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22/08/2017 às 15h23m

O medo do povo

Com uma agenda enorme para discutir as reformas necessárias para que o país encontre o caminho certo para normalizar a vida das pessoas, os governos estadual e federal, assim como os parlamentares que "tomaram Brasília de assalto", parecem querer cuidar, como sempre dissemos aqui, apenas do próprio umbigo. Envolvidos até o pescoço em maracutaias que envergonham os eleitores, denunciados em várias investigações e protegidos pelo foro privilegiado, abusando da imunidade, os parlamentares que ocupam o Congresso Nacional - Senado e Câmara dos Deputados - pretendem, pelo visto, encontrar fórmulas mágicas para continuarem usufruindo das benesses que só crescem e aumentam as despesas, obrigando a criação de novos impostos que caem na conta de cada cidadão honesto que procura pagar em dia seus impostos.

Desde o momento em que os parlamentares sentiram a pressão da sociedade para mudanças que beneficiem a população, os deputados e senadores, a todo momento envolvidos em algum tipo de escândalo, começaram a fazer a toque de caixa, uma minirreforma política que, na verdade, piora o que existe hoje, se protegem com medidas casuísticas e cuidam para que não sejam defenestrados no dia das eleições, em 2018, quando a população busca com sede a renovação. Encontraram, para ser relator da reforma (?), o deputado Vicente Cândido (PT-SP), que parece disposto a tirar do povo o direito de escolher seus próprios representantes no Congresso, considerando que os que lá se encontram, não contam mais com a confiança dos eleitores.

Apareceu, então, o Distritão, o semi-Distritão, a invenção do Fundo de Financiamento da Democracia (???), a ser abastecido pela receita líquida corrente da União estimado em cerca de R$ 3,6 bilhões, ou seja, criando mais despesas, como se os mais de R$ 800 milhões anuais do Fundo Partidário, não fossem o suficiente para custear uma campanha, além dos direitos de propaganda eleitoral que, de gratuito, não há nada. A "caixa-preta" que existe no Congresso, deveria ser transparente e mostrar à população quanto custa cada parlamentar com os benefícios que fazem vergonha. Bem, renovar, é o objetivo da população. Tomara que o tiro saia pela culatra.

Expectativa de retomada

Embora o Estado do Rio de Janeiro venha apontando ainda números negativos e os governantes sem encontrar alternativas para a retomada do crescimento, igual a outros, o município de Macaé encontra esperança nas ações institucionais para enxergar luz no fim do túnel. Pelo menos, é desta forma que o gerente geral da Unidade Operacional da Bacia de Campos, Marcello Batalha, vem observando a retomada, aos poucos, das ações objetivas das pessoas que estão deixando de lado as incertezas e acreditando no futuro não muito distante, da credibilidade em diversos setores que colaboram para espantar, de uma vez, o fantasma da crise que, pelo que parece, afetou menos o município de Macaé que está sendo, também, o primeiro a desenvolver projetos capazes de fazer reinar o otimismo.

Os números da Petrobras, embora nem tanto gigantescos como no passado, já transmitem esperanças para os empresários que acompanham, no dia a dia, algumas atividades que podem levar ao sucesso. A construção do Terminal Portuário de São José do Barreto que depende agora, apenas, de uma canetada do prefeito sancionando a Lei do Zoneamento aprovada recentemente pela Câmara Municipal, bem como a licitação feita pela Infraero para a recuperação da pista já em fase final e que no prazo de um ano e meio poderá voltar a receber voos comerciais, estimando para até o final do ano, a inauguração do novo terminal de passageiros, sendo ampliado para 11 mil m², pode continuar dando o impulso necessário para Macaé sair na frente.

Além disso, outras obras já projetadas para os próximos anos, principalmente na área de construção civil, dão o impulso necessário para a retomada, restando apenas a duplicação dos 40 quilômetros da BR-101, no município de Macaé entre o trecho dos 40, passando pela Severina, até Rocha Leão, que depende apenas da liberação da licença ambiental já pronta, mas que não sai da gaveta. E aí perguntamos. Alguns deputados e políticos Copa do Mundo, aqueles que vêm aqui, levam o voto e só voltam daqui a quatro anos, o que fazem? Nada, absolutamente, nada. Pedir não custa nada. E, perguntar, também, não ofende...

PONTADAS

Os deputados estão tratando das eleições de 2018, alheios à crise vivida pelo país afora. Parece que não existe crise ou se existe está restrita à saúde, educação, habitação e outros segmentos. Eles, os deputados, estão criando um Fundo de R$ 3,6 bilhões para a reeleição, implantando o distritão ou outro nome. Apenas para garantir o foro privilegiado e a imunidade parlamentar.

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Grande expectativa entre as cessões pelo governo de aeroportos pelo país afora. Antes, colocado na lista dos que ganharem o Santos Dumont, o de Macaé estaria no contexto. Depois, mudanças nas regras e agora o pacote pode ser apenas para os aeroportos de Macaé e Vitória. Ou seja, se for para dar bom resultado, que venham as concessões e a nova pista de 1.500 metros.

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Pergunta que não quer calar: quem atesta as notas de serviços prestados pelo Sistema Integrado de Transportes que cuidam dos subsídios das passagens a 1 Real, e que até agora, segundo estimativas, desde o começo já "levou" mais de R$ 250 milhões da prefeitura? A Assembleia está tentando uma CPI dos transportes. Será que o município de Macaé será incluído?

Autor: Oscar Pires

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14/08/2017 às 16h21m

Petrobras, há 40 anos...

Este dia 13 de agosto é especial para uma confraternização. A data marcou oficialmente a instalação das unidades da Petrobras em Macaé, para exploração e produção de óleo e gás na plataforma continental da Bacia de Campos. Este jornal, fundado em 1976, um ano antes, registrou durante os últimos 40 anos, a história recente do município e vem servindo de base para pesquisas no mundo acadêmico. Mas, para que em 1977 a empresa iniciasse suas atividades por aqui, através de reportagens e fotos, O DEBATE guarda em seu acervo, os principais acontecimentos ocorridos, muitos deles de júbilo por ter a Petrobras batido o recorde de produção, outros de tristezas, quando acidentes ocorriam. Macaé, a partir de 1977, passou a ser o centro de atenções de todo o mundo.

E o primeiro superintendente do Distrito de Produção do Sudeste, engenheiro Alfeu de Melo Valença, como um maestro, conseguiu com esmero e maestria, conduzir o trabalho de implantar os pilares desta empresa, orgulho de todos nós, brasileiros, e em especial, macaenses. A velocidade com a transformação da cidade, antes da conquista dos royalties, começou a mudar a identidade do município que, mais tarde, acabou se transformando na Capital Nacional do Petróleo. Mas a história é longa, ainda não registrada em algum livro que possa, igual ao jornal, ter informações, muitas até privilegiadas. A ponto de, em determinado momento, devido a sede de informação, ser quase conhecido como "o jornal da Petrobras".

Enquanto dezenas de empresas de todas as partes do mundo instalavam suas bases na cidade, abrindo o mercado de trabalho e atraindo mais pessoas, os serviços eram mais exigidos, levando os prefeitos ao desafio de atender às reivindicações dos que começavam a se tornar macaenses honorários, muitos ainda radicados com suas famílias por aqui. Não foi tão fácil, como alguns possam imaginar, administrar este período. E a cidade começou a mudar de cara, tornando-se a mais importante do Estado, também em arrecadação, depois que os royalties passaram a ser pagos. Hoje, ao completar 40 anos, a Bacia de Campos continua sendo fundamental para o sucesso da empresa.

Mas, como começou?

Pergunta fácil de fazer, mas difícil de responder. Para quem nunca pesquisou e não sabe, a primeira ação da Petrobras, ocorrida a partir de 1973, foi a realização de um levantamento socioeconômico e, em 1974, ter sido anunciada a descoberta de petróleo em alto mar. Em 1975, para fins de planejamento da Secretaria da Presidência da República, o município passou a ser considerado como do Norte Fluminense deixando com a mudança geográfica de pertencer a Região dos Lagos. Os desafios eram maiores, à medida que a cidade começava a ganhar mais importância.

A antiga oficina de Imbetiba, da Rede Ferroviária Federal, onde também existia o SENAI, começou a passar por intensa e enorme transformação, com a construção do Terminal Marítimo de Macaé e a base administrativa antes admirado pelas belezas naturais do Farolito e do Morro do Engenheiro. Iniciada as atividades em 1977, para embarcar para as plataformas, todos eram obrigados a viajar até ao aeroporto de Campos. Iniciado o alfandegamento do Parque de Tubos, o Terminal de Cabiúnas (Tecab), também ampliava suas redes para levar gás e óleo para a Refinaria Duque de Caxias e agora, para o país inteiro. Foi no início da gestão de Alfeu de Melo Valença, que a Petrobras construiu em Macaé o aeroporto para ser administrado pela Infraero. Também, a construção das 2.947 casas do Conjunto Habitacional Parque Aeroporto. O crescimento célere, exigia mais.

Os estudantes do ensino médio na ocasião tinham que concluir o curso na Escola Técnica Federal de Campos, até que Alfeu Valença, já então no cargo de Presidente da Petrobras, assinou convênio com o MEC para construir a Escola Técnica Federal de Macaé (hoje IFF), em terreno de 50 mil m², doados pelo então prefeito Alcides Ramos. Antes dos royalties, foram muitas as ações da Petrobras para que o município suportasse o rápido crescimento. Macaé ganhou o status de Capital do Petróleo e o mundo passou a ter os olhos voltados para este rincão, em busca do ouro negro. São muitas as histórias e fatos que, desconhecidos da maioria da população, estão guardados e fazendo parte do acervo de O DEBATE que tem orgulho de registrar o transcurso dos 40 anos da Bacia de Campos.

PONTADAS

E já que falamos em Petrobras e enaltecemos a empresa por ter sido a responsável pelo desenvolvimento do município, pelo menos até ontem não observamos a iniciativa de qualquer instituição realizar algum tipo de evento para homenagear a Petrobras nesses 40 anos de atividades em Macaé. O DEBATE, como faz todos os anos, dá a sua contribuição.

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Os políticos que habitam Brasília correm contra o tempo tentando encontrar maneiras de perpetuar a atual casta política na "ilha da fantasia". Mas é grande a vontade de mudanças para renovar o Congresso Nacional já que os "representantes do povo" ignoraram as manifestações espontâneas que ocorreram desde 2013, mas não tiveram eco em Brasília.

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Todos os empresários e a população aguardam com ansiedade as rodadas de licitações que serão realizadas. O Secretário Geral da Abespertro, Gilson Coelho, representado na Comissão Municipal da Firjan, acredita que já em 2018, algumas empresas estarão prontas para o novo desafio. Aliás, falta a Unidade Senai Cabiúnas ser concluída para formar mais mão de obra qualificada.

Autor: Oscar Pires

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09/08/2017 às 16h06m

Mais um capítulo...

A população brasileira assistiu esta semana mais um capítulo, triste capítulo, da luta travada entre os personagens políticos de Brasília, onde tudo parece girar em torno da ilha da fantasia. Depois de uma grande queda de braço feita pelos empresários Joesley e Wesley Batista, em que a Procuradoria Geral da República apresentou denúncia contra o presidente da República Michel Temer, os deputados federais decidiram não autorizar o Supremo Tribunal Federal (STF), a investigar o presidente. Agora, apenas quando Temer deixar o governo, aí sim, será iniciado um novo processo contra ele, caso outras denúncias não atormentem sua governança.

Foi um tal de toma lá dá cá sem limites, mas ele, Temer, acabou ficando livre das amarras e acena com a aprovação das reformas, principalmente a da Previdência, para colocar a economia nos trilhos e tirar o país do buraco. Foi, não restam dúvidas, um triste espetáculo para os brasileiros que, descrentes de tudo e de todos, continuam incrédulos com os atores políticos que alcançam o maior índice de rejeição de todos os tempos, principalmente o Presidente da República, Michel Temer, que na última pesquisa chegou aos ínfimos 5% de aprovação. Enquanto isso, os estados e municípios continuam amargando crises sem fim, num efeito cascata, copiando tudo o que se passa lá em Brasília. Até quando?

"Operação abafa"

A Força Tarefa criada pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal para combater a corrupção, levando vários deputados e senadores a tomarem iniciativas para barrar a Operação Lava Jato e outras, continua estranhando as ações que objetivam diminuir o poder de cada uma delas, levando o governo a diminuir para ambas os recursos e implicando na diminuição de procuradores e delegados que fazem investigações das denúncias, cada qual mais cabeluda do que outras, levando para trás das grades importantes figuras do mundo empresarial, político e outros personagens "bem sucedidos" na vida, por causa da corrupção na Petrobras e outras empresas estatais.

Para confirmar isso, o ministro do STF Luís Roberto Barroso, afirmou em palestra no Simpósio de Direito Empresarial da Aliança de Advocacia Empresarial (Alae) que existe uma "Operação Abafa", que é uma realidade. Para o ministro, essa operação é comandada por gente poderosa com ramificações em setores importantes da sociedade. "Há os que não querem ser punidos e há um lote pior, os que não querem ficar honestos nem daqui para frente, que depois da Ação Penal 470 (mensalão) e de três anos de Operação Lava-Jato continuam com o mesmo modus operandi de achaque. Essas pessoas têm aliados importantes por toda parte, nos altos escalões da República, na imprensa e nos lugares onde a gente menos imagina", afirmou o ministro do Supremo. Por outro lado, o ministro Gilmar Mendes afirmou esperar que, agora, terminada a votação na Câmara, será possível dar maior atenção à reforma política, em discussão no Congresso, destacando que o sistema atual tem problemas. Tanto que, desde a Constituição de 1988, dos quatro presidentes eleitos, apenas dois terminaram seus mandatos.

Unidade Senai Cabiúnas

Quando se discute nas reuniões da Comissão Municipal de Macaé da Firjan a retomada das negociações no mundo do petróleo, os empresários não cansam de reivindicar, como ocorreu na última quarta-feira (3), a conclusão das obras da Unidade Senai Cabiúnas, paralisadas há algum tempo, levando o empresário Cliton Silva Santos a cobrar da instituição, providências  imediatas para oferecer oportunidade de qualificação profissional aos trabalhadores.

O representante da Abespetro, Gilson Coelho, se mostrou entusiasmado com a obra que, praticamente, está em estado avançado e se concluída, irá proporcionar aos trabalhadores residentes em Macaé a preparação de mão de obra para ser absorvida pelo mercado de petróleo possivelmente no próximo ano, após a realização dos leilões programados.

Cliton lembrou que o poder público fez a concessão da área de 5 mil metros quadrados, fez a terraplenagem do terreno, a Petrobras também concluiu sua participação e agora, restam apenas concluir a edificação do prédio, o que deve ser feito pela Firjan. Lamentou não estar encontrando eco nas suas palavras e pediu, mais uma vez, que o pleito fosse levado à direção superior para realizar a obra, afirmando que é a primeira vez que a iniciativa privada não dá importância, invertendo o que geralmente ocorre com o poder público. Evandro Cunha, coordenador da Comissão, prometeu reivindicar esta decisão da Firjan.

PONTADAS

Há muitos e muitos anos, os proprietários de veículos em Macaé sentem no bolso o alto custo do preço do combustível. Mas nenhuma iniciativa foi tomada por aqui para tentar reverter a situação. Precisou um professor universitário Décio Machado, que mora em Casimiro de Abreu, entrar com ação popular para que o juiz federal de Macaé, Ubiratan Cruz Rodrigues, suspendesse o aumento das alíquotas do Pis/Confins sobre a gasolina, o diesel e o etanol em todo o país. Caberá à ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal decidir se é ou não inconstitucional o aumento por decreto.

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Depois que a Procuradoria Geral da República estimou no orçamento do próximo ano um reajuste de 16,38% nos salários, também a Associação de Juízes reivindica o mesmo percentual para os juízes. Ao serem recebidos em audiência pela presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, não se sensibilizou com o pedido de reajuste. O percentual é o mesmo que já consta de um projeto aprovado na Câmara, mas parado no Senado, o que eleva os salários de R$ 33.763,00 para R$ 39.293. É o efeito cascata que, certamente, leva ao aumento de impostos para os contribuintes que estão com a faca no pescoço. Lá, em Brasília, só se pensa nisso. Aumentar despesa para o povo pagar.

Autor: Oscar Pires

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31/07/2017 às 17h49m

Abespetro e projeto social

A semana foi iniciada com a realização de um evento que tocou fundo no coração de todos os que tiveram a oportunidade de comparecer na solenidade realizada no auditório do Senai, onde autoridades, diretores de empresas, monitores, alunos e convidados tiveram a oportunidade de participar do "Projeto Abespetro para Formação Integrada das Pessoas com Deficiência".

No auditório superlotado, após as manifestações daqueles que, convidados para a abertura, enalteceram a iniciativa da Associação Brasileira das Empresas de Petróleo, muitos não conseguiram dominar a emoção, quando o secretário executivo da Abespetro Gilson Coelho, idealizador, agradeceu à Firjan e ao Senai, que compartilharam para o sucesso da qualificação profissional daqueles que, fora do mercado de trabalho por algum tipo de deficiência, naquele momento eram vistos de igual para igual, não só preparados profissionalmente mas, também, incluídos socialmente, após terem tido a oportunidade de durante a etapa do aprendizado, começar a sentir que estavam sim, no mundo real, onde as desigualdades devem ser esquecidas.

Os depoimentos de alguns deles, de mães felizes vendo estampado no rosto de cada formando, a transformação de uma vida recatada a outra realidade, agora vivida e sentida intensamente, era o retrato emocionante que fazia o coração de cada um bater mais forte. Dominar a emoção... como? Depois de ouvir o hino nacional e o hino de Macaé, assistir na plateia a felicidade transmitida por cada um dos formandos, agora qualificados para um outro tipo de vida, fez brotar lágrimas. Esta é a segunda etapa de um projeto que ganha dimensão e vai construindo em outros municípios, inclusive São Paulo, em que o prefeito João Dória já se manifestou em adotá-lo.

A Abespetro, como bem frisou Gilson Coelho, conseguiu com as parcerias da Firjan, Senai, Procuradoria do Trabalho, e outros, dar uma demonstração que, quando se quer, se realiza. Que o diga, ainda, Lueny Costa, que abraçou e se integrou ao sucesso do projeto.

Legado

O município de Macaé está completando 204 anos de emancipação política e administrativa. Como sempre aconteceu nas gestões anteriores, é tempo em que a cidade explodia em festa não só com o tradicional desfile cívico e sessão solene comemorativa na Câmara Municipal, mas também com a preocupação de cada prefeito que exerceu o cargo anteriormente, fazia questão de presentear a população com a inauguração em série de várias obras, não importando o tamanho delas, mas a importância de cada uma que foram deixadas como legado.

Infelizmente, há cinco anos, os macaenses que viviam felizes da vida por ver que o município ganhava importância com a aplicação dos recursos devolvidos em benefícios, não enxergaram nenhuma obra que pudesse marcar o aniversário de Macaé, desde que o ex-prefeito Riverton Mussi deixou o governo e viu alguns projetos de sua gestão concluídos, mas, de novo... nada. O que em cada canto da cidade se ouve é: o que o prefeito de uma cidade que arrecada mais de R$ 2 bilhões por ano realiza em benefício do povo? Nada? Se não realiza, também não faz a manutenção do legado deixado pelos antecessores. Ruas esburacadas, falta de esgoto tratado (a promessa era de toda a cidade estar com o beneficiamento do esgotamento sanitário concluído, mas até a Odebrecht foi vendida para a BRK e nada), prometeu que em quatro anos, todas as localidades estariam servidas com abastecimento de água com investimento de R$ 105 milhões pela Cedae, também, a construção de uma creche em cada bairro, o que não acontece.

O ginásio poliesportivo Mauricio Bittencourt, local de gloriosas atuações de vôlei, e outros esportes caindo literalmente por falta de conservação, o mesmo acontecendo agora com a praça do monumento que interliga as Linhas Verde e Azul, sem falar no ginásio do Ypiranga que poderia servir como Monumento dos Direitos Humanos porque ali estiveram presos os acusados de comunismo na era do regime militar autoritário. Falar, em qual legado mais, se sequer em 2013, quando completou 200 anos não foi edificado nenhum monumento para registrar a data? Na Praça Veríssimo de Melo, existe aquele dos 100 anos. Falar o que mais? A não ser, pedir para que a praga de Motta Coqueiro acabe, pois parece não ter terminado.

PONTADAS

Apesar da expectativa em torno das licitações programadas para retomar a exploração de petróleo, muitas empresas aguardam ansiosas o momento da realização. Porém, o que deve ser lembrado, é que desde a última rodada, as empresas vencedoras, passados cinco anos, não começaram o trabalho porque o Ibama até hoje não liberou as licenças ambientais. Será que a fila vai andar?

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As instituições consideradas importantes no meio econômico, social e político, estão unidas para buscar soluções para dotar o município de infraestrutura que possam atender ao crescimento da cidade. Além da duplicação da rodovia BR-101 - o gargalo de 46 quilômetros que passa por Macaé não tem data - a reforma da atual pista e a construção de uma nova no aeroporto, é vista como principal meta para o desenvolvimento.

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Além do aeroporto, considerado a sala de visitas do município, não só para atender a demanda das empresas de petróleo, a do turismo, também a construção do Terminal Portuário em São José do Barreto, poderia contribuir para Macaé retomar o desenvolvimento. Em torno desses empreendimentos, a oferta de empregos cresceria substancialmente. Mas, como a administração não enxerga isso, até o projeto de zoneamento "dorme" na Câmara.

Autor: Oscar Pires

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25/07/2017 às 16h02m

Quem paga a conta?

Os brasileiros e em especial os macaenses que convivem com falta ou inexperiência de gestão no poder público, vê o tempo passar e dia sim outro também, são surpreendidos com informações difíceis de serem compreendidas, quando deveriam ser buscadas e de forma rápida, soluções que pudessem resolver a grave crise em que o mundo, o Brasil e, em especial Macaé, se viram atingidos quando o valor do barril de petróleo despencou dos mais de US$ 120 dólares para pouco menos de US$ 30. Aliada a essa crise, diferente de outros países, por aqui apareceram os vários escândalos de corrupção envolvendo o governo federal, estadual, municipal, políticos, empresários, lobistas e tantos outros que listar os envolvidos não caberiam no espaço.

A solução imaginada pelos brasileiros que pagam em dia seus impostos e vivem hoje amargando o índice de mais de 14 milhões de desempregados, seria a reforma econômica, previdenciária, política, tributária e tantas outras capazes de minimizar os efeitos catastróficos que começaram a aparecer, também, quando uma simples operação em Brasília num posto onde funcionava um lava jato, acabou nominando a maior de todas as investigações vistas no Brasil com ações das forças tarefas do Ministério Público Federal e da Polícia Federal.

A Operação Lava Jato que, além de descobrir os dutos do petrolão (depois do mensalão), viu a teia se estendendo a diversas outras estatais utilizadas por empresas desonestas com pagamento de propinas e o resultado foi a cadeia e condenações jamais vistas na história deste país, em que até um ex-presidente da República acabou contaminado, investigado e condenado. Em Brasília, os políticos não sabem o que fazer mas fazem tudo para não mudar nada e tentar a reeleição para continuar com o foro privilegiado, a imunidade e impunidade, até que outras manifestações espontâneas sejam desencadeadas pelo povo cansado de tantos escândalos. A conta, que já era alta demais, continua crescendo, agora, com o aumento de impostos porque a despesa não diminui com o toma lá dá cá. A conta é alta, mas, quem paga, é o povo.

Dinheiro na mão...

No meio político, principalmente, a mudança que vem ocorrendo há alguns anos, quando os atores que desejam galgar o poder, começaram a investir nas campanhas "comprando votos e cabos eleitorais", investindo no mandato como se estivessem buscando um novo emprego - e é o que se observa em quase todos os municípios do país - começou a mudança de critérios e o que era moralidade passou a ser desconsiderado no vocabulário e nas ações que assistimos no dia a dia. Os macaenses nativos que tiveram em alguns homens públicos e notáveis, exemplos que deveriam ser seguidos, veem com tristeza a política tomar outros rumos porque, no município, em efeito cascata, acontece tudo o que se vê em Brasília e no Estado.

As mesmas regras, o mesmo modus operandi, e a falta de moralidade e austeridade nos atos praticados pelos representantes do povo que, parece, não ligam muito para o que o povo almeja. Trabalho, educação, saúde, transporte, proteção ao meio ambiente, qualidade de vida, enfim, mudanças que poderiam deixar o povo orgulhoso de viver num dos municípios mais ricos do estado ou quiçá, do Brasil.

Afinal, apenas nos últimos quatro anos a prefeitura teve arrecadação superior a R$ 2 bilhões por ano e ao receber esta semana mais R$ 35 milhões de royalties pela exploração de óleo e gás, já começa a ter superávits. Mas, difícil para muitos entender o que se passa numa administração que prometeu mudanças e não mudou nada, absolutamente, e já enfrenta várias ações com denúncias do Ministério Público, que informa receber quase rotineiramente, outras diversificadas e que podem redundar em processos de improbidade. Aliás, o que mais se observa é o prefeito "peitar" a Justiça imaginando que pode fazer o que bem entende. Só que, uma hora, a casa cai. Talvez, o deslumbramento do peso da caneta para administrar em cinco anos cerca de R$ 10 bilhões sem aparecer na fita, é sinal que não se enxerga luz no fim do túnel. Às vezes, dinheiro na mão não é tudo...

PONTADAS

A Constituição Federal e, também, a estadual, estabelece que, para o preenchimento de novas vagas criadas, deve-se realizar concurso público. Processos seletivos ou contratação temporária fogem das regras legais. Por isso a Justiça tenha impedido a contratação de mais 1.300 pessoas que, a esta altura e próximo das eleições, poderia servir de cabala de votos para quem quer ser, outra vez, deputado federal...

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Mais um ato que muitas vezes passa despercebido pela maioria da população, pode levar o Ministério Público a investigar porque a prefeitura contratou com inexigibilidade de licitação, a mesma empresa que presta serviços de coleta de lixo na cidade. Se ninguém entende, o MP pode buscar as informações e, mais uma vez, o contribuinte sairá ganhando se houver licitação.

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Pelo que se observa nos bastidores, o prefeito municipal poderá enfrentar outra ação do Ministério Público Estadual. Desta vez, com relação ao nepotismo (também cruzado), na esfera do Poder Executivo. Aliás, já são vários os casos em que o Poder Judiciário começa a colocar uma pá de cal naqueles que só beneficiam parentes. E olha que não são poucos. A conferir.

Autor: Oscar Pires

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20/07/2017 às 16h30m

Prestando conta para a História

Em tempo de crise política e de governo, principalmente, desde 2013, quando eclodiram as primeiras manifestações espontâneas em quase todos os cantos do Brasil, não houve quase nenhum cidadão de bem que, a partir de então, começasse a acompanhar com lupa e através dos meios de comunicação social confiáveis, as ações que começavam a entranhar nos poderes quando foi descoberta e desencadeada a primeira Operação Lava Jato, exatamente na "ilha da fantasia", Brasília, num posto de gasolina.

À medida que o carretel começava a ser desenrolado, na linha começaram a ser fisgados peixes graúdos como diretores de empresas estatais, empresários "bem-sucedidos", uma penca de políticos, e governantes, protegidos pelo foro privilegiado que o Supremo Tribunal Federal (STF), deverá se manifestar a fim de que este benefício não sirva como proteção para ações criminosas, como vem ocorrendo até agora. E à medida que a linha se desenrolava, as colaborações premiadas entregavam provas, a Polícia Federal investigava e prendia, a Justiça começava a ganhar mais credibilidade porque os criminosos de colarinho branco começaram a ser "hospedados" em prisões, até figuras quase mitológicas, como o ex-presidente Lula, se viu enrolado nessa teia que vai se alargando e os benefícios auferidos deixando claro que foram alvo de corrupção. Bem, até que, nesta semana, saiu a primeira condenação do ex-presidente Lula que se coloca acima da lei.

Tendo afirmado em seu discurso logo após a sentença proferida pelo Juiz Sérgio Moro, que só ele tem condições de governar para os pobres. "Senhores da casa grande, permitam que alguém da senzala faça o que vocês não têm competência para fazer. Permita que alguém cuide desse povo porque ele não está precisando ser governado pela elite, mas por alguém que conheça a alma dele e saiba o que é a fome e o desemprego e a vida dura que leva o povo pobre deste país", insinuando que as investigações contra ele e sua família teriam colaborado para a morte de sua mulher, Marisa Letícia, criticando a imprensa de disseminar o ódio. E atacou, no início do discurso, o Juiz Sergio Moro que "prestará conta para a História. Ela vai dizer quem estava errado". Se governar para os pobres tiver como objetivo enriquecer ainda mais quem detém o poder, Lula deveria olhar à sua volta e observar que a maioria dos beneficiados com a corrupção - esta, sim, prejudica os mais pobres - foram o grande número de empresários e políticos beneficiados pelos seus atos, desde o famoso escândalo do "Mensalão".

 Empregos em Macaé

Não está fácil para ninguém - os índices apontam que o número de desempregados hoje no Brasil alcança 14 milhões - que vem convivendo com a crise instalada no país desde o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, encontrar a curto prazo uma oportunidade de trabalho para que possa sobreviver com o salário que, pode não ser muito, mas certo no final do mês.

Quando o governo federal começou a adotar medidas para resolver o problema da economia, colocando uma equipe de competentes profissionais para fazer os investidores acreditar que as ações objetivam transmitir credibilidade e previsibilidade, a inflação vem chegando ao seu patamar de 4,5%, a taxa de juros diminuindo, o governo impopular de Michel Temer aprovou o teto de gastos, a reforma trabalhista, faltando ainda outras principais como a tributária, a previdenciária e, principalmente, a reforma política, esta, de fundamental importância para colocar o país nos trilhos. Embora com nível de popularidade abaixo da crítica, Temer vem se equilibrando no fio de navalha para chegar, talvez sangrando, ao término do mandato.

Enquanto tudo isso acontece em Brasília, por aqui, informações conferindo que o prefeito em exercício está em plena campanha para a eleições de 2018 a deputado federal mais uma vez (já exerceu o cargo, mas não deixou nenhum legado para a região), e contando com o firme apoio do PMDB, partido que se filiou e tomou conta, mas que os eleitores não estão lá muito satisfeitos com a sigla. E aí, acontecem as ações de marketing como a abertura de processo seletivo para 1.300 pessoas. Por que não o concurso público? Se o trem parado na linha - as duas composições do VLT que estão depreciando na antiga estação - estivesse em funcionamento, quantos empregos não estariam sendo colocados à disposição da população?

Ainda pega carona no Condomínio Bosque Azul, construído na gestão de Riverton Mussi, para sortear aos beneficiários como se fosse ele o autor da obra. Pode? Mas não seria melhor se ele, o prefeito, com orçamentos bilionários, abrisse frentes de obra para recuperar o Ginásio Poliesportivo, o Centro de Convenções, o Parque da Cidade, e planejasse outras obras não estaria proporcionando emprego? Ao paralisar o licenciamento de obras de prédios na orla, ampliou o desemprego na construção civil. Bem, não é tão difícil assim. O problema é ter capacidade de gestão. E, pelo que parece... Se eleger deputado federal para quê? Só para ganhar imunidade e foro privilegiado? Porque, o que vem por aí de processo, não está no gibi.

PONTADAS 

Enquanto o governo municipal continua de olhos fechados para o progresso, não agilizando a mudança na Lei de Zoneamento para a instalação do porto no Barreto, o que geraria centenas de empregos, outros municípios como Presidente Kennedy (ES) e Maricá, estão saindo na frente.

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Por que o cidadão vê garfado na sua conta de energia todo mês o pagamento da Taxa de Iluminação Pública e não conta com o benefício que custa aos contribuintes tão caros com um serviço à altura? Muitos locais e ruas vivem no "apagão". E quem paga é o povo que fica no escuro.

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Pelo que se ouve e pelo que se observa, existem pessoas já programando "dormir na fila" desde a véspera (17), para conseguir senha e participar do processo seletivo da prefeitura, que começa dia 18 (terça-feira). Se não forem tomados os cuidados necessários, pode virar caso de polícia já que as senhas serão limitadas.

Autor: Oscar Pires

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10/07/2017 às 18h33m

Salvando a própria pele?

A população brasileira a cada dia que passa fica mais descrente na classe política que, segundo índices de pesquisa do DataFolha, amarga uma forte queda, acompanhando a descida veloz do presidente Michel Temer que já chegou a 7%, a mais baixa em toda a história, na avaliação dos governantes até o dia de hoje. Enquanto todos assistimos no dia a dia a avalanche de operações, depoimentos, acusações, condenações e novas investigações que vão se abrindo como a formação de uma teia de aranha, existem aqueles parlamentares que, habituados às benesses dos poderes em Brasília - a ilha da fantasia - fazem tudo para colocar um fim nas operações da Lava Jato e, também, de outros poderes.

Olhando para o próprio umbigo e tentando salvar o mandato nas eleições de 2018 para voltar a Brasília ganhando imunidade e impunidade, alguns senadores antevendo a derrota numa possível reeleição, pretendem ser candidatos a deputado federal e, quem ocupa este cargo, a estadual, na tentativa de escapar do crivo do eleitor que está de olho vivo e pelas redes sociais fazem intensa campanha silenciosa para que os eleitores não reelejam os atuais parlamentares, a fim de inovar e, quem sabe, mudar a história do país?

O exemplo da eleição na França, abriu a perspectiva de acontecer também no Brasil, mas faltam líderes que incorporem a vontade popular. Enquanto isso, como está difícil aprovar o projeto de Renan Calheiros de Abuso de Autoridade, para manietar as investigações, agora os deputados e senadores apelam para alterações no Código de Processo Penal e outros diplomas que, ao receberem emendas no rito ordinário de tramitação que não exige quórum especial, podem ser aprovadas por minoria simples. O que assistimos hoje, é uma ação orquestrada dos deputados e senadores tentando salvar a própria pele, mas os eleitores estão de olho vivo.

E por aqui?

Apesar de a maioria dos parlamentares, igual em Brasília, estar sob jugo do poder Executivo, nas redes sociais é grande a cobrança das pessoas por melhores condições de vida e trabalho, desde que a mobilidade urbana funcione e o prefeito coloque os Veículos Leves sobre Trilhos para andar na linha. Continuar depreciando estacionado na antiga estação da Rede Ferroviária, quase "escondidos", as composições que custaram cerca de R$ 15 milhões, poderiam proporcionar aos macaenses não só o resgate de seu histórico ferroviário, como proporcionar outra possibilidade de locomoção, além de fomentar o turismo, como acontece em muitas cidades brasileiras em que o trem anda na linha.

Mas necessariamente precisando de maior velocidade nas decisões para tirar Macaé do buraco da falta de infraestrutura, com a construção de uma nova pista no aeroporto, e também a liberação do obstáculo para que o município conte com um porto marítimo, o que permitirá o crescimento econômico do município, parece que não existe vontade no todo poderoso prefeito que prometeu mudanças e não mudou nada, deixando muitos de seus eleitores revoltados. Até em estratégia de marketing para ser candidato a deputado federal em 2018 entregando o cargo a Vandré e ganhar a imunidade parlamentar e foro privilegiado, o executivo não tem sido bom de bola pois até o esporte ficou abandonado nos seus quase cinco anos de (des)governo, mesmo a arrecadação alcançando o patamar estimado de mais de R$ 10 bilhões, ou seja, média de arrecadação de R$ 2 bilhões por ano, tomando como base o primeiro semestre deste exercício de 2017 que já ultrapassou o total de R$ 1 bilhão. Tudo bem que subsidiar é bom negócio. Mas, a reclamação dos passageiros que diminuiu bastante e a falta de coletivos para atender a população é mais uma pedra no calcanhar. Será que tem jeito?

PONTADAS

A população recebeu com desconfiança, a informação de que a Força Tarefa da Polícia Federal, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato, começou a ser desmantelada, senão por falta de recursos, também por pressão da classe política e empresários "bem sucedidos" que estão na mira das inúmeras denúncias de colaborações premiadas. Há muito o que fazer e parece que vai parar.

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A boa notícia de que parte das obras do Complexo Petroquímico de Itaboraí poderá ser reiniciada com a ação de uma empresa chinesa, abriu perspectivas de melhores negócios para a classe trabalhadora que amarga o índice de mais de 14 milhões de desempregados desde que começou a crise do petróleo. É um alento, pelo menos, para um futuro próximo e que vai começar em 2018.

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Um pouquinho para cada um. Ostentar na biografia pessoal de que ocupou a Presidência da República, também enche o ego dos políticos. Michel Temer viajou e, como Rodrigo Maia, presidente da Câmara, também foi para a Argentina, quem ocupou a vaga, pelo menos por dois dias, foi o presidente do Senado, Eunício Oliveira. Viu como dá para combinar tudo direitinho?

Autor: Oscar Pires

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04/07/2017 às 17h20m

O que fazer?

O último dia do mês de junho que encerra o primeiro semestre, poderia ter sido de comemoração pelas boas intenções do governo, do congresso e do judiciário que, neste período, tiveram bastante trabalho para tentar colocar em ordem senão todas, pelo menos algumas situações que, em efeito cascata, atingem não só a capital do país, mas também os estados e municípios, desorganizados com ações inescrupulosas dos atores.

Com as vísceras expostas desde que foi iniciada a Operação Lava Jato, não só o poder central, assim como o legislativo e o judiciário, graças a liberdade de expressão que permitiu aos meios de comunicação divulgar quase em tempo real as nefastas ações de "organizações criminosas" criadas dentro do Estado, como denunciam os envolvidos que prestam colaboração para se beneficiarem de penas mais brandas, nem tão cedo as feridas serão cicatrizadas. A cada dia os cidadãos de bem são surpreendidos com bombásticas informações que deixam todos boquiabertos. Se em Brasília, pipocam escândalos quase diariamente, em volume menor, no estado e no município as cenas se repetem e ninguém se sente representado nos poderes constituídos.

A expectativa de uma reforma econômica em andamento e que objetiva ações que possam dar credibilidade e previsibilidade para que o país retome o crescimento, ainda dependendo da aprovação das reformas trabalhista, previdenciária e política, dentre muitas outras, ainda esbarra no Congresso na resistência daqueles que são do contra, contra tudo e contra todos, esquecendo que a população que sustenta os pilares do poder pagando altos impostos, está cansada de assistir as cenas degradantes de um circo que não consegue plateia para consagrar seus atores.

E, para fechar o primeiro semestre, o presidente da República teve reunião com um ministro do STF fora da agenda, a polícia civil prendeu 66 policiais militares no Rio de Janeiro que formavam uma quadrilha dos 172 investigados, e a Câmara dos Deputados recebia a denúncia da PGR contra o presidente Michel Temer, o que mostra um enorme fracasso de gerações, envolvidas no toma lá dá cá.  Que possamos, no segundo semestre, ter boas perspectivas para 2022 porque, 2018... já era.

Representação política

Nos bastidores do governo municipal, existem fortes rumores que vão se consolidando através de ações de marketing, de que o prefeito pretende exercer o cargo até seis meses antes das eleições gerais de 2018, para ser candidato a deputado federal e entregar a administração para o vice-prefeito Vandré Guimarães. Embora os personagens publicamente neguem a intenção, os atos e maneiras de procedimento quase não deixam dúvidas de que o projeto está em curso até por quase absoluta falta de representação política.

Quem lembra que em 2007 o prefeito atual buscou a sigla do Partido Verde para alcançar o estrelato e a promessa de mudanças cativou a população que se viu cansada de tantos desmandos, ficou frustrada com a derrota em 2008, consolidando a vitória em 2010 quando se elegeu deputado federal e, em 2012, finalmente prefeito de uma cidade que aguardava com expectativas atos e ações que pudessem tornar Macaé modelo de gestão. Mas não foi o que se observou. Até os dias de hoje - e basta andar pelas ruas e conversar com as pessoas - o ex-prefeito em três gestões e deputado federal duas vezes, Sylvio Lopes Teixeira, vem sendo reconhecido como o melhor prefeito que Macaé já teve nos últimos 30 anos.

E para atualizar a memória daqueles que acompanham não só os bastidores políticos, Macaé, igual a todos os municípios brasileiros, esbarrando com a crise mundial do petróleo, não teve liderança política e administrativa para encontrar soluções que pudessem minimizar a situação. Ou seja, uma gestão que em cinco anos teve orçamentos que vão atingir mais de R$ 10 bilhões (sim, são mais de R$ 10 bilhões), não conseguiu fazer de Macaé o orgulho dos macaenses. Bem, sair do Partido Verde e se filiar ao PMDB, sigla pela qual se reelegeu, pode ter sido uma possível aliança com o governo central de Temer, Cunha, Renan, Jucá, e tantos outros caciques, também envolvidos em escândalos da Lava Jato e similares, mas que, também, não deu resultados. A crise que atingiu o grupo de cima, atingiu também o grupo que atua por aqui. Enfim, faltam representantes políticos para preencher esta lacuna de líderes sem liderança.

PONTADAS

O Ministério Público Estadual que investiga a situação de abandono das composições do VLT que custaram ao município cerca de R$ 15 milhões, deu prazo para que o Poder Executivo encontrasse solução para o problema sob pena de multa. As duas composições servem de espelho para uma administração que, parece, não encontrou solução para o trem andar na linha.

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Um cidadão que, igual a muitos, tem muito o que reclamar, diz que está cansado de comparecer ao PROCON para registrar queixas com o mau atendimento. Mas afirma que, todas às vezes que lá comparece, não consegue ser atendido porque "o sistema está fora do ar". Ao ligar para o Procon estadual, a resposta é a mesma. Não está fácil para ninguém buscar solução por aqui.

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Bem, estamos iniciando o mês de julho e a cada dia que passa são ouvidas em conversas pelas ruas, reclamações de todos os tipos contra a administração municipal. Uma pena que os secretários adjuntos não possam falar com a imprensa para dar ao cidadão que paga seus impostos em dia, informações capazes de justificar tantas situações constrangedoras.

Autor: Oscar Pires

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28/06/2017 às 15h07m

Explosão de sucesso

A cidade de Macaé, apesar de não merecer destaque na grande mídia, assim considerados os principais veículos de comunicação social do país, andou bastante agitada nesta semana com a realização da nova edição da Feira Brasil Offshore. Com os índices da economia em plena crise, ainda começando a ser revertida, aliada a crise política aguda que não deixa o poder central nem tão pouco as poucas lideranças conseguirem concluir o processo de mudanças com as reformas econômica, trabalhista, previdenciária, política e tantas outras necessárias, este município, com a grande base de empresas responsáveis pela exploração de petróleo e gás instalada aqui, mostrou que a cidade deu sinais vitais de que sofreu sim o impacto, mas sobrevive e enxerga luz no fim do túnel.

Apesar das inúmeras dificuldades, os empresários demonstraram que participar da Feira Brasil Offshore, era o momento único de mostrar a vitrine da numerosa rede de tecnologia existente em Macaé e que está pronta para encarar os desafios turbinando seus motores para dar velocidade à recuperação econômica tão logo sejam realizadas as licitações já anunciadas, primeiramente beneficiando a Bacia de Campos, maior produtora de petróleo e gás.

A explosão de sucesso começou com a ação da Rede Alcântara, através de seu coordenador Daniel Pereira, enfrentando todos os desafios para fazer milhares de empresários e interessados em conhecer o setor, desfilar nos corredores dos estandes, ocupados não só pelas empresas, como pelas instituições que acreditaram e apoiaram o evento. No final, a rodada de negócios estimada em mais de R$ 250 milhões, coroou de êxito todo o trabalho.

O MacaéCentro, ou melhor, o Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho, um dos maiores do Estado do Rio ocupando área de 40 mil metros quadrados, brilhou com suas luzes iluminando o caminho do futuro e mostrando que o município de Macaé vai continuar sendo o palco para mostrar ao mundo que vai continuar sendo a Capital Nacional do Petróleo.

Mudanças nas regras

O mundo político que vive sobressaltado com as inúmeras crises vindas de todos os lados e que atingiu seu ápice ao colocar no olho do furacão o presidente Michel Temer, demonstra que na atual representação política instalada no Congresso, principalmente, que não existem lideranças capazes de conseguir nos dias atuais, credibilidade para tirar o país do caos em que se encontra.

Em efeito cascata, também os estados e municípios são atingidos pelo mesmo problema. Falta de credibilidade na representação política, principalmente quando se sabe que uma lista de mais de dois mil nomes de políticos ou aliados, expôs as vísceras daqueles que ocupam o poder, em qualquer escala e, como sempre, os que buscam se esconder no foro privilegiado e na imunidade parlamentar.

Os que estão na roda de cima - Senado e Câmara - não se entendem e buscam uma tábua de salvação, tentando com alterações ambíguas, salvar a própria pele. Motivo? Cansada de ver o mesmo espetáculo no circo de Brasília, a população brasileira pretende não renovar os mandatos daqueles que fazem parte da atual representação. Enquanto isso, pelo menos sete partidos fecham acordo para aprovar em regime de esforço concentrado, uma minirreforma política que prevê a criação do fundo de financiamento de campanha de R$ 3,5 bilhões, instituindo também o fim das coligações proporcionais e a chamada "cláusula de barreira", objetivando reduzir o número de partidos.

Como os dirigentes não respeitaram ainda a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cobrada pelo ministro Gilmar Mendes, para que todos elejam os diretórios partidários e não sejam mais comandados por uma Comissão Provisória, ainda tem "político" buscando em Brasília o aluguel de legendas, como "tábua de salvação", principalmente depois que o PT e o PMDB, dentre outros, se tornaram o patinho feio e reconhecem que não vai ser tão fácil uma eleição parlamentar, caso vingue a mudança e seja instituído o "distritão", elegendo os mais votados de cada partido.

Como o PMDB se encontra cheio de estrelas, ganhar as alturas não vai ser tão fácil. O que deve o eleitor fazer, agora? Continuar de olho e acompanhar o desenrolar dos acontecimentos porque, as eleições estão logo ali na esquina e 2018 promete ser o ano da revolução patriótica e democrática, apontando muitas surpresas.

PONTADAS

Na hora em que o governo atravessa uma grave crise de popularidade, a CCJ do Senado aprovou proposta de emenda constitucional que prevê o chamado "recall", ou seja, a revogação do mandato do presidente da República, pela população. Agora, por que somente o do presidente da República? Por que não incluir também no sistema os casos de governadores e prefeitos?

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A reforma trabalhista, tão ansiada pelos empresários - principalmente os pequenos que empregam no comércio o maior número de pessoas - foi derrotada na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, mas seguirá o trâmite final em plenário. O voto que derrotou o governo é de um tucano de Sergipe. Ele justificou que votou contra a reforma porque é marido de uma Procuradora do Trabalho. Fala sério...

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Sexta-feira foi dia de festa nos estandes da Feira Brasil Offshore. Muitas das mais de 500 empresas participantes aproveitaram para fazer a confraternização e outras já assinaram compromisso para participação no evento de 2019, antevendo o sucesso da atual. O otimismo tomou conta dos empresários que acreditam na recuperação do mercado de óleo e gás.

Autor: Oscar Pires

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28/06/2017 às 14h49m

Firjan e infraestrutura

A partir da próxima semana, o município de Macaé vai viver intensamente uma grande mobilização de empresários e instituições, além de órgãos públicos da esfera federal, estadual e municipal, por conta de mais uma edição da Feira Brasil Offshore.

O primeiro evento que plantou a semente foi um grande desafio enfrentado em 2001 pelo empresário Claudio Matos, então  presidente  da  Associação Comercial e Industrial de Macaé, na sede da Escola Técnica Federal. Da promessa do então prefeito Sylvio Lopes de construir uma estrutura capaz de sediar a segunda versão em 2003, garantiu aos organizadores e ao mundo das empresas ligadas à indústria de petróleo e gás, uma grande participação, momento em que o município de Macaé, então com o Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho - o MacaéCentro - concluído, ofereceu aos participantes uma estrutura de causar inveja a muitos outros municípios, espaço que sediou em seguida, outros grandes e importantes eventos a nível estadual e até nacional.

A Firjan - Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, já atuando em Macaé com o renascimento do SESI e, posteriormente, do SENAI, deu sua grande parcela de colaboração atuando através da Comissão Municipal. Propostas para dotar o município de total infraestrutura capaz de suportar a grande dimensão alcançada quando a Petrobras com todas suas unidades de produção e exploração estavam sediadas nesta cidade, foram debatidas pelos empresários e como sugestão, reivindicadas aos poderes públicos.

Dentre elas, a duplicação da BR-101, a construção de um novo aeroporto que, concluída a obra da nova estação de passageiros ainda depende da construção de uma nova pista, também continua sendo cobrado. A construção de um porto, projetado para a localidade de São José do Barreto, em área já declarada de utilidade pública pelo governo estadual, embora seja considerado de caráter urgente, parece que os atores políticos não alcançam a magnitude do empreendimento e vão sendo surpreendidos por outros projetos ao sul e ao norte, esquecendo que o município de Macaé é, e sempre foi, a bola da vez. Estradas para completar o arco viário e criação de loteamentos industriais, são importantes e continuam sendo cobrados, como a Firjan contribuiu enormemente, ao elaborar o Mapa do Desenvolvimento Regional, enviado a todas as autoridades. Aliás, qualquer uma delas que se debruçar sobre este magnifico documento, vai nadar de braçadas rumo ao futuro.

SENAI Cabiúnas

Não foi e continua não sendo tão fácil, continuar o trabalho de dotar o município de infraestrutura e nas reuniões da Comissão Municipal da Firjan, são debatidos os problemas que afligem os empresários e que muitas vezes, não são de solução tão rápida. Enquanto a crise do petróleo a nível mundial abalou a estrutura econômica e social de todos os segmentos, a Firjan começava a construir em Cabiúnas, mais uma unidade.

Numa das últimas reuniões da Comissão, o empresário Aristóteles Cliton da Silva Santos, cobrou do próprio sistema Firjan, a continuidade da obra de construção do SENAI Cabiúnas, projetado com o apoio da Petrobras objetivando a qualificação de mão de obra, como o treinamento de salvatagem. Cliton Silva Santos fez comentários sobre a conquista do terreno, o rebaixamento da área e que, apesar da luta ter sido grande, a paralisação acabou deixando os idealizadores frustrados, mas estará, a cada momento oportuno questionando a conclusão. Ele disse que reconhece o momento de crise mas destacou que a diretoria deve considerar a situação e envolvimento da Comissão de empresários, reafirmando que esse projeto não pode ser desprezado.

Ele e outros empresários demonstraram preocupação com a obra da estrada de Santa Teresa e também do distanciamento do governo municipal com a Comissão. Sobre a BR-101, destacou que o município de Macaé precisa intervir para que a Autopista Fluminense inicie o mais rápido possível a duplicação do trecho entre o trevo em Rocha Leão até o brejo da Severina, área em que ocorrem os maiores acidentes com vítimas fatais. Também o aeroporto de Macaé e a situação do terminal rodoviário foi lembrado, afirmando que a posição da Comissão precisa ser mais crítica para ser ouvida, precisa de tomar atitudes. Quem também fez comentários na ocasião foi o presidente da Acim, Emerson Esteves, ressaltando a importância das grandes empresas instaladas em Macaé e sobre a necessidade de melhoria de infraestrutura, entre eles o terminal portuário, para atrair novos investimentos e para as empresas que já estão instaladas permanecerem com suas bases no município.

PONTADAS

O representante da Feira Brasil Offshore, Daniel Pereira, não tem medido esforços para o sucesso do evento que prevê rodada de negócios atingindo o volume de R$ 250 milhões. Desde o início do mês é grande o movimento de montagem dos estandes que estarão sendo ocupados pelas mais de 500 empresas e instituições até agora confirmados. Vai ser um grande frisson.

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Na prefeitura de Maringá, a concessão de alvarás hoje leva 18 dias; antes eram meses. Isso significa antecipar receitas, agilizar negócios e menos uma coisa para infernizar a vida das pessoas. Todo o processo permite aos gestores acompanhar as etapas e com quem está. Se alguém sentar em cima, o sistema acusa o responsável e alerta seus superiores. Sonhar não custa.

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Com quase todos os partidos políticos envolvidos nos escândalos que começaram com a Operação Lava Jato e vai abrindo novos flancos com outras investigações, a população não se sente representada pelos parlamentares eleitos e que ocupam cargos atualmente. Daí a razão de haver uma grande distância do povo com os ocupantes de cargos de vereadores e prefeito.

Autor: Oscar Pires

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