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24/04/2017 às 12h22m

Tremendo nas bases

Desde antes da recomendação ao prefeito, feita e assinada por todos os membros do Ministério Público Estadual, para que o Chefe do Executivo não efetuasse a manobra política de pagar o 13º salário dos policiais militares do 32º Batalhão da Polícia Militar, ele não atendeu sequer à decisão do juízo, incluindo aí a Câmara Municipal, de abster-se de dar continuidade ao processo legislativo que buscava dar legalidade a um ato ilegal. 

Somada esta ação a outras, os olhares mais aguçados dos profissionais da Justiça, estão voltados para a administração que vem cometendo uma série de erros e arbitrariedades. Não precisamos citar, porque, diariamente, as redes sociais tratam de dar palpites, a favor ou contra, fazendo denúncias, mas são muitas as ações nefastas que agora, sob a lupa utilizada pelo Ministério Público e, levando em consideração a desobediência à Justiça, o Chefe do Poder Executivo vai caindo nas malhas que ele mesmo sempre escondeu, mas que, aos poucos, vão se tornando públicas.

Dar uma de santinho, como é habitual, tirar de perto os que são considerados algozes, ou mesmo "amigos" que são desconsiderados, não foi por falta de aviso que o tremor de Brasília com a delação da Lava Jato, acabou chegando a Macaé e fazendo as bases tremer, com uma investigação que ainda vai chegar longe. Apenas nos últimos cinco meses (ou pouco mais), foram várias as denúncias de improbidade além da delação de um gerente da Odebrecht que afirmou ter dado dinheiro ao time de cima da prefeitura.

Agora, vai caber ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal, dar continuidade ao processo. Alguns servidores privilegiados não cansam de informar que compraram celulares mais possantes para, quando a casa ruir, fazer flagrantes e disparar na internet, como ocorreu nos dias que se passaram após ter o ex-gerente regional da Odebrecht, na sua delação, ter afirmado que fez doações por conta da PPP do esgoto, fora do período das eleições. Ou seja, ficou bem claro que não foi caixa dois e, sim, propina. Ou não?

O porto, sai ou não sai?

Outra situação que está fazendo tremer as bases, é a decisão da prefeitura de impedir que a lei de zoneamento aprovada pela Câmara Municipal e que sofreu algumas emendas não vetadas, fosse promulgada pelo presidente ou pelo vice-presidente do Poder Legislativo. Algumas matérias foram "plantadas" na mídia dando a impressão de que haveria interesses escusos para que a lei fosse sancionada. 

Nos bastidores, troca de impropérios entre interessados e não interessados. Com a decisão do Poder Executivo de não andar com o processo, o tão sonhado e esperado Terminal Portuário a ser construído em São José do Barreto, que abriria empregos e o investimento previsto de R$ 1,5 bilhão poderia ser multiplicado, vai ficando mais difícil de sair do papel, levando agora o vereador Maxwell Vaz a encabeçar movimento pelo "Porto Já", mobilizando a população para um projeto que poderia dar a Macaé uma projeção maior no mundo da indústria do petróleo e gás.

Pelo que foi planejado pelos envolvidos no projeto do Porto de Macaé, caso a lei de zoneamento tivesse sido sancionada, o mês de março passado poderia ter sido o marco da implantação do canteiro de obras e, quem sabe, daqui a dois anos, estar o município alavancando o progresso. Mas, nem sempre é assim. Difícil entender os políticos que parecem colocar dificuldade em tudo. Será que, para levar vantagem? Que o Poder Legislativo não seja atingido pelos respingos do Congresso Nacional que, com grande número de parlamentares envolvidos em caso de corrupção, dificultam a aprovação das reformas tão necessárias para colocar o país em ordem.

Não dá mais para Macaé ser governada com a administração olhando pelo retrovisor. Enquanto as autoridades municipais fecham os olhos para tão importante projeto, o Porto do Açu, em São João da Barra, vai ampliando suas negociações e deixando o terminal portuário de Imbetiba às moscas, se de fato todas as operações forem transferidas para São João da Barra. A construção do Terminal Portuário de Macaé só depende de duas assinaturas. Uma, do presidente da Câmara promulgando a lei já aprovada. Outra, do prefeito municipal concedendo a licença para início das obras.

PONTADA

Rapidamente, tão logo o prefeito foi entrevistado no RJ-TV, e não respondendo com exatidão às perguntas, a gravação do vídeo ganhou a internet e pelas redes sociais muitos se manifestaram. Difícil entender como o "chefe" está perdendo o controle da azeitada máquina por falha de comunicação. Como sempre, perguntas que ficaram sem respostas e os telespectadores...
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O advogado François Pimentel, que assina coluna neste jornal nos finais de semana, abordando temas importantes, compareceu terça-feira na FM-95 para ser entrevistado pelo radialista Robson de Oliveira, campeão de audiência no horário matutino, foi sabatinado para explicar o que é improbidade. Caiu no gosto do povo e suas explicações foram bem assimiladas pelos ouvintes.
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Versões diferentes nos bastidores explicam a morte de um cidadão no Ginásio Poliesportivo Engenheiro Maurício Bittencourt, que está entregue às traças. Uma delas de que ele morreu eletrocutado porque foi furtar cabos de eletricidade. Outra, de que ele fora "contratado" para consertar o sistema de energia e... Problema maior foi ter caído uma das paredes do ginásio, quase causando vítimas.



Autor: Oscar Pires

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18/04/2017 às 16h40m

Não sobrou nada...

Aguardada com muita ansiedade pelos suspeitos de estarem listados pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, encaminhadas ao relator da Operação Lava Jato, ministro Edson Fachin, esta terça-feira passada ele colocou o país em polvorosa quando, finalmente, divulgou a lista dos envolvidos nos esquemas de propina da Odebrecht deixando todos perplexos quando os nomes vieram a público.

Pior ainda, foi a ação seguinte do ministro, de acabar com o sigilo das delações dos diretores e ex-executivos da Odebrecht o que acabou causando uma Tsunami pelo Brasil afora. As redes de televisão, emissoras de rádio e páginas digitais dos jornais, estão revelando os capítulos das mais de 900 horas de depoimentos que não deixaram pedra sobre pedra. Parece que o mundo desmoronou sob os pés dos acusados que, com a mesma cantilena de sempre, afirmam que "foram doações legais e declaradas à Justiça como estabelece a lei".

Na verdade, o caixa dois é crime. Mas o volume de informações dos delatores, não torna crível qualquer argumento dos suspeitos de afirmar que não sabem, nunca receberam ou outras afirmações que deixam os brasileiros corados de vergonha. Nunca, na história do país, que já registrou outros grandes escândalos, foi registrado algo semelhante e não vai parar por aí, a não ser que os parlamentares - senadores e deputados - continuem tentando a blindagem aprovando a toque de caixa os projetos de abuso de autoridade tendo como principal articulador o senador Renan Calheiros, e alterando a legislação eleitoral, como por exemplo, estabelecendo o voto em lista fechado - o que obriga o eleitor a votar no partido que apresentar a lista com os nomes indicados (por quem?) - tirando das pessoas o direito de escolher diretamente seus candidatos, além do financiamento público de campanha que estima em gastos de mais de R$ 5 bilhões, dinheiro que faz falta para a educação, para a saúde e infraestrutura.

Macaé na fita

Pior de tudo é que, como revelado por um executivo da Odebrecht há cerca de um ano, o município de Macaé que é internacionalmente conhecido como Capital Nacional do Petróleo por estar a Petrobras fincada aqui com todas suas unidades de exploração e produção, acabou entrando na fita. Se antes, havia dúvidas de ter o Bene listado o prefeito de Macaé nas eleições  de 2012 com a doação (?) de R$ 1 milhão, agora ficou mais do que claro que houve mesmo pagamento de propina, ao ser revelado o vídeo que faz parte da Petição 6697, de Renato Medeiros, com duração de mais de 10 minutos, em que ele ratifica a delação da Odebrecht, confirmando que em 2013 fez doação de caixa dois ao prefeito Aluízio dos Santos Júnior,  ao controlador geral da prefeitura e a um procurador.

Ora, a riqueza de detalhes com relação a PPP do Esgoto, é tão clara que não deixa margem de dúvidas e todos que assistem ao vídeo, levam um susto e ficam perplexos. Igual a todos os demais suspeitos envolvidos, o prefeito nega as acusações e afirma não saber de nada, como sempre. Como dinheiro não tem boca e não fala, todos acham difícil provar, trabalho que vem desafiando os membros da Força Tarefa da Lava Jato sob a coordenação do Procurador Deltan Delagnol e que na árdua missão de acabar, ou pelo menos estancar a rede de corrupção sistêmica que existe nos poderes em todos os níveis seja federal, estadual ou municipal.

Todos sabem por aqui que, quem é amigo do rei, tem tudo, igual acontecia com Lula, Dilma, Emilio e Marcelo Odebrecht. Quem não reza na cartilha, fica a ver navios. Enquanto isso, a cidade continua mal governada, abandonada e a população reclamando dos serviços básicos que deveriam estar disponíveis para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos. Enfim, será que ele vai continuar desafiando a Justiça?

PONTADAS

Parece que mesmo os governos municipal, estadual e federal tendo decretado ponto facultativo na quinta-feira, antecipando o "feriadão", muitos políticos não vão esquecer desta Semana Santa. Onde qualquer um estiver, com certeza vai ter sempre imagens de televisão e informações pela internet dos episódios da novela delação da Odebrecht. E não acaba domingo, no Fantástico.

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Como o projeto de governo municipal, implantado desde 2013, não deu resultados esperados, o Chefe do Poder Executivo está buscando as forças vivas do que sobrou da gestão Riverton Mussi para tentar se recuperar. Lógico que vai pagar um preço alto, além de se envolver em mais "maracutaias" que sempre condenou nas gestões anteriores. Ele acreditou em Pezão, fez campanha e...

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O Partido dos Trabalhadores e os seguidores do ex-presidente Lula, estão mobilizando seus companheiros objetivando levar 60 mil pessoas para Curitiba no dia 3 de maio, quando ele deverá prestar depoimento ao juiz Sérgio Moro. Podem estar preparados para o que der e vier porque, frente a frente, vai ser difícil Lula fazer discurso como fez no depoimento em Brasília.

 

Autor: Oscar Pires

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10/04/2017 às 17h28m

Desafiando a Justiça?

Nunca, na história do município de Macaé, mesmo com crises políticas mais sérias como a renúncia do então prefeito Eduardo Serrano, quando a cidade no início da década de 60 virou uma "praça de guerra", ou subsequentes, também no início da década de 70, quando o ex-prefeito Antonio Curvelo Benjamin, sofreu acusações sérias da Câmara Municipal e quase teve o mandato cassado, com base no Decreto-Lei 201, a população poderia imaginar que enfrentaria outras crises que podem eclodir mais à frente porque, afirma o ditado popular que: "cabeça de Juiz, barriga de mulher e eleições, só depois do resultado". Pois é, em tempos que todos imaginam modernismos e que a política deveria ser e é, a solução para todos os problemas, parece que o prefeito da cidade administra o município olhando pelo espelho retrovisor.

Longe, mas muito longe, da visão política e estadista vividas pelos ex-prefeitos Claudio Moacyr que se tornou um dos maiores líderes políticos do Estado do Rio, mesmo no MDB, então partido da oposição ao regime militar; Alcides Ramos, que pouco letrado e com alcunha de "Bicho Velho", registrado como sua marca por assim se dirigir a seus interlocutores, num tratamento igual para todos, que recuperou o município da caótica situação em que viveu nos anos anteriores e buscou no arquiteto Oscar Niemayer o projeto futurista da sede da prefeitura que hoje tem seu nome; e por último, Sylvio Lopes, que olhando pelo farol de milha, enxergou o futuro e fez mudanças profundas na cidade colocando-a como das mais importantes do Estado, na época do boom do petróleo, o prefeito atual que, ao lançar sua proposta de mudanças lá pelos idos 2007, quando já respondia a um processo de acusações do MPE por mal feitos no Hospital Público, perdendo por poucos votos a eleição em 2008 mas prometendo mudanças, nadou livre, de braçadas largas, porque prometeu mudar.

Sim, prometeu mudar. Prometeu mudanças. Prometeu... Bem, todo mundo sabe porque as mudanças e apostaram nele. Mas, acreditamos que ele esqueceu de uma coisa. Que não só a Justiça divina, como a Justiça dos homens, devem ser respeitadas.

Quem procura, acha.

Teve sua primeira oportunidade quando a população ainda acreditava que o Partido Verde tinha enxergado através de seus olhos (verdes ou azuis?), uma possível solução para os problemas da cidade que só aumentavam. Acabou eleito deputado federal em 2010 e só ganhou foro privilegiado e imunidade porque, na sua rápida passagem pela Câmara dos Deputados, não conseguiu holofotes, a não ser quando a imprensa, principalmente este jornal, repercutia alguns fatos, até publicando a foto dele com a ex-presidente Dilma Rousseff apeada do governo.

Buscou, no Partido dos Trabalhadores (PT), o apoio de Danilo Funk que, tempos depois, acabou se afastando e passou a fazer funcionar o "projeto de governo". Ou seja, nenhum secretário, nenhum assessor, ninguém (até hoje isso acontece), pode se manifestar ou tomar decisões. Se o fizer, acaba na guilhotina. Alguns assessores e ele, pareciam demonstrar que nunca ligaram para o Ministério Público e começou a nadar de braçadas, arranjando briga de todos os lados e "matando as esperanças do verde", aliando-se ao PMDB de Temer, Picciani, Eduardo Cunha, Renan Calheiros, Sérgio Cabral, Pezão, fazendo caminho livre também para os tribunais onde, parece, tudo se resolve com...

Só que os mal feitos vêm sendo acumulados e o prefeito não cansa de desafiar a Justiça, o que vai tornando sua caminhada política mais difícil, se ele não deixar de olhar pelo retrovisor e passar a enxergar com o farol de milha, como fez Sylvio Lopes. Fala mansa, parece não convencer muito mais. O fato de ter pago o 13º salário dos policiais estimado em R$ 3,7 milhões, contrariando a decisão da Justiça, já foi um mau sinal. Enquanto o povo se une para fazer vaquinha e comprar um remédio para o menino André que custa R$ 3 milhões nos EUA, o "poderoso chefão" sequer contribuiu de alguma forma para salvar a vida da criança, apesar de acumular o cargo de prefeito e secretário de Saúde.

Fazer o quê, senão esperar os resultados? Ele, que adora filosofar, devia pelo menos lembrar da carta dos Apóstolos de Cristãos (Corintios 6:12). "Tudo que não puder contar como fez, não faça". "Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém. Isto é, eu posso fazer qualquer coisa porque sou livre. Mas não fazer qualquer coisa que não devo fazer. O que torna imunda minha história, o que mancha minha trajetória, o que agride a minha comunidade, o que envergonha a mim mesmo, o que entristece minha mãe". E, Platão: "Você tem todo o direito de não gostar de política, mas sua vida terá influência e será governada por aqueles que gostam. Portanto, o castigo dos bons que não fazem política é serem governados pelos maus que a fazem".

PONTADAS

Este final de semana foi bastante movimentado em Macaé e na região. Por aqui, o bazar no Hotel Royal que termina neste domingo e o Food Truck na Imbetiba, fazendo a festa para quem gosta de comprar e saborear comidas diferentes. Em Quissamã, o I Beer Fest com concurso de cervejas artesanais e muitos shows.

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Depois que o novo superintendente do Aeroporto de Macaé fez uma apresentação do trabalho desenvolvido até agora e afirmando que para voos comerciais a reforma da pista custaria R$ 30 milhões, o ex-superintendente Helio Batista foi taxativo. "Não há interesse nenhum do governo investir em Macaé. O que dá lucro, é carga".

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Gilson Freitas Coelho, Secretário Executivo da Abespetro, anunciou encontro de pelo menos 15 grandes empresas de petróleo e gás, para um café da manhã com o presidente Michel Temer, no próximo dia 26 de março. Ele prometeu reivindicar mais para Macaé, aproveitando a oportunidade. Tomara que dê resultado.

Autor: Oscar Pires

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03/04/2017 às 18h39m - Atualizado 03/04/2017 às 18h39m

Estrago na política

Toda semana a população é surpreendida com as ações da Operação Lava Jato ou outras que o Ministério Público Federal e a Polícia Federal desencadeiam. Antes, restritas a um grupo de empresários, políticos e diretores de estatais, à medida que o carretel de linha vai sendo desenrolado, a agulha começa a alcançar outros personagens, chegando aos estados e, pelo que se observa, após a delação premiada dos diretores executivos da Odebrecht, podem também chegar aos municípios, considerando que muitos prefeitos foram listados como beneficiários.

Já não causa mais tanto espanto quando nas madrugadas os agentes da Polícia Federal saem à procurado de acusados de cometer atos ilícitos de corrupção e outros, após denúncias apresentadas pela Força Tarefa do Ministério Público Federal, porque todos nós sabemos e conhecemos que Brasília, a 'ilha da fantasia', continua sendo o quartel general dos poderosos, onde a classe política se alinha, buscando alternativas para aprovar projetos definindo abuso de autoridade, justamente para tentar frear as ações desenvolvidas e que atingem pelo menos mais de duas centenas de atores no Congresso Nacional, no Planalto com os ministros envolvidos, governadores e até Assembleias Legislativas.

Agora, o que causou espanto dos maiores, foi a Operação Quinto de Ouro, quando foram presos cinco conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, que ficou sem quórum para deliberar na sessão de quinta-feira (30). Obra da delação do conselheiro Jonas Lopes de Carvalho e seu filho que, denunciados e presos, acabaram fazendo delação e, abrindo o "bico", talvez não tenham dito ainda tudo o que sabem porque um personagem muito conhecido na política do Estado do Rio, ficou de fora. Enquanto encarcerados temporariamente e interrogados, quem sabe algum deles poderá revelar outros esquemas, ampliando o leque de envolvidos?

Que a operação deixou muita gente assustada e apreensiva, não tenham a menor dúvida. Até porque, como a "rede corredor dos palácios" informa, sempre há uma mala a caminho do Tribunal de Contas ou outros órgãos. E, pelo que podemos observar, a história vai longe e fazer mais vítimas.

Aposta na Feira

Quem compareceu quarta-feira ao evento da Avant Première da Feira Brasil Offshore, marcada para ser realizada entre os dias 20 e 23 de junho próximos, principalmente os empresários ligados à indústria de óleo e gás, parece ter ficado pelo menos um pouco otimista com as informações transmitidas pelos personagens que forneceram informações até então, pouco conhecidas não só dos participantes envolvidos, como da população em geral. Abrindo a solenidade, o jornalista William Wack fez considerações críticas ao sistema político, econômico e social vivido nos anos recentes pelo país, seguido do vice-presidente da Reed Exibitions Alcantara Machado, Paulo Octávio.

Também se dirigiram aos presentes o Secretário Executivo de Exploração e Produção do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás, Antonio Guimarães, José Firmo - presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviço de Petróleo (Abespetro), todos abordando o tema da crise em que vive o mundo e, em especial o Brasil, buscando alternativas para encontrar o caminho de superação. Último a falar, antes de ser iniciado os debates em torno do mundo do petróleo, o prefeito municipal, Dr. Aluízio citou o poeta Carlos Drumond de Andrade e afirmando que o trabalhador está pagando por decisões tomadas tempos atrás, talvez esquecendo que em 2010 ele foi eleito deputado federal pelo PV, cargo ocupado até 2012, quando desde 2008 já se desenhava a crise mundial. "Voltar a gerar emprego é a única saída para a crise.

As decisões tomadas hoje por nós (sic) irão impactar daqui a quatro, cinco anos", ou seja, apresentar alternativas para a abertura de vagas mesmo que é bom, nada, e acabou enfrentando uma saia justa na primeira pergunta feita pelo moderador jornalista William Wack. As instituições parceiras de Macaé e região estiveram representadas e o gerente de eventos da Reed Exhibitions Alcantara Machado, Daniel Pereira, que coordena o trabalho da feira em Macaé, considerou o evento positivo, assim como as pessoas presentes.

 PONTADAS

Os políticos em Brasília denunciados pela Operação Lava Jato estão alvoraçadíssimos com a situação, desde que foi divulgada a lista dos delatores da Odebrecht. Estão, a toque de caixa, nos bastidores do Congresso, ajustando a aprovação apressada do projeto de Renan Calheiros de abuso de autoridade. Pelo que se vê, ele quer salvar a pele...
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Com a prisão do conselheiro Domingos Brazão, do Tribunal de Contas do Estado, a Câmara Municipal de Macaé parece ter ficado aliviada. Foi ele, Domingos Brazão, que determinou que todos os vereadores da legislatura 2013/2016, devolvessem parte dos subsídios recebidos a mais. Algo em torno de R$ 600 mil, apenas no ano de 2014.
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Quem pode, pode. Quem não pode, se sacode. São por demais complicadas as ações pouco republicanas tomadas pelo Chefe do Executivo que, contra a vontade da classe e sem ouvir ninguém, implantou a ciclofaixa na Rua Teixeira de Gouveia, acabando com o estacionamento. Comprou briga com os comerciantes, comerciários e o sindicato com Mariá à frente.


Autor: Oscar Pires

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27/03/2017 às 11h52m

Lenha na fogueira

Liberada pelo Procurador Geral de Justiça, Rodrigo Janot, a lista de políticos e empresários envolvidos na Operação Lava Jato, feita pelos diretores executivos da Odebrecht, o Congresso Nacional pegou fogo ao atingir grande número de deputados, senadores, ministros, governadores e outros mais. Em polvorosa, como sempre, para salvar a própria pele e minimizar as denúncias de corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e tantas outras acusações, os "representantes" do povo trataram, imediatamente, de agir nos cantos escuros dos bastidores, para fazer brotar às pressas, vários projetos que, se aprovados, poderão ser a tábua de salvação, senão de todos, pelo menos de alguns.

Por exemplo, o mais açodado deles é o Senador Renan Calheiros (PMDB), que insiste em aprovar com urgência, o projeto de Abuso de Autoridade, ou seja, aquele que pune juízes, promotores, delegados da Polícia Federal, e até membros do Poder Judiciário, entre eles, os que compõem o Supremo Tribunal Federal (STF), que têm hoje a responsabilidade de investigar todos eles, acobertados por foro privilegiado, o que vem causando muita polêmica. Como as eleições de 2018 estão próximas, como fazer para resolver os problemas deles, deputados e senadores?

Ora, a caixinha de segredo foi aberta e apresentaram como parte da reforma política o voto em lista, quando o eleitor vota apenas no partido e não escolhe o seu candidato, e o financiamento público de campanha, ou seja, nós, contribuintes, vamos pagar uma grana preta para reeleger e garantir a volta deles, o que não queremos. Ou seja, com o voto em lista, o partido indica os nomes que vão fazer parte da lista e os primeiros deles serão os de quem? Vai sobrar vaga para quem quer renovar? Mulheres? Representantes da LGBT? E dos negros ou, cidadãos de cor? Como o ministro Edson Fachin, responsável pelas investigações já mostrou que está substituindo o ministro falecido Teori Zawaski e não vai dar mole, o recente depoimento de Marcelo Odebrecht, afirmando que deu uma grana preta para o PT, Dilma, Lula e companhia, incluindo ai o pessoal do PMDB, foi colocada mais lenha na fogueira que vai arder, e muito.

Como anda por aqui?

Se lá em Brasília a situação dos políticos envolvidos na Operação Lava Jato está em estado de desespero, e no Estado, o governador Pezão vem enfrentando algumas dificuldades - aliás, tudo leva ao PMDB - em Macaé os atores políticos, passada as eleições, parece que esqueceram mesmo do povo.

Quando o cidadão observa que nas redes sociais da internet a prefeitura informa que mais de 130 mil pessoas foram vacinadas contra a febre amarela e, a partir de agora (quinta-feira), só seriam vacinadas as pessoas que comprovarem ter residência em Macaé, o que faz a Secretaria de Saúde ocupada pelo prefeito senão a discriminação? Ora, se a vacina é liberada pelo Ministério da Saúde, que repassa à Secretaria Estadual de Saúde e por sua vez esta encaminha para os municípios, por que a discriminação? Por que pessoas de outros municípios ou passantes de outras cidades estão sendo vacinadas? Bem, como o prefeito não dá a mínima para ninguém ou atende aos apelos, como no caso do medicamento do menino André que precisa de R$ 3 milhões para comprar o que pode salvar sua vida, mas prefere o Executivo utilizar quantia igual e pagar o 13º dos policiais militares mesmo contrariando a Justiça, a população se vê mesmo legada ao abandono. Sem creches, sem escolas capazes de atender as mínimas condições de professores e alunos e são tantas as reclamações que as emissoras de rádio, o tempo todo, abre o microfone para dar voz às pessoas que não sabem mais a quem apelar.

E dizer que Macaé vai, mais uma vez, arrecadar mais do que a receita estimada de quase R$ 2 bilhões para este ano. Você aí, leitor, será capaz de fazer um pequeno exercício e ver como se pode gastar por ano R$ 2 bilhões? Como os políticos hoje fazem investimento para conseguir o cargo e, depois, esquecem dos eleitores, imaginando que na próxima é só fazer outro investimento e levar mais quatro anos com as benesses do poder? Neste domingo, data para  a qual está marcada outra manifestação, poderá ser uma resposta. A conferir.

PONTADAS

Quem está habituado a andar não só pelo centro da cidade, como também em alguns bairros, está assustado com o grande número de cartazes colados em postes, sem que haja a ação dos fiscais de posturas. Aliado ao grande número de pichação, a cidade está "emporcalhada", se é que a palavra se encaixa no que as pessoas veem por todo lado.

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Termina este mês o prazo estabelecido por uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para que os partidos políticos elejam os diretórios municipais, substituindo as Comissões Provisórias que funcionam como uma ditatura, impondo os nomes de filiados para concorrer a algum cargo eletivo. O ministro Gilmar Mendes, mexeu no vespeiro.

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Continua repercutindo na internet a informação de que uma criança ao ser transportada para a escola por uma Van, ficou esquecida dentro do veículo por mais de cinco horas. O secretário de Educação Guto Garcia, promete apoio à família, afastou o veículo da frota e prometeu investigar o que aconteceu. Construir mais escolas para funcionar em tempo integral é a solução.

Autor: Oscar Pires

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20/03/2017 às 15h19m

Acabou a lista?

Esta semana foi de intensa movimentação política no Congresso Nacional e no Planalto, quando o Procurador Geral de Justiça, Rodrigo Janot, liberou, não apenas uma, mas duas listas de políticos, empresários e companhias ao Supremo Tribunal Federal, baseado nas delações dos 78 executivos da Odebrecht que vem perdendo espaço a ponto de indicar um pedido de recuperação judicial, e demissão de mais de 50 mil empregados.

Mas o risco das listas de Janot continua enorme porque abrange também governadores e prefeitos envolvidos, como ficou claro ao ser investigado o Departamento de Propinas da Odebrecht criado com o objetivo de "colaborar" com políticos, empresários e empresas estatais, transformando-se numa imensa rede que atingiu pelo menos até agora, mais oito países.

A revelação bombástica, listou nomes de figuras até então consideradas como "santas" mas que, na verdade - e agora as investigações vão comprovar - acendem uma vela para o santo e outra para o diabo e devem explicações não só à Justiça, como à população brasileira, cansada de ser explorada com o grande descaminho de recursos públicos, e que tomaram de assalto não só a Petrobras que sofreu o maior sangramento de corrupção na história do país e, quiçá, do mundo, como outras estatais.

Como a distribuição das ações é demorada, e as instâncias judiciais não têm a mesma velocidade para investigar, há o risco de alguns crimes ficarem prescritos e é exatamente o que querem e desejam os envolvidos. Haja banca de bons advogados para defender os protagonistas deste enorme mar de lama que se abateu sobre o país. Enquanto isso, senadores e deputados, apavorados, correm contra o tempo em busca de uma autoanistia, alterando a legislação eleitoral e buscando, nos bastidores escuros do Congresso Nacional, uma maneira de voltar ao poder em 2018. Como? Criando o voto em lista - o que tira o poder do eleitor de escolher seu candidato - e o financiamento público de campanha, já imaginado em torno de R$ 4 bilhões ou mais. Fazer o quê, senão esperar e voltar às ruas dia 26 de março, para protestar, mais uma vez?

E por aqui...

Justiça é coisa séria. E pelo que se observa, parece que o Poder Executivo e o Poder Legislativo vivem há muito tempo testando até onde vai a paciência ou leniência não só dos Ministérios Públicos estadual e federal, como dos próprios juízes que devem dar e dão uma verdadeira lição de austeridade e moralidade nas ações julgadas. Será o que pensam os vereadores, assessores da prefeitura, Poder Executivo e outros agregados do sistema político municipal?

Não bastasse o que vem acontecendo com os servidores públicos defendidos pelo sindicato da classe, como de grande número de pessoas que aos quatro cantos da cidade contestam as ações, algumas consideradas arbitrárias, e outras de ilegalidades, também a mídia e comentários na rede social da internet vêm há tempo ocupando espaço e denunciando que na Câmara Municipal o projeto de lei número 019/2016, que altera o zoneamento urbano do município na área destinada à implantação do Terminal Portuário de Macaé, foi aprovado e não sancionado ou vetado pelo prefeito (autor), e também não promulgado pelo presidente ou vice-presidente do Poder Legislativo, como estabelece a legislação.

Pior, denuncia a mídia ainda "que alguém levou vantagens para aprovarem emendas que o presidente diz que beneficiam empresários e ninguém diz nada". E destaca o vereador Dr. Marcio Bittencourt (PMDB): "Está pegando mal para esta Casa, e até nós, vereadores novos que nem aqui estávamos, acabamos confundidos". Ou seja, dois erros cometidos pelo Poder Executivo e pelo Poder Legislativo, criaram impasse e, por esta razão, talvez, a empresa responsável pelo projeto do Terminal Portuário que deveria no mês de março começar a instalar o canteiro de obras, ficou paralisada pelo impasse.

Ou seja, em plena crise, cria-se outra crise e quem paga é a população que está em busca de mais empregos e o governo de mais receita que este ano deve ultrapassar os R$ 2 bilhões, mais uma vez. Parece que estão repetindo por aqui, o que ocorreu no Congresso, onde deputados e senadores apresentavam emendas em Medidas Provisórias, e "ganhavam por fora". Isto não é corrupção? Bem, será que os membros do MP não leem jornal ou não acompanham as redes sociais pela internet? Vai ver Macaé pode estar à beira de um grande escândalo. A conferir.

PONTADAS

Aécio Neves (PSDB) e Renan Calheiros (PMDB), pressionaram o presidente do Senado, Eunício de Oliveira, para colocar na pauta quinta-feira, projeto de autoanistia ao crime de caixa dois. Os nomes dos três estão na lista de Janot. Mesmo sob muita pressão, Eunício resistiu e respondeu: "Esse crime contra o Senado não vou cometer porque vão invadir o plenário". Vai ver...

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Do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Britto, numa entrevista sobre anistia ao caixa dois: "A Constituição não concebeu o instituto da anistia em matéria eleitoral, para começar. Não existe a figura da autoanistia. O instituto da anistia não foi concebido com o intuito do autoperdão. O Estado não pode perdoar a sí mesmo, é inconcebível, um disparate, um contrassenso, uma teratologia".

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Como a promessa de "mais água para Macaé", bordão político durante todos os períodos eleitorais, não se concretizou mesmo nos quatro anos de gestão passados, a população continua a reclamar da Cedae a falta de água nas torneiras. Quem costuma visitar os bairros nobres da cidade, se deparam com um desfile de caminhão-pipa, abastecendo os edifícios. Na periferia, então... E foi promessa de governo.


Autor: Oscar Pires

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13/03/2017 às 12h38m - Atualizado 13/03/2017 às 14h32m

Quem vai sobrar?

Após o Carnaval, com a volta à normalidade, parece que tudo volta a funcionar, porque o ano de 2017 começou mesmo no dia 6 de março, após encerrada a semana de feriados e férias. Mas os trabalhadores de menor poder aquisitivo continuam à procura de emprego. Por serem, na sua maioria, quase sem qualificação profissional, e com o mercado ainda recessivo, torna-se difícil para muitos retomar o mercado de trabalho.

Pelas ruas, o que mais se enxerga são ofertas de "vende-se ou aluga-se". Por mais que o governo federal anuncie projetos de reformas para que volte a credibilidade e os empresários consigam ter previsibilidade para voltar a investir, na contramão da vontade de acertar está a classe política que está mirando apenas a reeleição em 2018 e muitos já estão em campanha. Agora, cada deputado ou cada senador, vai investir na reeleição para deter o poder, continuar tendo foro privilegiado e escapar das garras da Justiça que continua seu trabalho de desvendar todas as mazelas praticadas por meios corruptos que vêm sendo revelados pela Operação Lava Jato.

Com quase todos os atores políticos envolvidos nessa teia de aranha que cresce a cada dia que passa, tentando colocar um fim nas ações de investigação, vai ficar difícil sobrar alguém para contar história. Mas existem os heróis da resistência como João Vacari Neto - ex-tesoureiro do PT e já condenado em alguns processos, o ex-ministro José Dirceu que desde a condenação no caso do Mensalão não parou de usar a mesma estratégia e continua recebendo penas maiores, dentre outros que, pelo visto, estão perdendo a oportunidade de revelar os caminhos pelos quais escoaram esses volumes imensos de dinheiro usurpado da Petrobras e outras empresas estatais que passaram a ser o "penduricalho" para levar vantagem. Dizer que toda a grana foi legal porque foram declaradas à Justiça Eleitoral, é apenas uma maneira de confessar que estão fazendo da Justiça Eleitoral, o caminho da lavanderia que precisa ter um fim. Parece que o relator do caso de cassação de Dilma-Temer, está disposto a ir até o fim, doa a quem doer.

Brasília não é tão longe...

O Congresso Nacional continua sendo o campo de batalha escolhido pelos políticos para "brigar" pela imunidade mantendo o foro privilegiado. Não é à toa que, com a facilidade dos partidos de manter, mesmo contrariando a decisão do Tribunal Superior Eleitoral que estabeleceu este mês de março para que elejam os diretórios em vez de manter as comissões provisórias, quando apenas o "chefe" indica os nomes para concorrer às eleições, os "ditadores" partidários já iniciam a marcha em busca da eleição para deputado estadual, federal ou senador.

Quando ainda na era Lula e Dilma, as entidades de classe como MST, MSTU, e tantos outros do "exército de Stédile", ainda tinham benefícios - de onde saía tanto dinheiro? - para invadir Brasília, ocupar prédios públicos e exigir o que queriam, era comum qualquer movimento ganhar espaço no noticiário, enquanto a população brasileira ficava à mercê da desordem. Bem, com a mudança de governo, como diz Nelson Paes Leme, "parece que os Três Poderes dessa República em avançado estado de putrefação não compreenderam bem o recado e o significado dos grandes movimentos populares contra a corrupção e a impunidade dos políticos que vêm ocorrendo no Brasil desde o mensalão.

O povo brasileiro simplesmente não aceita mais ser conduzido por essa classe política nauseabunda que agoniza sem qualquer senso autocrítico. O parlamento brasileiro já não representa a sociedade civil há muito tempo, mas ainda insiste em sórdidas manobras e conchavos nada republicanos, visando a usufruir do simulacro de representação que ainda lhe resta. Os recentes movimentos no Executivo e no Legislativo, literalmente conluiados, a esta altura para tentar melar e desarticular a Operação Lava Jato - no momento da verdadeira devassa que as colaborações premiadas das empreiteiras lançam ambos os poderes no epicentro da mais escancarada corrupção passiva - são agressivos. Isso dá bem a medida da ousadia e do claro enfrentamento a que se dispõem os políticos aliados". Agora, é organizar uma Marcha sobre Brasília, em vez de manifestação em cada canto do país.

PONTADAS

Os dedicados funcionários do Asilo da Velhice Desamparada, que cuidavam de quase 90 idosos internados e que, por motivos de falta de grana - vive de doações e subvenções - estão há quase três meses sem receber, não sabem a quem apelar. A diretoria mudou e o prefeito não pagou os aluguéis dos imóveis ocupados e nem a subvenção. Falta de dinheiro, não é. É falta de sensibilidade, mesmo.

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A Câmara Municipal de Macaé aprovou na legislatura passada e foi sancionada uma Lei do Silêncio. Antes, já fora aprovada esta lei, na década de 70, de autoria do vereador Valdeci Brandão. Também a Lei Estadual nº 126, de 1978, proíbe carros de som pelas ruas. Mas por aqui parece que as leis não valem nada. Pelo menos pelos carros e bicicletas de som que infernizam a vida das pessoas, atrapalhando o trânsito. Cadê as autoridades?

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Enquanto a poeira vai assentando em alguns casos que caem no esquecimento, em outros, trabalhos nos bastidores prometem muito barulho e dor de cabeça para o governo municipal. Como só Deus é eterno, vão começar a "pipocar" por aí alguns casos que vão fazer corar o mais ingênuo cidadão que não acompanha a política local. Já tem vereador querendo tirar o carro fora...

Autor: Oscar Pires

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06/03/2017 às 14h54m

Começou o ano novo

O "feriadão" de final de ano e o período de Carnaval no final do mês de fevereiro, aliados às férias escolares e viagens programadas para quem pôde, deixaram quase um vazio nos dois primeiros meses do ano, considerando que também o recesso do Poder Judiciário acalmou a turma que torce para que a Operação Lava Jato não seja atropelada pelo Congresso Nacional, como já foi tentado diversas vezes.

E não foram poucas as mensagens de Feliz Ano Novo no raiar do dia 1º de março, quando o ano de 2017 "começou a andar" - e de maneira muito rápida - e pode ser ainda mais com os feriados nos meses seguintes que vão proporcionar um grande número de "pequenas férias programadas". Bem, antes mesmo de a Comissão Julgadora na Marquês de Sapucaí começar a anunciar as notas que deram o campeonato à Portela, que não sabia o que era comemorar um título há 33 anos, o empresário Marcelo Odebrecht era interrogado como investigado, em Curitiba, onde está preso, por conta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que tem como presidente o ministro Gilmar Mendes.

Mas foi o relator do processo que investiga abuso de poder econômico denunciado pelo PSDB contra a chapa Dilma-Temer, Herman Benjamin, que conseguiu arrancar de Marcelo Odebrecht a revelação bombástica de que fez a doação de R$ 150 milhões - isto mesmo - R$ 150 milhões para os partidos e candidatos, não explicando, porém, o que era de fato doação partidária e propina, cabendo agora à ampliação das investigações descobrir essa teia que, a cada dia, aumenta mais. Tão logo explodiu a informação, lá em Curitiba, o juiz Sérgio Moro canetava outros integrantes do PT, dentre os quais Delúbio Soares condenado antes no mensalão e vários outros personagens da vida política de Brasília, a ilha da fantasia. Que vai ter mais, não restam dúvidas. E falta, ainda, o bloco das 77 delações premiadas feitas pelos executivos da Odebrecht. Bem, quem brinca com fogo... ou melhor, quem gosta de ganhar o meu, o seu, o nosso dinheirinho, sem trabalhar, vai acabar com sequelas.

E por aqui?

Todo mundo sabe que a Justiça é lenta, mas não é cega, principalmente quando acionada pelo Ministério Público. Demora, demora, demora, demora, mas... um dia, chega lá. Pois é, não é a primeira vez - e pelo visto não será a última - que atores considerados importantes no cenário político do município continuem "testando" a força dos membros do MP. Sabe-se que já são muitos os inquéritos instaurados, e não vai demorar muito alguém na fila de espera será surpreendido com um Oficial de Justiça à sua porta ou, mesmo fugindo, sendo "caçado" por um deles.

Bem, a lei é dura, mas é lei. E tem gente por aí imaginando que pode passar por cima da lei, comportando-se como um "ditadorzinho" que não enxerga um palmo à frente do nariz e obedece, cegamente, o conselho de assessores que "teimam" em não respeitar ou não ligar nadinha para as ações do MP. Até onde vai a ousadia desses "políticos", alguns já em campanha para se eleger deputado estadual ou federal para "fugir" das garras da Justiça, alcançando a imunidade e tentando a impunidade até os crimes prescreverem? Não só Brasília, onde no Congresso Nacional os brasileiros não se sentem representados e voltam a marcar nova manifestação para o dia 26 de março, mas também a Assembleia Legislativa, ambas estão longe de atender aos anseios populares.

Um dos exemplos mais claros foi a quebradeira do Estado que, afinal, conseguiu fazer o povo enxergar que nenhum dos atores que desfilam nas bancadas partidárias tem mesmo apreço e respeito às leis. E bastou as Operações Calicute e Eficiência descobrirem as mazelas de Sérgio Cabral, seus comparsas no governo, e até o empresário "bilionário" Eike Batista, um dos mais ricos do mundo segundo a Forbes lá atrás, para o povo enxergar como os representantes políticos se empenham por dinheiro, mas em benefício próprio.

Uma reforma política urgente, fim das comissões partidárias provisórias, fim das coligações, fim da reeleição, uma urgente reforma econômica e social, dentre muitas outras, é tudo que o brasileiro gostaria mas... vamos ter que esperar pelas eleições de 2018 para mudar.  

PONTADAS

Quem foi passar o Carnaval em Armação dos Búzios, considerado por muitos o bairro chique de Macaé, encontrou a cidade superlotada de visitantes que fizeram das praias, dos hotéis e pousadas, e da Rua das Pedras, locais de encontro. E, para dizer que não se falou de flores, o Geriboi - bloco que reúne empresários, profissionais liberais e macaenses da gema - desfilou por lá, com o maior sucesso.

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Se o prefeito atual de Casimiro de Abreu, Paulo Dames, desejar mesmo fazer uma boa gestão, e marcar o governo, deveria olhar com atenção, junto de seus secretários, o problema maior que aflige toda a região e as pessoas que transitam por Barra de São João, em direção à Região dos Lagos. São milhares de pessoas, entre crianças, idosos e outros portadores de deficiência que enfrentam o congestionamento da ponte. Será que ele tem ouvidos?

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Como secretário da Casa Civil do governo Pezão, Christino Áureo deu prazo até dia 9 para que a Odebrecht encontre um substituto para administrar o Maracanã. O governo quer, também, que a empreiteira que perdeu cerca de R$ 150 milhões na brincadeira, assuma o compromisso de não acionar o estado com pedidos de indenização depois que transferir a administração do estádio.

Autor: Oscar Pires

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01/03/2017 às 15h20m

Praga de Mota Coqueiro?

Mota Coqueiro/ Internet
Em pleno Carnaval, não são todos que estão entregues ao ócio para a folia de Momo. O país em crise econômica, política e social, iniciada lá em 2013, continua fazendo estragos e são muitas as empresas, grandes e pequenas, que continuam fechando as portas, contribuindo para aumentar o número de desempregados que já ultrapassa os 13 milhões de pessoas - em sua maioria, jovens entre 18 e 29 anos.

Macaé, cidade que teve todas as oportunidades para crescer ordenadamente e poderia ser nos dias atuais modelo para outros municípios, ficou com a fama exatamente ao contrário. Ninguém quer ter Macaé como exemplo, pois os últimos gestores não souberam fazer o dever de casa, e agora a população está pagando um preço alto por falta absoluta não só de políticas públicas, mas de planejamento para continuar alguns benefícios sendo revertidos para os contribuintes que pagam bem caro os impostos e taxas. No entanto, ninguém parece ver que o dinheiro escoa pelo ralo.

Antes de 2008, empresários de olho no futuro projetaram também o município de Macaé para tal. Tivesse o porto planejado para ser construído em São José do Barreto dado resultado naquela ocasião, talvez nos dias de hoje a cidade não estaria como está, ou seja, relegada ao abandono. Pior de tudo, é que não se conhece a curto, médio ou longo prazo quais são as perspectivas para a cidade. Os exemplos de Brasília que, em efeito cascata, acabam disseminando para os municípios brasileiros, parecem ter encontrado eco no município que carece de representação.

Diariamente, através da mídia - emissoras de rádio, TV, jornais e redes sociais, embora a internet não seja um território livre como alguns possam imaginar - não são poucas as pessoas que reclamam dos serviços de saúde, educação, transporte, meio ambiente, desemprego, e por aí vai. Até a praga de Motta Coqueiro, pelo menos admitindo-se que tenha chegado ao fim nos idos de 1955, parece perdurar até hoje. Pode ser que algo mude mas, por ora, está sendo para pior. E, para consolo de muitos, nada melhor do que o Carnaval para "esfriar a cabeça".

Briga de poder?

A população vem assistindo, desde o início do ano, algumas ações consideradas por alguns até surreais praticadas pela administração de uma das cidades que mais arrecada neste país. Quando eclodiu a crise da segurança, não só no Estado do Espirito Santo, como em outros estados, alguns políticos correram para tirar uma casquinha da situação para posar de bons moços e, no fim, o que praticam na verdade, é uma grande jogada de marketing com objetivo político.

Usar o poder público para práticas como a que estamos assistindo, a ponto de o Ministério Público Estadual fazer uma recomendação oficial para evitar o erro e, ainda, mesmo após a Justiça determinar a suspensão dos atos, eles serem continuados, como se o Poder Judiciário não tivesse se manifestado, poderia ser considerado, no mínimo, abuso de poder. Pior é que o projeto de lei que a própria Câmara Municipal acabou aprovando, ignorando não só a recomendação do Ministério Público, como também do juízo, acabou sancionada pelo prefeito que, no mesmo dia da sanção, convocou uma audiência pública para o dia seguinte, com o objetivo de fazer valer a sua vontade, ou seja, de qualquer forma ele tenta burlar a Justiça para pagar os policiais militares do 32º Batalhão da Polícia Militar.

Enquanto isso, os 14 mil servidores que não receberam o abono alimentação e outros benefícios, nem o 13º salário negado a alguns com cargos comissionados, continuam com suas dívidas pendentes ampliando a crise que se alastra por todos os lados. Parafraseando o ex-presidente Lula, que vem sendo investigado na Operação Lava Jato que ainda não chegou a Macaé, nunca na história política deste município aconteceu fato como este em que os poderes, embora harmônicos, estejam em plena "guerra", como se um ditador estivesse a dar ordens autoritárias, colocando-se acima da lei. Tomara que todos se entendam para que não haja consequências piores nos próximos dias. Um ditado popular nos ensina que "ordem de juiz não se discute, cumpre-se". Mas como a meta é alcançar outra vez uma cadeira de deputado federal para ganhar a imunidade e em consequência a impunidade... 

PONTADAS 

Depois de emplacado como ministro do Supremo Tribunal Federal, o ex-ministro da Justiça Alexandre de Moraes, que enfrentou uma sabatina de 12 horas na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, já tem data marcada para tomar posse. Será no dia 22 de março, certamente com muita festa e críticas felinas dos petistas que não perdoam o presidente Temer.  

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Um gaiato, aproveitando a proximidade do Carnaval e a briga entre o prefeito e o poder judiciário, disse que o Dr. prefeito está superprotegido e com ele não acontecerá nada. Por quê? - perguntou um interlocutor. "Vejam os postes das ruas de Macaé. Difícil você não encontrar um que não esteja com o cartaz de "Adelaide Benzedeira". Vai ver, tem gente que acredita...

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Não são poucas as pessoas que continuam a fazer comparações de governos. Muitos lembram que, depois de Alcides Ramos e de Sylvio Lopes, Macaé ficou praticamente relegada, embora com arrecadação de até mais de R$ 1 bilhão por ano. Lamentam, ainda, que todo o legado deixado por Sylvio Lopes permaneça abandonado, o que é lamentável.

Autor: Oscar Pires

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24/02/2017 às 13h23m - Atualizado 24/02/2017 às 13h27m

Abuso de autoridade?

Desde o ano passado, quando os executivos da Odebrecht começaram a prestar depoimentos para a força-tarefa da Operação Lava Jato, fazendo a colaboração premiada, ou delação, para utilizar o termo mais chulo, sabe-se por alguns vazamentos que a classe política deverá sofrer a maior e mais longa investigação para apurar os fatos relacionados à corrupção, lavagem de dinheiro e ação criminosa.

Nunca antes na história deste país, como gosta de assim se referir o ex-presidente Lula, nem ele escapa da avalanche de acusações dos colaboradores (ou delatores) que, atendendo ao pedido de Emilio Odebrecht, e até ao filho Marcelo Odebrecht, decidiram contar tudo o que sabem. O poder central, com seus atores vivendo sob a expectativa de ter a cabeça colocada na guilhotina, vive em polvorosa e, a cada instante, nos bastidores, tenta de alguma maneira "melar" a Lava Jato, através de projetos que têm como objetivo punir os juízes, promotores e membros de outras instituições sérias como até a Polícia Federal, por abuso de autoridade.

O ex-presidente do Senado, Renan Calheiros, o ex-ministro e senador Romero Jucá, dentre outros, fazem de tudo por baixo dos panos para surpreender o plenário e aprovar projetos de interesses escusos, e que apenas objetivam salvá-los da operação que apura os crimes.

Tem gente que comparando a situação de Brasília com a de Macaé, onde o prefeito tenta a toque de caixa comandar todo o grupo político para satisfazer suas vontades e aprovar um projeto que o autorize pagar o 13º salário dos policiais militares do 32º Batalhão, fazendo apenas uma jogada de marketing político já que ele pretende ser candidato a deputado federal em 2018, ganhar a imunidade e se ver livre do grande número de processos em várias esferas que vem acumulando. Mesmo com a imediata ação dos promotores públicos em "recomendar" a paralisação do processo, listando uma série de razões de ilegalidade, a Câmara Municipal, convocada às pressas e com urgência, aprovou o projeto. 

De volta às ruas...

Em junho de 2013, a população ordeira e, principalmente jovem, que costuma pagar os impostos em dia e que depende dos benefícios sociais para ter garantidos o acesso à educação, saúde e transporte, ao sentir na pele que lá na ilha da fantasia - Brasília - os atores políticos costumam olhar apenas para o próprio umbigo, esquecendo do imenso Brasil à volta, decidiram espontaneamente sair às ruas com manifestações ordeiras, tendo como principal bandeira a diminuição do preço das passagens.

O recado atingiu e deixou amedrontada toda a classe política, e tentaram enganar o povo fazendo menos do que deviam. Ou seja, esqueceram rapidamente o dever de casa, o que ensejou novas manifestações, até que os black blocs, pouco conhecidos até então, começaram o vandalismo que trouxe enormes prejuízos à população. Depois, surgiram os movimentos sociais que, pelas redes, começaram a mobilizar a população se manifestando contra a corrupção, principalmente, dentre outras bandeiras.

Como houve a mudança no governo - saiu Dilma e entrou Temer - houve apenas um acerto político mas o país continua sofrendo as consequências de uma administração que não consegue enxergar luz no fim do túnel e, embora venha tentando fazer o povo acreditar, ainda está longe de conseguir atingir os objetivos porque as tão necessárias e almejadas reformas política, econômica, trabalhista e previdenciária, dentre outras, não saem da gaveta. Esta semana, o historiador Marco Antonio Villa, em artigo publicado, disse que: "O impeachment somente destampou a panela de pressão. Crise se agravará após as revelações das delações da Odebrecht.

Somos governados por uma elite perversa e hipócrita. Interesse público? Nenhum. Brasília, na sua eterna indiferença com os destinos do Brasil, a cada dia dá mostras de que a República - que nasceu da Constituição de 1988 - já deu o que tinha que dar e deu pouco para o povo, entenda-se. O risco de a crise política se transformar em crise social é grande. As finanças estaduais estão exauridas. O desemprego é alto. Os serviços públicos estão sucateados. E a falta de rápida e severa punição dos crimes de corrupção acaba desmoralizando as instituições e estimulando o desprezo pela democracia". O povo está sendo convocado outra vez para ir às ruas dia 26 de março, para nova manifestação. Você aí, vai?

PONTADAS

O Tribunal Superior Eleitoral estabeleceu prazo para que as legendas partidárias elejam seus dirigentes estaduais e municipais. A resolução do TSE, que entra em vigor no próximo mês, estabelece que todos os partidos devem eleger os membros do diretório para, democraticamente, escolher seus representantes. Será o fim das Comissões Provisórias, e não terá apenas um chefe.

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Nos corredores palacianos da cidade, a informação é de que o governo não dá bola para nenhum questionamento do Ministério Público, seja ele federal ou estadual porque... não acredita na ação dos promotores. A decisão tomada quinta-feira pelos promotores que atuam em Macaé, e nos municípios da região, deu uma prova inequívoca que não vai continuar permitindo abusos.

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Os servidores municipais que vão realizar assembleia geral, na próxima terça-feira (21), para debater a pauta de reivindicações do governo municipal, querem receber os benefícios negados pelo prefeito ano passado como gratificações e outros. A panela de pressão está esquentando e promete ferver. Enquanto isso, o chefe do Executivo não cansa de levar paulada na moleira por todos os lados.

Autor: Oscar Pires

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