mas um dia "o castigo vai chegar a quem não tem a mínima sensibilidade de entender os reclamos e anseios de uma população angustiada que vive quase à própria sorte". Diz ele que, a Justiça tarda mas não falha e só a imunidade parlamentar ou foro privilegiado poderá livrar o doutor de alguma condenação.
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A MRV que cuida de construções de moradias para a população de baixa renda, custeadas por financiamento da Caixa Econômica Federal através do Programa Minha Casa, Minha Vida, acabou de liberar as moradias para quem adquiriu o imóvel, porém, sem o habite-se. As pessoas que sonhavam ter um lugar para morar, se veem abandonadas pela própria sorte. Se a MRV sumiu, ninguém sabe, ninguém viu. Nem a prefeitura.
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Aqui para nós. Quem passa pelo calçadão da Avenida Rui Barbosa, antes bonito e até atrativo, hoje observa o abandono do local que se tornou a opção de compras das pessoas. Não só os clientes se afastaram, assim como alguns empresários que viram o faturamento minguar desde que foi implantada a ciclofaixa ou ciclovia na Rua Teixeira de Gouveia. Será que vai haver revitalização? É o que a Associação Comercial espera.


Autor: Oscar Pires

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06/11/2017 às 14h41m

Crime organizado na política

Não é sempre que as pessoas têm às mãos um jornal com alguma informação capaz de, pelo menos, acreditar que existe vontade política e jurídica para tentar consertar os erros que vêm sendo praticados a cada eleição em que o candidato, para se ver livre de alguma condenação, informa que recebeu dinheiro do caixa dois.

Ora, pelo Código Eleitoral, caixa dois é crime. Mas de uns tempos para cá, passou a ser conhecido como "dinheiro de campanha não contabilizado". Durante a Operação Lava Jato, o que mais os envolvidos informaram era de que aquela enorme 'dinheirama' que passou pela lavanderia dos dutos da Petrobras, foi legalmente declarado à Justiça.

Pois bem. Dia destes um jornal carioca estampou o seguinte título: "TSE cria força-tarefa para conter crime organizado na política". E no subtítulo: "Um dos objetivos do grupo é controlar doações eleitorais em tempo real". Até aí, tudo bem e espera-se que seja verdade. Foi o presidente atual do Tribunal Superior Eleitoral, (TSE), ministro Gilmar Mendes, que reuniu-se com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, para pedir ajuda dos militares na força-tarefa que ele pretende criar, desde já, com o governo federal e o Ministério Público (MP) para conter a infiltração de crime organizado na disputa eleitoral.

O TSE quer ajuda dos órgãos do governo para controlar, sobretudo, as doações de campanhas eleitorais em tempo real. Ele informa estar conversando com toda as autoridades da Receita, do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) para combinar ações que permitam o monitoramento quase on-line dessas doações. A Justiça Eleitoral está preocupada com o domínio de traficantes e milicianos em vários territórios no Rio e com a possibilidade de facções criminosas financiarem ilicitamente candidatos, que depois facilitariam o acesso do crime aos aparelhos de Estado. Bem, como é iniciativa de um ministro do TSE, tomara que dê resultado e seja colocado um ponto final nas falcatruas que ocorrem, que todo mundo vê e sabe, mas a própria Justiça... não enxerga. Será que é verdade? Tomara.
Folga, para quem merece...

Tão logo a crise política na Câmara dos Deputados teve fim com a rejeição da denúncia contra o presidente Michel Temer, os parlamentares que não são bobos, e a própria oposição que pretendia não dar quórum o que poderia adiar para esta semana a votação, trataram de colocar logo um fim na história porque esta semana - de 30/10 a 05/11 - o calendário apontava o feriado de Finados (2), mas que, na verdade, o esvaziamento do serviço público começaria dia primeiro de novembro. Uma espécie de recesso branco para os deputados e senadores visitarem suas bases e orar pelos entes queridos que estão no outro mundo. No nosso mundo real, até o Supremo Tribunal Federal (STF), por ato do Diretor Geral, decidiu transferir o feriado do Dia do Funcionário Público (28 de outubro), que caiu no sábado, para o dia 03 de novembro (sexta-feira). Evidente, pois, desta forma, estaria completa a formalidade de mais uma folga e todos poderiam aproveitar o "feriadão".

O ato foi acompanhado por outros órgãos públicos que gozaram da benesse e o "quem pode, pode, quem não pode se sacode", levou os terminais rodoviários e aeroportos, além de estradas pelo país afora, a ficar congestionados. Visitar o túmulo de um ente querido no Dia de Finados é tradição e ninguém pode perder a oportunidade de viajar para demonstrar a solidariedade Cristã.

Por outro lado, muitos municípios também aproveitaram para decretar ponto facultativo na sexta-feira (3), para completar a festa, já que a taxa Selic vem caindo, a inflação tem um índice bem baixo (se não tem ninguém comprando, como pode ter inflação alta?), mas os juros nas instituições financeiras (leia-se bancos), continuam estratosféricos, endividando os empresários que ainda são os maiores empregadores do país, enquanto o governo, ao arrecadar até setembro R$ 1 trilhão e 200 bilhões, tem uma dívida pública de mais de R$ 3 trilhões porque gasta mais do que arrecada. Bem, já que o feriado passou e todom voltam à rotina nesta segunda-feira (6), fiquem alertas porque dia 20 de novembro tem o Dia da Consciência Negra, em homenagem a Zumbi dos Palmares.

PONTADAS 

O comentário aqui pode até ser um pouco tardio mas, vale o registro. Por que dois ministros do Supremo Tribunal Federal, que julgava a extinção de tribunais de contas em municípios do Ceará, acabou se transformando num bate-boca e acusações pessoais, fazendo do plenário quase um palanque político? Será que a indicação de ministros, em vez de sabatinas no Senado, não poderia ser de outra forma?
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Tem momentos em que, nos quatro cantos da cidade, quando a pessoa ouve falar sobre a gestão municipal, sempre dá a impressão de que o prefeito está com índice baixo de aprovação. Mas, dizem nos bastidores que, ao lhe abrir as portas em 2018, Piccianni, que comanda o PMDB, está coordenando para que o Dr. seja candidato a vice ou até mesmo a governador. O gabinete já anda alvoroçado.
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Um excelente funcionário efetivo da prefeitura e competente profissional, soldado de primeira hora nas mudanças prometidas, acabou sendo alvo da voracidade de vingança do Executivo. Perdeu o cargo comissionado que não tinha vencimento elevado e agora "se vira" com apenas pouco mais de R$ 1.500,00. Ele procura outro emprego para demonstrar sua capacidade profissional.

Autor: Oscar Pires

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30/10/2017 às 15h26m

Xô Crise?...

No decorrer desta semana assistimos cenas deprimentes transmitidas de Brasília - a ilha da fantasia - mostrando os bastidores da política praticada na capital do país, que deveria servir de bom exemplo para a população, que se mostra cada vez mais indignada com as ações de senadores, deputados, ministros e diretores de órgãos com influência na vida cotidiana. Pior é que, os maus exemplos praticados desde a Presidência da República, passando pelo Congresso e em efeito cascata para os estados e municípios, parecem que não há como frear esta ganância de poder praticada por aqueles que deveriam fazer da vida pública, bom exemplo.

Quem, nesta santa terrinha descoberta por Cabral (Pedro Álvares e não o ex-governador que aí é outra história), não assistiu as cenas horripilantes do toma lá dá cá? O presidente Michel Temer, para barrar a denúncia da Procuradoria Geral da República de "chefe de organização criminosa", teve de "comprar" dezenas de deputados para aprovar o parecer que também o livrou do processo.

Evidente que não rolou dinheiro em espécie como os R$ 51 milhões encontrados no apartamento do ex-ministro Geddel Vieira Lima, mas as negociatas corresponderam a bilhões de reais em renúncia fiscal, liberação de emendas para as bases dos parlamentares e muitos outros benefícios da turma que fica na "boca de espera", aguardando a ameaça de uma crise aparecer para cobrar caro pelo voto e salvar a pele, não só dos que estão incriminados, mas a de todos eles que, embolados, governo, centro e oposição, direita e esquerda, buscam a tábua de salvação nas eleições de 2018 que vão ficando próximas.

Mas, livrado da ameaça de ser processado, o presidente agora cuida do ajuste fiscal para continuar no governo, sangrando, até que os eleitores saibam como utilizar o voto, a única arma da qual são detentores, para mudar o cenário na expectativa de um futuro melhor e acabar de vez, com a crise. Xô, crise... 

Aterrissou na Infraero

Quando os empresários foram informados de que a Infraero, uma caixinha de surpresas do governo, teria que "desovar" um grande número de aeroportos pelo país afora, incluindo aí o de Macaé, na esteira do "salve-se quem puder", o Partido da República (PR), que foi pego com a "boca na botija" durante o mensalão e, também, no petrolão, decidiu entrar na briga e ao ter seus 38 votos na Câmara dos Deputados pedidos para salvar o presidente, o que aconteceu quarta-feira durante a sessão mais vergonhosa transmitida ao vivo em tempo real pela televisão, a bola murchou.

É que, às vésperas da votação da segunda denúncia, o presidente desistiu da concessão de 14 aeroportos que estavam na lista e decidiu entregar a Infraero para quem? Nada mais, nada menos, do que para o presidente do Partido da República, Waldemar da Costa Neto que, embora sem mandato, sabe bem o que quer.

Como a Infraero sempre dá prejuízo, daí a razão das concessões dos aeroportos deficitários e, considerando que ela não tem grana para investir, como no caso de Macaé que depende do reforço da pista atual e, um pouco à frente a construção de uma nova pista para colocar o município na preferência do turismo de negócios, principalmente agora que a indústria de petróleo e gás volta a ganhar espaço, não custou muito ao presidente entregar uma "galinha dos ovos de ouro" para Waldemar da Costa Neto que terá pela frente uma enorme lista de cargos para nomeação e, quem sabe, outras coisas mais, porém, menos republicanas, como muitos sabem? É uma pena que ações como essas continuem ocorrendo e, não é à toa que várias instituições continuam a agir fazendo barulho para que os eleitores não reelejam nenhum deputado ou senador. Na esteira, quem sabe?, vai mais gente?... Votar no novo pelo povo é a recomendação nas redes sociais.

PONTADAS 

Exatamente no dia em que a Câmara dos Deputados rejeitava a denúncia contra o presidente Michel Temer, depois de algumas audiências no Planalto ele teve de ser levado para o Hospital do Exército em Brasília para debelar um mal súbito. Após os exames o mal diagnosticado foi... obstrução urológica. Ele passou por uma sondagem vesical de alívio, esvaziou a bexiga e, voltou ao trabalho.
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Esta semana foram publicadas várias leis aprovadas pela Câmara Municipal, acredita-se, denominando ruas, vielas e avenida no Lagomar, que eram conhecidas por números. Quem teve acesso à lista ficou imaginando que mora no Rio de Janeiro, Baixada Fluminense e em alguns países distantes. Bem, pelo menos o Correios terá como entregar correspondência. Parece que ninguém lembrou de homenagear os macaenses.
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Reina grande expectativa em torno da licitação que será realizada para escolha da empresa que será a responsável para cuidar do tratamento de esgoto na parte mais pobre da cidade, até agora sob a responsabilidade da Esane que está sendo extinta. Como se imagina, é negócio para ficar de olho vivo por causa dos valores e o tempo da concessão. Mais promessas de campanha?



Autor: Oscar Pires

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23/10/2017 às 16h12m

Não custa sonhar

Estamos a menos de um ano para as eleições de 2018. Pelo andar da carruagem, parece que os atuais deputados e senadores preferem manter o sistema corrupto funcionando e garantir o retorno de cada um para uma nova legislatura, do que fazer uma reforma política que permita o surgimento de novas lideranças.

A população não se sente representada no atual quadro. Pela internet, as redes sociais bem diversificadas, registram cada vez mais repulsa ao quadro existente hoje. A classe dominante parece não acreditar que nas eleições de outubro de 2018, será surpreendida com as mudanças que o eleitor vai pretender. O mote de não reeleger ninguém da atual legislatura, tem sido um recado muito forte. O caso mais recente, envolvendo o Senador tucano Aécio Neves que também não quer largar a presidência do PSDB, é bem um mau exemplo.

E o medo é tanto que ele pretende concorrer ano que vem não à reeleição para o Senado que exige votação majoritária, mas a deputado federal, como muitos outros parlamentares que já sentem medo do povo, com o objetivo de continuar com foro privilegiado e imunidade parlamentar. Enquanto não houver mudanças profundas na legislação eleitoral para proporcionar aos políticos jovens uma oportunidade, vamos continuar assistindo a essas cenas deprimentes.

E, para garantir o retorno deles ao parlamento, criaram um Fundo para o financiamento de Campanha na ordem de R$ 2 bilhões que, somado ao Fundo Partidário de mais de R$ 800 milhões, pode levar o povo a pagar quase R$ 3 bilhões para financiar a campanha dos grandes atores do circo brasiliense. Não custa sonhar que nas eleições de outubro, a memória dos eleitores não seja curta e que possam eles, os eleitores, serem os responsáveis pela mudança que deve começar pelo parlamento. O desafio é grande, mas...  

Expectativa

Depois da Feira Brasil Offshore realizada em junho deste ano ter injetado otimismo nos empresários ligados na indústria de petróleo e gás, o leilão realizado mês passado para a Bacia de Campos encheu de esperança as pessoas que aguardavam que se acendesse luz no fim do túnel. A luz não só foi acesa, mas também clareou o horizonte com os resultados que prometem ser melhores no próximo leilão dos campos situados em Libra, e que prometem resultados exponenciais, como estimam os especialistas, embora os resultados positivos só comecem a apresentar mudanças efetivas daqui a quatro anos, ou seja, lá para o período 2020/2021.

Em Macaé e região, já se notam movimentos de recuperação e o Caged não registra mais números pessimistas, embora o Estado do Rio seja o único que apresentou resultados negativos. Diferente dos tempos áureos em que o barril de petróleo custava US$ 120,00, hoje a própria Petrobras trabalha com números bem mais realistas, em torno de US$ 30,00 a US$ 60,00, obrigando o mercado a se adequar aos novos tempos e aos poucos escapulindo da crise.

Esta semana, por exemplo, entre os dias 24 a 26, o Riocentro sedia mais uma feira, a OTC Brasil 2017, onde também a Firjan estará com seu stand montado e por lá os empresários que em Macaé fazem parte da Comissão Municipal. A Abespetro - Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo, por exemplo, fez circular um vídeo em que informa que a região é a mais importante do mundo em águas profundas e ultra profundas. Parque industrial dinâmico e totalmente centralizado. Possui os maiores fornecedores nacionais e internacionais de bens e serviços. Vultosos investimentos realizados em toda matriz industrial. Centralização de petroleiras, fornecedoras, centros de pesquisas etc. Agora, o papel mais importante que seria a credibilidade política, não existiu, como sempre.

PONTADAS

O prefeito prometeu lá no primeiro mandato que em quatro anos o município de Macaé estaria com todo o esgotamento sanitário atingindo toda a cidade. Saiu a Odebrecht que cuida da parte mais rica deixando o pedaço ruim com a Esane, que nada fez. Entrou a BRK que continua o trabalho mas, longe de atingir a promessa. Agora, uma nova licitação entrega o outro pedaço para uma nova empresa...

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A mesma coisa aconteceu com a água. A Cedae prometeu investir R$ 105 milhões e tanto o prefeito como o superintendente afirmaram aos membros da Firjan que em quatro anos os macaenses teriam água nas suas torneiras. O tempo passou, o dinheiro acabou, a Cedae foi "vendida" para pagar dívidas do Estado e, água que é bom, nada. Como está chegando a campanha política, teremos o famoso slogan "Mais água para Macaé"...

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A ideia foi boa. A iniciativa, melhor ainda. O resultado, sustentar a economia para a era "pós-petróleo". Garantir a Macaé a certificação como Zona de Processamento de Exportação (ZPE). A iniciativa de Fredjoger Mendes, morador de Rio das Ostras e profissional da área offshore, seguindo diretriz do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, está caindo no esquecimento. Nenhuma liderança política ou empresarial está assumindo responsabilidade. É o começo do fim?

Autor: Oscar Pires

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16/10/2017 às 14h21m

Políticos em baixa?

Wesley Batista
Recente pesquisa divulgada revela que, igual ao governo, os parlamentares que vivem em Brasília - leia-se senadores e deputados federais - estão em baixa. A representação política que vem sendo alvo, principalmente, das operações que investigam vários escândalos de corrupção, perdeu na prática a confiança do povo.

Tanto que quase uma centena deles estão sendo processados e, nos últimos dias, até o senador Aécio Neves, que poderia ser o retrato da moralidade depois de conseguir quase vencer a eleição presidencial de 2014, caiu na desgraça de se ver enrolado até o pescoço com as novas delações dos empresários Joesley e Wesley Batista, que ao fazerem delação colocando o presidente Michel Temer no olho do furacão, acabaram entregando também o senador mineiro que era a esperança do PSDB.

Agora, afastado do cargo e cumprindo medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), aguarda a decisão plenária do Senado para saber como atuar para evitar que os parlamentares - senadores e deputados - sejam punidos pela Justiça, a não ser em flagrante, como estabelece a Constituição. Mas, até que a decisão do Supremo e a decisão do Senado que serão conhecidas nos próximos dias, os políticos que habitam o Congresso Nacional continuam em baixa porque esquecem do povo.

Olham para o próprio umbigo e apenas procuram com decisões casuísticas de uma reforma eleitoral (?) salvar-se tentando a reeleição em 2018, criando um fundo de R$ 2 bilhões para financiamento da campanha, dentre outras alterações para salvar a própria pele. Como se não bastasse essa enorme lista de malfeitos todos os dias divulgados pela mídia, até o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ministro Gilmar Mendes, pediu ajuda dos militares para criar uma força-tarefa, com o governo federal e o Ministério Público para conter a infiltração do crime organizado na disputa eleitoral.

O ministro quer conversar com todas as autoridades da Receita, do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), da Agência Brasileira de Inteligência e combinar ações que permitam monitorar quase on-line as doações. A justificativa é que a Justiça Eleitoral está preocupada com o domínio de traficantes e milicianos em vários territórios no Rio e com a possibilidade de facções criminosas financiarem ilicitamente candidatos, que depois facilitariam o acesso do crime aos aparelhos de Estado. Olho vivo... 

Firjan e Unidade Cabiúnas

Enquanto o barril do petróleo estava nas alturas custando cerca de US$ 120 dólares e a maioria das empresas, empresários e quem trabalha no segmento da indústria de petróleo e gás, nadavam em contratos elevados, jorrava não só muito petróleo, mas também, muito dinheiro. Só que o gasto perdulário dos royalties foi mais importante para os gestores públicos do que a criação de um fundo para garantir o futuro do estado e do município para, igual a Noruega, dar uma lição ao mundo de como fazer uma boa gestão, uma vez que o petróleo é finito.

Bastou a crise atingir o setor e o valor do barril chegar a atingir o mínimo de pouco mais de US$ 28 dólares, para todo mundo colocar o pé no freio, e buscar alternativas para driblar a crise. A Firjan que sempre desenvolveu e vem desenvolvendo através das unidades SESI-SENAI um excelente trabalho de qualificação de mão de obra, chegou a planejar a construção de mais uma unidade do Sesi, desta vez em Cabiúnas.

O empresário Aristóteles Cliton da Silva Santos, que esteve à frente e junto com a Comissão Municipal de Macaé iniciou o trabalho para Macaé contar com um treinamento de salvatagem, não cansou e não cansa de cobrar do Comitê Diretivo da Firjan, uma decisão. Em uma das reuniões, ele lembrou que o projeto de treinamento contou com o envolvimento da Comissão, para que tivesse sucesso. Relatou as ações e os desgastes junto ao Iate Clube de Macaé e o projeto não foi à frente, apesar do custo elevado para o sistema Firjan, afirmando que o mesmo está acontecendo com o Senai Cabiúnas, o que não podem permitir.

Comentou sobre a conquista do terreno, o rebaixamento da área, que a luta foi grande e considera uma frustração, motivo pelo qual fica questionando. Acho que chegou o momento de ir até ao presidente do Sistema Firjan, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, que reconhece o momento de crise, mas devem considerar a situação da Comissão. Agora que os leilões estão se realizando e a crise gradativamente vai sendo enfrentada, é hora de concluir o projeto e preparar mão de obra para aqueles que em 2018 vão retornar ao mercado de trabalho.

PONTADAS

Por que a Câmara Municipal de Macaé, que criou vários conselhos, inclusive o de participação dos royalties que nunca funcionou, não aprova um projeto obrigando a prefeitura a criar um fundo municipal de royalties aplicando pelo menos 20% do que recebe a municipalidade, proibindo o gasto deste dinheiro. Desta forma, haverá recursos para, no futuro, fazer obras de infraestrutura.

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Não está fácil para as instituições e muitos empresários, entenderem o que pretende a prefeitura, com a reforma tributária que acabou totalmente vetada depois de aprovada pela Câmara Municipal. A justificativa, foram emendas apresentadas pelos vereadores que não cabiam legalmente no projeto enviado ao Legislativo. Agora, chegando ao fim do ano, vai ficando mais difícil.

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Com mais este "feriadão", o governo decretando ponto facultativo na sexta-feira (13), a cidade ficou praticamente às moscas. Muita gente aproveitou para viajar e o lugar mais preferido como sempre, foi Armação dos Búzios, já conhecido como o Bairro Chic de Macaé, onde muitos políticos daqui, empresários e outros bem sucedidos, reúnem suas famílias e amigos.

Autor: Oscar Pires

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09/10/2017 às 16h11m

Assanhados ao limite

Não cansamos de comentar aqui neste cantinho, alguns episódios que ocorrem em Brasília, onde os pseudos "representantes do povo", senadores e deputados, grande parte deles envolvidos em falcatruas, em graus de corrupção altíssima e respondendo a processos, tratam primeiro de olhar para o próprio umbigo e tentar se colocar como reis e rainhas, para manter o status quo.

Embora o instituto DataFolha tenha divulgado números relacionados ao governo que não conta com a aprovação do povo e obtém a nota mais baixa de aprovação de todos os tempos, possivelmente não tenha feito o mesmo trabalho de ouvir a opinião pública para saber como está o Congresso, cujos parlamentares só legislam em causa própria. Foi assim ao estabelecer o foro privilegiado, a imunidade para buscar a impunidade e as "reformas eleitorais" que objetivam, apenas, atender a cada um dos que têm mandato e residem em Brasília, a ilha da fantasia.

Como se não bastasse a inclusão de muitos deles em denúncias com as colaborações premiadas feitas por empresários e até pelos próprios políticos, agora trataram de, a toque de caixa e na calada da noite, aprovar uma reforma política criando um fundo de financiamento de campanha que - pasmem - chega a R$ 2 bilhões, garfando do bolso dos cidadãos que estão desempregados e sem renda, dinheiro para gastar na campanha. Como acabou a sopa de buscar recursos nos órgãos públicos que sofreram um enorme assalto, nem o déficit de 180 bilhões os assusta. Eles querem mais dinheiro no bolso, imaginando que o eleitor tem memória curta.

Além de acabar com as coligações partidárias a partir de 2020 (poderia ser a partir de 2018), aprovar perdão de dívidas que beneficiam políticos, pessoas físicas ou jurídicas devedores de multas eleitorais, eventos para arrecadar recursos, ainda incluíram na reforma, emenda do deputado Áureo (SD-RJ) - anotem este nome para não votar - censurando até a internet, com o objetivo de "combater a guerrilha virtual e perfis fakes". Ainda bem que a ANJ, a ABERT e a ANER, estão protestando, uma vez que já existe o Marco Civil da Internet, estabelecendo que, somente mediante decisão judicial será possível a suspensão ou retirada de informações e opiniões. Quer dizer. Você aí, não vai poder fazer comentários sobre os candidatos... Olho vivo neste nome.

Buscam-se lideranças

Não são poucos os membros de muitas instituições no município que estão a "ver navios", pela impossibilidade de atuar politicamente, enquanto existir o feudo partidário, comandado apenas por uma comissão provisória que pode tudo e não decide nada democraticamente. Ouve-se pelos quatro cantos o lamento de pessoas de bem, até intencionadas a concorrer a algum cargo eletivo, que se veem obstados pelas regras do "quem manda aqui sou eu", embora o ministro Gilmar Mendes, que preside o Superior Tribunal Eleitoral, tenha divulgado resolução daquela Corte estabelecendo que, a partir do mês de março deste ano, no prazo de um ano, todos os partidos elejam os membros de seus diretórios a nível nacional, estadual e municipal.

Ele citou há pouco, o ex-deputado Waldemar da Costa Neto que, embora não sendo parlamentar, por mais de 10 anos ainda atua ditando as regras do PP - Partido Progressista, envolvido até a alma na Laja Jato e outras investigações. Com a não existência de diretórios para homologar as filiações e a falta de vontade política dos donos dos partidos para "esticar" ao máximo o prazo do TSF, vai ficando distante a mudança de nomes para liderar movimentos sociais e trabalhar em favor da população que está carente de líderes e não sabem como fazer.

Pior é que, a cada figura que começa a ganhar destaque no cenário político ou mesmo econômico, a "caneta do dono do poder" começa a funcionar e barra qualquer intenção das pessoas de bem que desejariam estar nas fileiras partidárias, dando sua participação para melhorar e dar credibilidade à classe política, tão desacreditada nos dias atuais. De qualquer forma, existem algumas pessoas com lupa na mão, tentando enxergar um caminho capaz de levá-las para a participação político partidária. Enquanto falta esta oportunidade, o município e a região vão ficando cada vez mais entregues a feudos que só pensam em muita grana para se eleger e ganhar imunidade parlamentar e, em consequência, a impunidade.

PONTADAS

Muito comentado esta semana o artigo assinado pelo editor de livros, Carlos Andreazza, sob o título Carta a Antônio Palocci, em que ele detona o ex-ministro de Lula e Dilma, e resolveu delatar tudo o que se passou nos bastidores petistas, ao saber que estaria sendo submetido a um processo de expulsão do Partido dos Trabalhadores. "Vale a pena ver de novo".

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Atenção, senhores e senhoras que costumam viver alheios aos movimentos políticos. O deputado estadual Jorge Picciani, que preside o diretório regional do PMDB, voltou à ativa e já tem planos para lançar o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, como candidato a governador. Para quem não sabe, é aquele cidadão que disse a Lula por telefone que "Maricá é uma m..."

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E já que o assunto é política, comecem a anotar na agenda os nomes dos atuais deputados federais e senadores que pretendem se reeleger, mesmo após a hecatombe da operação Lava Jato. Muitos deles, candidatos Copa do Mundo - que só vêm a Macaé de quatro em quatro anos - não têm compromisso com a cidade, levam o voto e a vantagem. Depois, esquecem...

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 Até domingo.

Autor: Oscar Pires

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