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16/10/2017 às 14h21m

Políticos em baixa?

Wesley Batista
Recente pesquisa divulgada revela que, igual ao governo, os parlamentares que vivem em Brasília - leia-se senadores e deputados federais - estão em baixa. A representação política que vem sendo alvo, principalmente, das operações que investigam vários escândalos de corrupção, perdeu na prática a confiança do povo.

Tanto que quase uma centena deles estão sendo processados e, nos últimos dias, até o senador Aécio Neves, que poderia ser o retrato da moralidade depois de conseguir quase vencer a eleição presidencial de 2014, caiu na desgraça de se ver enrolado até o pescoço com as novas delações dos empresários Joesley e Wesley Batista, que ao fazerem delação colocando o presidente Michel Temer no olho do furacão, acabaram entregando também o senador mineiro que era a esperança do PSDB.

Agora, afastado do cargo e cumprindo medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), aguarda a decisão plenária do Senado para saber como atuar para evitar que os parlamentares - senadores e deputados - sejam punidos pela Justiça, a não ser em flagrante, como estabelece a Constituição. Mas, até que a decisão do Supremo e a decisão do Senado que serão conhecidas nos próximos dias, os políticos que habitam o Congresso Nacional continuam em baixa porque esquecem do povo.

Olham para o próprio umbigo e apenas procuram com decisões casuísticas de uma reforma eleitoral (?) salvar-se tentando a reeleição em 2018, criando um fundo de R$ 2 bilhões para financiamento da campanha, dentre outras alterações para salvar a própria pele. Como se não bastasse essa enorme lista de malfeitos todos os dias divulgados pela mídia, até o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ministro Gilmar Mendes, pediu ajuda dos militares para criar uma força-tarefa, com o governo federal e o Ministério Público para conter a infiltração do crime organizado na disputa eleitoral.

O ministro quer conversar com todas as autoridades da Receita, do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), da Agência Brasileira de Inteligência e combinar ações que permitam monitorar quase on-line as doações. A justificativa é que a Justiça Eleitoral está preocupada com o domínio de traficantes e milicianos em vários territórios no Rio e com a possibilidade de facções criminosas financiarem ilicitamente candidatos, que depois facilitariam o acesso do crime aos aparelhos de Estado. Olho vivo... 

Firjan e Unidade Cabiúnas

Enquanto o barril do petróleo estava nas alturas custando cerca de US$ 120 dólares e a maioria das empresas, empresários e quem trabalha no segmento da indústria de petróleo e gás, nadavam em contratos elevados, jorrava não só muito petróleo, mas também, muito dinheiro. Só que o gasto perdulário dos royalties foi mais importante para os gestores públicos do que a criação de um fundo para garantir o futuro do estado e do município para, igual a Noruega, dar uma lição ao mundo de como fazer uma boa gestão, uma vez que o petróleo é finito.

Bastou a crise atingir o setor e o valor do barril chegar a atingir o mínimo de pouco mais de US$ 28 dólares, para todo mundo colocar o pé no freio, e buscar alternativas para driblar a crise. A Firjan que sempre desenvolveu e vem desenvolvendo através das unidades SESI-SENAI um excelente trabalho de qualificação de mão de obra, chegou a planejar a construção de mais uma unidade do Sesi, desta vez em Cabiúnas.

O empresário Aristóteles Cliton da Silva Santos, que esteve à frente e junto com a Comissão Municipal de Macaé iniciou o trabalho para Macaé contar com um treinamento de salvatagem, não cansou e não cansa de cobrar do Comitê Diretivo da Firjan, uma decisão. Em uma das reuniões, ele lembrou que o projeto de treinamento contou com o envolvimento da Comissão, para que tivesse sucesso. Relatou as ações e os desgastes junto ao Iate Clube de Macaé e o projeto não foi à frente, apesar do custo elevado para o sistema Firjan, afirmando que o mesmo está acontecendo com o Senai Cabiúnas, o que não podem permitir.

Comentou sobre a conquista do terreno, o rebaixamento da área, que a luta foi grande e considera uma frustração, motivo pelo qual fica questionando. Acho que chegou o momento de ir até ao presidente do Sistema Firjan, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, que reconhece o momento de crise, mas devem considerar a situação da Comissão. Agora que os leilões estão se realizando e a crise gradativamente vai sendo enfrentada, é hora de concluir o projeto e preparar mão de obra para aqueles que em 2018 vão retornar ao mercado de trabalho.

PONTADAS

Por que a Câmara Municipal de Macaé, que criou vários conselhos, inclusive o de participação dos royalties que nunca funcionou, não aprova um projeto obrigando a prefeitura a criar um fundo municipal de royalties aplicando pelo menos 20% do que recebe a municipalidade, proibindo o gasto deste dinheiro. Desta forma, haverá recursos para, no futuro, fazer obras de infraestrutura.

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Não está fácil para as instituições e muitos empresários, entenderem o que pretende a prefeitura, com a reforma tributária que acabou totalmente vetada depois de aprovada pela Câmara Municipal. A justificativa, foram emendas apresentadas pelos vereadores que não cabiam legalmente no projeto enviado ao Legislativo. Agora, chegando ao fim do ano, vai ficando mais difícil.

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Com mais este "feriadão", o governo decretando ponto facultativo na sexta-feira (13), a cidade ficou praticamente às moscas. Muita gente aproveitou para viajar e o lugar mais preferido como sempre, foi Armação dos Búzios, já conhecido como o Bairro Chic de Macaé, onde muitos políticos daqui, empresários e outros bem sucedidos, reúnem suas famílias e amigos.

Autor: Oscar Pires

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09/10/2017 às 16h11m

Assanhados ao limite

Não cansamos de comentar aqui neste cantinho, alguns episódios que ocorrem em Brasília, onde os pseudos "representantes do povo", senadores e deputados, grande parte deles envolvidos em falcatruas, em graus de corrupção altíssima e respondendo a processos, tratam primeiro de olhar para o próprio umbigo e tentar se colocar como reis e rainhas, para manter o status quo.

Embora o instituto DataFolha tenha divulgado números relacionados ao governo que não conta com a aprovação do povo e obtém a nota mais baixa de aprovação de todos os tempos, possivelmente não tenha feito o mesmo trabalho de ouvir a opinião pública para saber como está o Congresso, cujos parlamentares só legislam em causa própria. Foi assim ao estabelecer o foro privilegiado, a imunidade para buscar a impunidade e as "reformas eleitorais" que objetivam, apenas, atender a cada um dos que têm mandato e residem em Brasília, a ilha da fantasia.

Como se não bastasse a inclusão de muitos deles em denúncias com as colaborações premiadas feitas por empresários e até pelos próprios políticos, agora trataram de, a toque de caixa e na calada da noite, aprovar uma reforma política criando um fundo de financiamento de campanha que - pasmem - chega a R$ 2 bilhões, garfando do bolso dos cidadãos que estão desempregados e sem renda, dinheiro para gastar na campanha. Como acabou a sopa de buscar recursos nos órgãos públicos que sofreram um enorme assalto, nem o déficit de 180 bilhões os assusta. Eles querem mais dinheiro no bolso, imaginando que o eleitor tem memória curta.

Além de acabar com as coligações partidárias a partir de 2020 (poderia ser a partir de 2018), aprovar perdão de dívidas que beneficiam políticos, pessoas físicas ou jurídicas devedores de multas eleitorais, eventos para arrecadar recursos, ainda incluíram na reforma, emenda do deputado Áureo (SD-RJ) - anotem este nome para não votar - censurando até a internet, com o objetivo de "combater a guerrilha virtual e perfis fakes". Ainda bem que a ANJ, a ABERT e a ANER, estão protestando, uma vez que já existe o Marco Civil da Internet, estabelecendo que, somente mediante decisão judicial será possível a suspensão ou retirada de informações e opiniões. Quer dizer. Você aí, não vai poder fazer comentários sobre os candidatos... Olho vivo neste nome.

Buscam-se lideranças

Não são poucos os membros de muitas instituições no município que estão a "ver navios", pela impossibilidade de atuar politicamente, enquanto existir o feudo partidário, comandado apenas por uma comissão provisória que pode tudo e não decide nada democraticamente. Ouve-se pelos quatro cantos o lamento de pessoas de bem, até intencionadas a concorrer a algum cargo eletivo, que se veem obstados pelas regras do "quem manda aqui sou eu", embora o ministro Gilmar Mendes, que preside o Superior Tribunal Eleitoral, tenha divulgado resolução daquela Corte estabelecendo que, a partir do mês de março deste ano, no prazo de um ano, todos os partidos elejam os membros de seus diretórios a nível nacional, estadual e municipal.

Ele citou há pouco, o ex-deputado Waldemar da Costa Neto que, embora não sendo parlamentar, por mais de 10 anos ainda atua ditando as regras do PP - Partido Progressista, envolvido até a alma na Laja Jato e outras investigações. Com a não existência de diretórios para homologar as filiações e a falta de vontade política dos donos dos partidos para "esticar" ao máximo o prazo do TSF, vai ficando distante a mudança de nomes para liderar movimentos sociais e trabalhar em favor da população que está carente de líderes e não sabem como fazer.

Pior é que, a cada figura que começa a ganhar destaque no cenário político ou mesmo econômico, a "caneta do dono do poder" começa a funcionar e barra qualquer intenção das pessoas de bem que desejariam estar nas fileiras partidárias, dando sua participação para melhorar e dar credibilidade à classe política, tão desacreditada nos dias atuais. De qualquer forma, existem algumas pessoas com lupa na mão, tentando enxergar um caminho capaz de levá-las para a participação político partidária. Enquanto falta esta oportunidade, o município e a região vão ficando cada vez mais entregues a feudos que só pensam em muita grana para se eleger e ganhar imunidade parlamentar e, em consequência, a impunidade.

PONTADAS

Muito comentado esta semana o artigo assinado pelo editor de livros, Carlos Andreazza, sob o título Carta a Antônio Palocci, em que ele detona o ex-ministro de Lula e Dilma, e resolveu delatar tudo o que se passou nos bastidores petistas, ao saber que estaria sendo submetido a um processo de expulsão do Partido dos Trabalhadores. "Vale a pena ver de novo".

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Atenção, senhores e senhoras que costumam viver alheios aos movimentos políticos. O deputado estadual Jorge Picciani, que preside o diretório regional do PMDB, voltou à ativa e já tem planos para lançar o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, como candidato a governador. Para quem não sabe, é aquele cidadão que disse a Lula por telefone que "Maricá é uma m..."

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E já que o assunto é política, comecem a anotar na agenda os nomes dos atuais deputados federais e senadores que pretendem se reeleger, mesmo após a hecatombe da operação Lava Jato. Muitos deles, candidatos Copa do Mundo - que só vêm a Macaé de quatro em quatro anos - não têm compromisso com a cidade, levam o voto e a vantagem. Depois, esquecem...

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 Até domingo.

Autor: Oscar Pires

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02/10/2017 às 12h18m - Atualizado 02/10/2017 às 12h21m

Enfim, luz no fim do túnel...

Aguardado com bastante ansiedade pelo grupo empresarial da indústria de óleo e gás, foi realizado na última quarta-feira o leilão da 14ª Rodada de Licitações na Bacia de Campos, e foi celebrada a surpreendente arrecadação histórica de R$ 3,8 bilhões, acima das previsões. A Petrobras foi a responsável pelo resultado positivo que entrou em parceria com a gigante americana ExxonMobil e a grande participação da estatal num certame depois do escândalo revelado pela Operação Lava Jato. Após conhecido o resultado, a euforia tomou conta dos empresários e instituições ligados à indústria do petróleo que, desta forma, começa a enxergar luz no fim do túnel, embora o processo seja demorado para apresentar resultados (que pode chegar a cinco anos), abre perspectivas de otimismo para o mercado.

Mas, se houve este avanço, sempre visionado pela Abespetro e pelo IADC, na Firjan, membros da Comissão Municipal de Macaé, liderados principalmente pelo empresário Cliton da Silva Santos, que nunca cansou de cobrar, vê agora mais um motivo forte para que a Unidade do Senai Cabiúnas seja concluído, oferecendo formação de mão de obra especializada. Afinal, foi uma parceria entre o poder público que doou o terreno de cinco mil metros quadrados, a Petrobras que iniciou e completou sua participação nas estruturas de treinamento e a Firjan, responsável pela construção das obras de construção civil.

Ou seja, com praticamente 70% do projeto da Unidade Senai Cabiúnas concluído, por causa da crise, houve a paralisação, razão para ser cobrada, agora, a imediata retomada da obra. Também o comércio e a rede hoteleira que vêm amargando uma crise sem igual desde o início dela, já veem com bons olhos a retomada e, quem até agora resistiu, vai continuar lutando para manter empregos e sobreviver à crise.

Água, água, água...

"Mais água para Macaé". Quem de nós, em todos os períodos de campanha eleitoral, e lá se vão quase 50 anos, não ouviu ou viu este slogan de campanha dos políticos que em cada legislatura acenavam para a população com a promessa de "mais água para Macaé". Só que, a cidade cresceu, dois distritos foram emancipados, a população passou de pouco mais de 30 mil para quase 250 mil habitantes, e até agora, a água não chegou nas torneiras, principalmente dos que residem na periferia ou em locais elevados, para onde fica mais difícil aumentar a pressão e com isso, a utilização de caminhões-pipa fazem a festa cobrando preços extorsivos para abastecer prédios e comunidades com abastecimento deficiente. Em 2013, quando a população acreditava nas promessas de campanha e de mudanças, foi anunciado que em quatro anos toda a cidade estaria com o sistema de abastecimento completado.

Numa das reuniões da Comissão Municipal da Firjan, o superintendente da CEDAE revelou e mostrou números, o projeto para Macaé com investimentos de R$ 105 milhões que resolveria de uma vez, o eterno problema. Só que a CEDAE "vendeu" a conta para a Odebrecht cobrar, que aliou o consumo de água ao de esgoto, dobrou o custo das tarifas e... como perguntar não ofende, onde apareceram as soluções? E cada vez mais a população foi ficando esquecida até que, esta semana, a Cedae emitiu uma nota pedindo aos moradores de Macaé e Rio das Ostras, principalmente, que economizassem água pois o abastecimento estaria sofrendo manobras pela dificuldade na captação no Rio Macaé. Já houve manifestação da população? Sim. Mas dos políticos? Não. São exatas de como ficará a situação. Principalmente agora que a Odebrecht passou a conta (vendeu) de seu contrato para a BRK. Onde estão as explicações, principalmente legais, para tudo isso?

PONTADAS

O prefeito de Macaé recebeu mais um presente do Ministério Público Estadual. Uma ação de improbidade administrativa pela desobediência às leis. São 50 páginas bem alicerçadas na legislação que, ao final, além da condenação, pede também a indisponibilidade de bens. Não é esta a primeira e, também, não será a última. A contratação dos 1.300 candidatos está a perigo.

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Bombástica e muito comentada não só pela mídia, mas também pela classe política, a decisão do ex-ministro Antônio Palocci de sair do PT, antes da expulsão. Os detalhes de sua carta ao partido, são peças que ficarão para a história. Diz, num trecho: "Minha geração talvez tenha errado mais do que acertado. Ela está esgotada. É nossa obrigação abrir espaço a novas lideranças, reconhecendo nossas graves falhas e enfrentando a verdade".

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Brasília continua em pé de guerra. Depois que a primeira turma do STF decidiu afastar o Senador Aécio Neves do cargo e obrigar seu recolhimento à casa durante à noite, mexeu com o vespeiro. Agora, sob a batuta do presidente Michel Temer, os senadores ensaiam uma reação para reverter o caso. Briga que vai durar e pode trazer consequências graves para o meio político.

Autor: Oscar Pires

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20/09/2017 às 15h32m

Caminhos a escolher

Desde o momento em que o PMDB, partido aliado do PT que garantiu a reeleição da ex-presidente Dilma Rousseff, decidiu escrever a "Carta para o Futuro", após terem sido deslanchadas as denúncias de corrupção e iniciada a Operação Lava Jato, parecia que, afastando Dilma do governo e tomando as rédeas do país, anunciando uma nova equipe econômica e tomando medidas que pareciam abrir caminho para a credibilidade, principalmente da classe política, o que se viu até agora foi exatamente o contrário.

Evidente que, como num jogo de futebol, cada time tem seu técnico que escala os melhores jogadores para enfrentar os adversários, mas... parece que o PMDB ao escalar sua representação para alinhar os quadros do governo, desde o início só encontrou dificuldades e uma série de denúncias de corrupção, a ponto de levar o presidente Michel Temer a ficar com um índice baixíssimo de credibilidade (5%), o que jamais aconteceu na história política do país. A cada instante em que um novo personagem é denunciado, desaba uma avalanche de acusações tão fortes deixando a população indignada, mas parecendo para as mortais famílias de políticos que todo esse derrame de dinheiro, enriquecendo figuras nababescas, fosse a coisa mais normal do mundo.

Daí, não restam dúvidas, a falta de dinheiro para a saúde, educação, transporte, habitação, saneamento, abastecimento de água, enfim, o dinheiro destinado a obras de infraestrutura escoando pelo ralo. O Ministério Público, na sua última manifestação em que denuncia mais uma vez o presidente Temer e políticos, divulga uma cronologia do crime, de que são de R$ 29 bilhões o prejuízo da Petrobras pela atuação da organização criminosa apontada por Janot, com sete denunciados, R$ 587 milhões de propina recebida e sete instituições lesadas, ações que vêm sendo realizadas desde 2001 quando Temer assumiu a presidência do PMDB. Em sua coluna, José Casado explica que: "A partir da citação de Ulysses Guimarães ("o poder não corrompe o homem, é o homem que corrompe o poder"), esse guia sobre o PMDB de Temer, às vezes, parece mesmo descrição de um mundo fantástico. Seria ótimo se fosse apenas coisa do realismo mágico. O problema é que tudo é verdade, o que informa a coletânea de provas judiciais anexadas".

Recuperar Macaé

Com a crise do petróleo que se abateu em todas as regiões, principalmente nos municípios que compõem os produtores de petróleo que "nadaram de braçadas" recebendo royalties, os estudos demonstram que nenhum deles fez o dever de casa, como deveria. O dinheiro, gasto de forma perdulária, como chegou a denunciar o então presidente da Agência Nacional de Petróleo, em 2007, quando foi anunciada a descoberta das reservas no pré-sal, parece não ter levado nenhum governante a pensar no futuro e sim, gastar mais.

Com uma produção maior e a legislação alterada, o PT pretendeu estabelecer que 25% dos novos royalties seriam aplicados em saúde e 75% em educação. Só que todos os sonhos petistas de manter toda a reserva sob domínio da Petrobras, que a esta altura já via sair pelos dutos uma enorme grana em que todos os corruptos listados na Lava Jato não paravam de irrigar, continuou e, mesmo com a crise mundial que abalou o mercado batendo às portas das empresas, não houve nenhuma reação imediata para tentar frear a escandalosa distribuição via empresários e partidos políticos.

Talvez, imaginariam que a sopa não ia acabar. Desde 2014 amargando uma crise difícil de ser superada, outros escândalos foram aparecendo. Como, por exemplo, quem imaginaria que Cabral estaria envolvido até o pescoço com a corrupção? Além do time dele, e de outros personagens, incluindo aí o Tribunal de Contas do Estado arrastando prefeitos para o limbo? Mas, o que devemos fazer com urgência, e para isso as instituições e a sociedade civil organizada deveriam se preocupar, é fazer igual a Noruega.

Desde o início, por lá, foi criado um fundo para o qual eram destinados 5%. Mas o dinheiro não poderia ser retirado por qualquer motivo e, por mais justo que fosse, apenas 4% para obras de infraestrutura. Ou seja, agora, a Noruega anuncia que tem um fundo estimado em R$ 1 trilhão de dólares, isso mesmo, sem que ninguém possa botar a mão. Por aqui, chegou a ser criado o Conselho Municipal dos Royalties. Funcionou? Alguém sabe qual o nome dos seus membros?  Se outros lugares não querem ter o exemplo de Macaé para planejar, por que não pensar, agora, em criar esse fundo para ter alguma coisinha no futuro?

PONTADAS

Em Brasília, os parlamentares continuam não se entendendo e buscam encontrar um caminho para criar o "fundão" para financiar a campanha eleitoral. Com a denúncia contra o Temer, e jorrando dinheiro para barrar a aceitação da denúncia, para que tirar mais dinheiro do estado se a maioria, senão todos vão levar uma boquinha? O prazo para a reforma eleitoral está no fim.

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Com a duração da crise do petróleo, os empresários macaenses vêm enfrentando o desafio e abrindo os olhos para o turismo, não só de negócios, como mirando nas belezas naturais para alavancar os negócios. Mesmo com o ISS elevado (5%) para a rede hoteleira, são os hotéis, principalmente, que continuam mantendo a empregabilidade e movimentando o turismo.

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A partir deste final de mês, começará a corrida para a filiação de possíveis candidatos para deputado estadual e deputado federal. Tomara que as lideranças partidárias deixem de lado as vaidades pessoais e se unam para fazer uma campanha do voto útil a fim de eleger dois deputados federais e, pelo menos, três estaduais. Macaé tem eleitores suficientes para isso. Vamos ser bairristas?

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Até domingo.

 

Autor: Oscar Pires

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11/09/2017 às 17h53m

Dia da Independência...

A semana da independência que deveria ser civicamente comemorada pelos poderes, acabou surpreendendo muita gente que, mesmo com as espetaculares informações divulgadas pela mídia, não deixou de comparecer ou assistir aos desfiles em Macaé, e ver pela televisão em Brasília, no palanque oficial o presidente Michel Temer, autoridades militares e ministros, dentre outras, garbosamente, assistir ao espetáculo cívico-militar. Até aí, tudo bem.

Não deixou de ser parte de um cerimonial histórico. Mas, o outro lado, aquele que deixou todos os cidadãos brasileiros indignados mais uma vez, foi a série de ações das autoridades, com destaque especial para a Polícia Federal que, cumprindo mandados de busca e apreensão em vários pontos do país, conseguiu apreender no apartamento de um amigo do ex-ministro Geddel Vieira Lima, preso em casa na Bahia mas sem tornozeleira eletrônica, malas e caixas de dinheiro, entre notas de R$ 100,00, R$ 50,00 e moedas estrangeiras, cerca de R$ 53 milhões. Nunca, na história deste país, houve episódio parecido que pudesse marcar como ainda são falhas as ações de controle das autoridades.

Ao mesmo tempo em que isso ocorria, o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, denunciava Lula e Dilma, como chefes de uma organização criminosa (mais uma vez) e a população tomava conhecimento das gravações feitas pelo dono da JBS, Joesley Batista, incriminando não só procuradores como, também, membros do Supremo Tribunal Federal. Entrou na lista da mídia, também, as denúncias de corrupção para escolha de países para sediar a Copa do Mundo e das Olimpíadas, não só no Brasil e Rio de Janeiro, como na Rússia e em Tóquio. Enquanto isso, no "escurinho" do Congresso Nacional, ofuscado pela avalanche de informações não muito republicanas, os deputados aprovavam em primeira discussão o fim das coligações partidárias e a cláusula de barreiras para diminuir o bolo do Fundo Partidário, mas deixando o flanco aberto para aprovar mais na frente, a toque de caixa, o Distritão e o novo Fundo de Financiamento Público das Campanhas de R$ 3,6 bilhões. Como diz o Boris Casoi, âncora da Rede TV: Isto, é uma vergonha...

Em busca de candidatos

Praticamente, faltando pouco mais de um ano para as eleições de deputados estaduais, federais, governadores e senadores, muitos partidos já estão se mobilizando em busca de nomes que possam representar o novo, objetivando mudar o quadro de representação na Assembleia Legislativa, no Senado e na Câmara dos Deputados. Desejo primeiro da população que não se vê representada no Poder Legislativo estadual ou no Congresso Nacional. O surgimento de novos partidos e a alteração de nomes de outros procurando de alguma forma distanciar-se dos escândalos que envolvem grande número de parlamentares, envolvidos na Operação Lava Jato, e se estendendo por outras investigações que vão ampliando seus tentáculos de cima para baixo, em efeito cascata.

Não fosse a burocracia e a demora na tramitação dos processos, talvez Macaé já estivesse com alguns casos sendo investigados por que não são poucas as denúncias. Mas, como "a Justiça não anda", os políticos atiram-se na aventura de buscar um mandato na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados e ganhar imunidade, foro privilegiado e, em consequência, impunidade. A não ser que haja alguma mudança, o que dificilmente acontecerá, para que a credibilidade da Justiça, dos políticos e de outros órgãos, seja outra vez a esperança do povo. Como os partidos políticos continuam apenas com "um dono só", desde o momento em que são nomeadas apenas Comissões Provisórias, situação que desde março passado deverá se adequar com a eleição dos diretórios, como estabeleceu em Resolução o Tribunal Superior Eleitoral, os "donos" não apresentam programas, ideias, debates e não promovem discussão para saber o que o povo quer. Inclusive, democraticamente, no diretório, homologar o nome de candidato que poderia representar o partido.

Mas, enquanto isso não acontece, os "antigos" candidatos, que já cansaram de fazer promessas aos eleitores e de não gozarem de prestígio que possam leva-los ao poder, continuam através das redes sociais expondo suas posições. Como a rede social é um território livre, onde muitos se manifestam, difícil entender a contextualização das propostas, se é que existe alguma. Por exemplo: Para onde caminha o município de Macaé? Depois da crise, difícil saber se não houver um amplo debate

PONTADAS

A redução dos royalties pela exploração de petróleo para incentivar as empresas a investir mais nos campos maduros da Bacia de Campos, objetivando aumentar o número de empregos, é uma campanha que agrada a todos os empresários. É igual a passagem a R$ 1. As empresas já instaladas são subsidiadas, mas a compensação vem no pagamento do Imposto Sobre Serviço. Aí...

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Querendo ou não, parece que a omissão das lideranças políticas levou a Infraero a colocar na lista de concessões, o Aeroporto de Macaé que, há algum tempo, chegou a ostentar o índice de maior movimento de pousos e decolagens. Depois que a nova Estação de Passageiros ficou pronta para ser inaugurada em novembro ou dezembro, resta apenas o reforço da pista atual para voltar a ser a sala de visitas de Macaé.

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E o Macaé Basquete, hein? Acabou não conseguindo o apoio necessário para fazer parte do NBB 10. O Leo Costa que faz um trabalho social digno de reconhecimento, demonstrou há pouco tempo que até cadeirantes de Macaé conquistaram um título inédito a nível Brasil. Como o Macaé Esporte também está na zona de rebaixamento da Série C, daqui há pouco nossa cidade não terá estrelas brilhando, tudo por falta de apoio.


Autor: Oscar Pires

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04/09/2017 às 15h21m

Recuperação à vista

Quem ousar dizer que durante a crise que abalou o mundo e, em especial o Brasil, ficou livre de qualquer problema, deve viver no mundo da fantasia, como vivem os políticos que "moram" em Brasília e vêm tentando votar no Congresso medidas casuísticas para continuar tendo foro privilegiado e consequentemente a imunidade, com alterações na legislação eleitoral que deixa a sociedade cada vez mais distante da credibilidade que deveria existir no Poder Legislativo, principalmente. ­­­Aliado a essa situação, o que piorou demais a imagem dos "chefões" não só de Brasília, mas alcançando a maioria dos estados brasileiros, foi a corrupção desenfreada que vem sendo investigada e, a cada episódio, uma surpresa.

São bilhões de dólares desviados das empresas como a Petrobras, Eletrobras, Hidrelétricas, dos cofres dos Estados e, também dos municípios, em efeito cascata, para os bolsos de alguns como se fosse tudo normal. A "negociata" desvendada a partir do "mensalão" com a cooptação de votos no parlamento durante o governo Lula, até o "petrolão", descoberto pela Operação Lava Jato.

Há quase três anos foram inúmeras as denúncias, investigações, colaboração premiada e outras ações ainda não concluídas que alcançam até o presidente da República que paga caro para se livrar das acusações. Neste período, o povo brasileiro viu o desemprego chegar a 14 milhões de pessoas e, há cerca de um ano, com o impeachment de Dilma Rousseff, uma nova equipe econômica que goza de credibilidade e demonstra previsibilidade para que a economia retorne aos trilhos com algumas reformas, também os empresários, as empresas como a Petrobras que vêm sendo sanadas, e a própria sociedade, vêm reagindo bem e acredita fortemente na recuperação.

É o que observamos, também, em Macaé, onde ao comemorar os 40 anos da Bacia de Campos a Petrobras indica previsão de ampliar os serviços com novos contratos e aumentar a produção e exploração de novos campos abrindo o horizonte para, pelo menos, mais 40 anos de atividade, ou até 2052, como afirmou o gerente geral da Bacia de Campos da Petrobras, Marcello Batalha, transmitindo otimismo a uma plateia que acredita na empresa e na recuperação do mercado.

Esconder, como?

Às vésperas do encerramento do prazo de filiação para que os partidos possam apresentar aos eleitores uma lista de nomes capazes de renovar o quadro político brasileiro, o submundo do Congresso Nacional com articulações obscuras e acordos na calada da noite para tentar "proteger" os atuais parlamentares que não pretendem "largar o osso", vem tentando e tem poucos dias para isso, alterar a legislação eleitoral. Para evitar que novas lideranças surjam, em acordos até considerados espúrios, tentam de tudo para se autoproteger, inventando o Distritão (consegue o mandato o candidato que tiver mais voto), o Distrital Misto (para o povo escolher pelo voto direto o candidato e beneficiar a lista "protegida"), a cláusula de barreiras, com o objetivo de diminuir o número de partidos que ultrapassa 35 siglas, e para indignação total do povo brasileiro, criar o Fundo Especial da Democracia, ou o fundão, para o financiamento público de campanha no valor de R$ 3,6 bilhões, como se os partidos não estivessem recebendo anualmente, mais de R$ 800 milhões do Fundo Partidário.

Pior é que, as ideias nascem no "escurinho" das reuniões dentro dos gabinetes, mas os interesses adversos acabam entrando em choque sem que haja acordo. Mesmo os parlamentares que se dizem de esquerda, às escondidas não se manifestam e "deixam a caravana passar" porque, ao final, também serão beneficiados. Com a credibilidade em baixa, e bem baixa, os políticos em Brasília só olham para o próprio umbigo, esquecendo de que o Brasil existe.

Também outras ações para "mudar", é a mudança de alguns nomes de partidos como o próprio PMDB que pretende voltar a ser MDB, uma afronta ao líder das Diretas Já, Ulysses Guimarães, que no fundo do mar de Angra, onde morreu, deve estar morto de vergonha, outro que deve ser conhecido como Avante, e por aí vai. Eles, os políticos de Brasília e também nas assembleias estaduais e câmaras municipais, só pensam mesmo... neles. Ótimo acabar com as coligações, pelo menos desta forma os eleitores saberão em quem votou e se elegeu. Esconder, para quê?

PONTADAS

Num trecho de sua coluna, Cora Rónai assim se manifestou: "Ninguém existe numa bolha. PT e PSDB eram dois partidos de boas intenções quando de sua fundação, mas hoje são, em grande parte, corresponsáveis pelo seu fracasso mútuo, e pelo fracasso geral do sistema. Erraram em todos os passos do processo, fizeram alianças espúrias e deixaram que, no fim, a política brasileira acabasse dominada, de fato, pelo PMDB e pelo baixo clero".

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O município de Macaé, através do esporte, mesmo amador, conseguiu elevar o nome da cidade ao alto do pódio em várias modalidades esportivas, o que orgulhava as pessoas. Hoje, lastimamos que empresas bem-sucedidas e até subsidiadas pelo governo, deixem de lado o apoio ao Macaé Basquete, que fica fora do NBB 10 e também pode atingir o trabalho social desenvolvido. Uma pena que ninguém do governo enxergue isso.

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O mês de setembro começou e, com ele, mais uma oportunidade de uma boa pausa para um fim de semana prolongado. Com o feriado de 7 de setembro, com certeza, todos os órgãos públicos deixarão de funcionar na sexta-feira por causa do "ponto facultativo", e a cidade deverá ficar vazia, por falta de opção. Enquanto isso, Búzios, o bairro chic de Macaé, deve bombar.

Autor: Oscar Pires

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28/08/2017 às 15h55m

Desespero final

Com a onda de investigações que vêm sendo realizadas pelas operações desencadeadas pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal a fim de apurar as denúncias contra políticos, empresários, e uma série de pessoas envolvidas em atos de corrupção que coloca hoje no Brasil a Operação Lava Jato como das mais bem-sucedidas, sendo listados pelos delatores para salvar a própria pele dezenas de políticos envolvidos em muitas falcatruas, parece que o desespero chegou ao Congresso Nacional.

Como a opinião pública vem exigindo, cada vez em maior escala, ações que punam os criminosos de colarinho branco, assim conhecidos por poderem pagar a peso de ouro bons advogados e se livrar da cadeia. Ao ver aproximar as eleições de 2018, os senadores e deputados começaram a correr contra o tempo para, casuisticamente, aprovar alterações na legislação eleitoral que permita o retorno da maioria deles.

Acostumados a viver na "ilha da fantasia" sem ligar para a sociedade que, por sua vez, pressiona cada vez mais para evitar absurdos criados na última hora para o retorno deles ao parlamento, o desespero tomou conta de representantes de todos os partidos, incluídos os de esquerda, direita e centro.

Qual a solução encontrada por eles para se manterem com foro privilegiado e imunidade? Inventaram o tal de Distritão para que o povo eleja os mais votados, sistema que os beneficia porque são os mais conhecidos, querem ainda criar um fundo que estima verba de R$ 3,6 bilhões para o financiamento público da campanha (quer dizer, os contribuintes pagarem mais impostos para garantir o retorno deles à Câmara e ao Senado), fingindo que querem acabar com as coligações, transformando-as em federações, esquecendo que os partidos políticos já metem a mão no caixa porque têm direito ao Fundo Partidário que engessa o caixa com mais de R$ 800 milhões  por ano.

Enfim, estão dançando o "samba do crioulo doido" como dizia o saudoso Stanislaw Ponde Preta, para tentar se livrar das amarras da Justiça que lança suas garras de Brasília, onde tudo acontece, e dá exemplo aos estados e municípios. Pior do que está, não pode ficar.

Expectativa

Desde que a Petrobras começou a ser gerenciada por técnicos competentes e não políticos, a recuperação da empresa começou com ares pouco animadores, mas, com o transcorrer do tempo e a política econômica dando sinais de que pode haver credibilidade, a previsibilidade passou a dar otimismo aos empresários que, com o preço do Barril de petróleo se ajustando entre US$ 50,00 e US$ 60 dólares, também se ajustam aos novos tempos e começa a surgir luz no fim do túnel. Macaé, município onde estão instaladas todas as unidades de exploração e produção de petróleo na plataforma continental do litoral fluminense, começa a viver um novo tempo.

Mas outras medidas enxergadas pelos empresários que participam de várias instituições, procurando colaborar com o poder público para alavancar ações que possam contribuir para que o processo ande mais rápido, também são alvo de estudos e, não só a Abespetro, Rede Petro, IADC, Firjan, ACIM, CDL e outras não citadas aqui, atuam com reivindicações que devem ser atendidas o mais rápido possível para que os objetivos sejam alcançados. Um dos exemplos, é a conclusão das obras da Unidade Senai Cabiúnas, tão reclamada pelo empresário Cliton Silva Santos, que há alguns anos intermediou para que fosse concedida pela prefeitura uma área de cinco mil metros quadrados, fizesse a terraplenagem, a Petrobras construísse os equipamentos, etapas já concluídas e a Firjan, a construção da sede.

Com a crise, a obra ficou parada mas, se estivesse pronta, poderia estar qualificando mão de obra para atender ao mercado em recuperação. Além disso, também a pista do aeroporto que deve ser reformada, já está sendo licitada e tem prazo de um ano e meio para ficar pronta para receber voos comerciais e, em 2018, ser licitado com a concessão para o setor privado. A duplicação da BR-101, trecho de 40 quilômetros entre Rocha Leão e Fazenda dos 40, considerado o trecho mais perigoso, só falta a licença ambiental e, finalmente, a construção do Terminal Portuário de São José do Barreto, "emperrado por questões políticas desconhecidas", também faz parte do processo. Se essas ações começarem logo, a normalidade tem quase 100% de êxito para todos saírem do buraco e a empregabilidade voltar a reinar.

PONTADAS

Muito comentado o programa do PSDB que foi veiculado na televisão semana passada. Como Cora Ronai divulgou na sua coluna em O Globo, "foi muito boa. Sóbria e antenada com o sentimento da população. Propondo autocrítica, uma real reforma política e o fim do presidencialismo de cooptação". E diz: "O PSDB errou ao inventar o balcão de negócios da reeleição".

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E para não dizer que não falamos de... Macaé hoje está bem representada politicamente na Assembleia Legislativa. Tem Christino Áureo que, com experiência, ocupa a Casa Civil do governo estadual. Chico Machado que, suplente, ocupa uma vaga e pode fazer reivindicações boas para Macaé. E, tendo como porta voz o empresário André Longobardi, o Bruno Dauaire, de Campos, mas dando pitadas por aqui.

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Sabemos não, mas... todos gostariam de saber. Como anda o processo em que o Ministério Público Estadual deu prazo para que o Poder Executivo de Macaé explicasse a situação e colocasse o trem na linha para andar? A história das duas composições do Veículo Leve Sobre Trilhos, apodrecendo na antiga estação ferroviária, está indo literalmente para o lixo, assim como o Ginásio Polioesportivo.

Autor: Oscar Pires

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22/08/2017 às 15h23m

O medo do povo

Com uma agenda enorme para discutir as reformas necessárias para que o país encontre o caminho certo para normalizar a vida das pessoas, os governos estadual e federal, assim como os parlamentares que "tomaram Brasília de assalto", parecem querer cuidar, como sempre dissemos aqui, apenas do próprio umbigo. Envolvidos até o pescoço em maracutaias que envergonham os eleitores, denunciados em várias investigações e protegidos pelo foro privilegiado, abusando da imunidade, os parlamentares que ocupam o Congresso Nacional - Senado e Câmara dos Deputados - pretendem, pelo visto, encontrar fórmulas mágicas para continuarem usufruindo das benesses que só crescem e aumentam as despesas, obrigando a criação de novos impostos que caem na conta de cada cidadão honesto que procura pagar em dia seus impostos.

Desde o momento em que os parlamentares sentiram a pressão da sociedade para mudanças que beneficiem a população, os deputados e senadores, a todo momento envolvidos em algum tipo de escândalo, começaram a fazer a toque de caixa, uma minirreforma política que, na verdade, piora o que existe hoje, se protegem com medidas casuísticas e cuidam para que não sejam defenestrados no dia das eleições, em 2018, quando a população busca com sede a renovação. Encontraram, para ser relator da reforma (?), o deputado Vicente Cândido (PT-SP), que parece disposto a tirar do povo o direito de escolher seus próprios representantes no Congresso, considerando que os que lá se encontram, não contam mais com a confiança dos eleitores.

Apareceu, então, o Distritão, o semi-Distritão, a invenção do Fundo de Financiamento da Democracia (???), a ser abastecido pela receita líquida corrente da União estimado em cerca de R$ 3,6 bilhões, ou seja, criando mais despesas, como se os mais de R$ 800 milhões anuais do Fundo Partidário, não fossem o suficiente para custear uma campanha, além dos direitos de propaganda eleitoral que, de gratuito, não há nada. A "caixa-preta" que existe no Congresso, deveria ser transparente e mostrar à população quanto custa cada parlamentar com os benefícios que fazem vergonha. Bem, renovar, é o objetivo da população. Tomara que o tiro saia pela culatra.

Expectativa de retomada

Embora o Estado do Rio de Janeiro venha apontando ainda números negativos e os governantes sem encontrar alternativas para a retomada do crescimento, igual a outros, o município de Macaé encontra esperança nas ações institucionais para enxergar luz no fim do túnel. Pelo menos, é desta forma que o gerente geral da Unidade Operacional da Bacia de Campos, Marcello Batalha, vem observando a retomada, aos poucos, das ações objetivas das pessoas que estão deixando de lado as incertezas e acreditando no futuro não muito distante, da credibilidade em diversos setores que colaboram para espantar, de uma vez, o fantasma da crise que, pelo que parece, afetou menos o município de Macaé que está sendo, também, o primeiro a desenvolver projetos capazes de fazer reinar o otimismo.

Os números da Petrobras, embora nem tanto gigantescos como no passado, já transmitem esperanças para os empresários que acompanham, no dia a dia, algumas atividades que podem levar ao sucesso. A construção do Terminal Portuário de São José do Barreto que depende agora, apenas, de uma canetada do prefeito sancionando a Lei do Zoneamento aprovada recentemente pela Câmara Municipal, bem como a licitação feita pela Infraero para a recuperação da pista já em fase final e que no prazo de um ano e meio poderá voltar a receber voos comerciais, estimando para até o final do ano, a inauguração do novo terminal de passageiros, sendo ampliado para 11 mil m², pode continuar dando o impulso necessário para Macaé sair na frente.

Além disso, outras obras já projetadas para os próximos anos, principalmente na área de construção civil, dão o impulso necessário para a retomada, restando apenas a duplicação dos 40 quilômetros da BR-101, no município de Macaé entre o trecho dos 40, passando pela Severina, até Rocha Leão, que depende apenas da liberação da licença ambiental já pronta, mas que não sai da gaveta. E aí perguntamos. Alguns deputados e políticos Copa do Mundo, aqueles que vêm aqui, levam o voto e só voltam daqui a quatro anos, o que fazem? Nada, absolutamente, nada. Pedir não custa nada. E, perguntar, também, não ofende...

PONTADAS

Os deputados estão tratando das eleições de 2018, alheios à crise vivida pelo país afora. Parece que não existe crise ou se existe está restrita à saúde, educação, habitação e outros segmentos. Eles, os deputados, estão criando um Fundo de R$ 3,6 bilhões para a reeleição, implantando o distritão ou outro nome. Apenas para garantir o foro privilegiado e a imunidade parlamentar.

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Grande expectativa entre as cessões pelo governo de aeroportos pelo país afora. Antes, colocado na lista dos que ganharem o Santos Dumont, o de Macaé estaria no contexto. Depois, mudanças nas regras e agora o pacote pode ser apenas para os aeroportos de Macaé e Vitória. Ou seja, se for para dar bom resultado, que venham as concessões e a nova pista de 1.500 metros.

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Pergunta que não quer calar: quem atesta as notas de serviços prestados pelo Sistema Integrado de Transportes que cuidam dos subsídios das passagens a 1 Real, e que até agora, segundo estimativas, desde o começo já "levou" mais de R$ 250 milhões da prefeitura? A Assembleia está tentando uma CPI dos transportes. Será que o município de Macaé será incluído?

Autor: Oscar Pires

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14/08/2017 às 16h21m

Petrobras, há 40 anos...

Este dia 13 de agosto é especial para uma confraternização. A data marcou oficialmente a instalação das unidades da Petrobras em Macaé, para exploração e produção de óleo e gás na plataforma continental da Bacia de Campos. Este jornal, fundado em 1976, um ano antes, registrou durante os últimos 40 anos, a história recente do município e vem servindo de base para pesquisas no mundo acadêmico. Mas, para que em 1977 a empresa iniciasse suas atividades por aqui, através de reportagens e fotos, O DEBATE guarda em seu acervo, os principais acontecimentos ocorridos, muitos deles de júbilo por ter a Petrobras batido o recorde de produção, outros de tristezas, quando acidentes ocorriam. Macaé, a partir de 1977, passou a ser o centro de atenções de todo o mundo.

E o primeiro superintendente do Distrito de Produção do Sudeste, engenheiro Alfeu de Melo Valença, como um maestro, conseguiu com esmero e maestria, conduzir o trabalho de implantar os pilares desta empresa, orgulho de todos nós, brasileiros, e em especial, macaenses. A velocidade com a transformação da cidade, antes da conquista dos royalties, começou a mudar a identidade do município que, mais tarde, acabou se transformando na Capital Nacional do Petróleo. Mas a história é longa, ainda não registrada em algum livro que possa, igual ao jornal, ter informações, muitas até privilegiadas. A ponto de, em determinado momento, devido a sede de informação, ser quase conhecido como "o jornal da Petrobras".

Enquanto dezenas de empresas de todas as partes do mundo instalavam suas bases na cidade, abrindo o mercado de trabalho e atraindo mais pessoas, os serviços eram mais exigidos, levando os prefeitos ao desafio de atender às reivindicações dos que começavam a se tornar macaenses honorários, muitos ainda radicados com suas famílias por aqui. Não foi tão fácil, como alguns possam imaginar, administrar este período. E a cidade começou a mudar de cara, tornando-se a mais importante do Estado, também em arrecadação, depois que os royalties passaram a ser pagos. Hoje, ao completar 40 anos, a Bacia de Campos continua sendo fundamental para o sucesso da empresa.

Mas, como começou?

Pergunta fácil de fazer, mas difícil de responder. Para quem nunca pesquisou e não sabe, a primeira ação da Petrobras, ocorrida a partir de 1973, foi a realização de um levantamento socioeconômico e, em 1974, ter sido anunciada a descoberta de petróleo em alto mar. Em 1975, para fins de planejamento da Secretaria da Presidência da República, o município passou a ser considerado como do Norte Fluminense deixando com a mudança geográfica de pertencer a Região dos Lagos. Os desafios eram maiores, à medida que a cidade começava a ganhar mais importância.

A antiga oficina de Imbetiba, da Rede Ferroviária Federal, onde também existia o SENAI, começou a passar por intensa e enorme transformação, com a construção do Terminal Marítimo de Macaé e a base administrativa antes admirado pelas belezas naturais do Farolito e do Morro do Engenheiro. Iniciada as atividades em 1977, para embarcar para as plataformas, todos eram obrigados a viajar até ao aeroporto de Campos. Iniciado o alfandegamento do Parque de Tubos, o Terminal de Cabiúnas (Tecab), também ampliava suas redes para levar gás e óleo para a Refinaria Duque de Caxias e agora, para o país inteiro. Foi no início da gestão de Alfeu de Melo Valença, que a Petrobras construiu em Macaé o aeroporto para ser administrado pela Infraero. Também, a construção das 2.947 casas do Conjunto Habitacional Parque Aeroporto. O crescimento célere, exigia mais.

Os estudantes do ensino médio na ocasião tinham que concluir o curso na Escola Técnica Federal de Campos, até que Alfeu Valença, já então no cargo de Presidente da Petrobras, assinou convênio com o MEC para construir a Escola Técnica Federal de Macaé (hoje IFF), em terreno de 50 mil m², doados pelo então prefeito Alcides Ramos. Antes dos royalties, foram muitas as ações da Petrobras para que o município suportasse o rápido crescimento. Macaé ganhou o status de Capital do Petróleo e o mundo passou a ter os olhos voltados para este rincão, em busca do ouro negro. São muitas as histórias e fatos que, desconhecidos da maioria da população, estão guardados e fazendo parte do acervo de O DEBATE que tem orgulho de registrar o transcurso dos 40 anos da Bacia de Campos.

PONTADAS

E já que falamos em Petrobras e enaltecemos a empresa por ter sido a responsável pelo desenvolvimento do município, pelo menos até ontem não observamos a iniciativa de qualquer instituição realizar algum tipo de evento para homenagear a Petrobras nesses 40 anos de atividades em Macaé. O DEBATE, como faz todos os anos, dá a sua contribuição.

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Os políticos que habitam Brasília correm contra o tempo tentando encontrar maneiras de perpetuar a atual casta política na "ilha da fantasia". Mas é grande a vontade de mudanças para renovar o Congresso Nacional já que os "representantes do povo" ignoraram as manifestações espontâneas que ocorreram desde 2013, mas não tiveram eco em Brasília.

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Todos os empresários e a população aguardam com ansiedade as rodadas de licitações que serão realizadas. O Secretário Geral da Abespertro, Gilson Coelho, representado na Comissão Municipal da Firjan, acredita que já em 2018, algumas empresas estarão prontas para o novo desafio. Aliás, falta a Unidade Senai Cabiúnas ser concluída para formar mais mão de obra qualificada.

Autor: Oscar Pires

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09/08/2017 às 16h06m

Mais um capítulo...

A população brasileira assistiu esta semana mais um capítulo, triste capítulo, da luta travada entre os personagens políticos de Brasília, onde tudo parece girar em torno da ilha da fantasia. Depois de uma grande queda de braço feita pelos empresários Joesley e Wesley Batista, em que a Procuradoria Geral da República apresentou denúncia contra o presidente da República Michel Temer, os deputados federais decidiram não autorizar o Supremo Tribunal Federal (STF), a investigar o presidente. Agora, apenas quando Temer deixar o governo, aí sim, será iniciado um novo processo contra ele, caso outras denúncias não atormentem sua governança.

Foi um tal de toma lá dá cá sem limites, mas ele, Temer, acabou ficando livre das amarras e acena com a aprovação das reformas, principalmente a da Previdência, para colocar a economia nos trilhos e tirar o país do buraco. Foi, não restam dúvidas, um triste espetáculo para os brasileiros que, descrentes de tudo e de todos, continuam incrédulos com os atores políticos que alcançam o maior índice de rejeição de todos os tempos, principalmente o Presidente da República, Michel Temer, que na última pesquisa chegou aos ínfimos 5% de aprovação. Enquanto isso, os estados e municípios continuam amargando crises sem fim, num efeito cascata, copiando tudo o que se passa lá em Brasília. Até quando?

"Operação abafa"

A Força Tarefa criada pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal para combater a corrupção, levando vários deputados e senadores a tomarem iniciativas para barrar a Operação Lava Jato e outras, continua estranhando as ações que objetivam diminuir o poder de cada uma delas, levando o governo a diminuir para ambas os recursos e implicando na diminuição de procuradores e delegados que fazem investigações das denúncias, cada qual mais cabeluda do que outras, levando para trás das grades importantes figuras do mundo empresarial, político e outros personagens "bem sucedidos" na vida, por causa da corrupção na Petrobras e outras empresas estatais.

Para confirmar isso, o ministro do STF Luís Roberto Barroso, afirmou em palestra no Simpósio de Direito Empresarial da Aliança de Advocacia Empresarial (Alae) que existe uma "Operação Abafa", que é uma realidade. Para o ministro, essa operação é comandada por gente poderosa com ramificações em setores importantes da sociedade. "Há os que não querem ser punidos e há um lote pior, os que não querem ficar honestos nem daqui para frente, que depois da Ação Penal 470 (mensalão) e de três anos de Operação Lava-Jato continuam com o mesmo modus operandi de achaque. Essas pessoas têm aliados importantes por toda parte, nos altos escalões da República, na imprensa e nos lugares onde a gente menos imagina", afirmou o ministro do Supremo. Por outro lado, o ministro Gilmar Mendes afirmou esperar que, agora, terminada a votação na Câmara, será possível dar maior atenção à reforma política, em discussão no Congresso, destacando que o sistema atual tem problemas. Tanto que, desde a Constituição de 1988, dos quatro presidentes eleitos, apenas dois terminaram seus mandatos.

Unidade Senai Cabiúnas

Quando se discute nas reuniões da Comissão Municipal de Macaé da Firjan a retomada das negociações no mundo do petróleo, os empresários não cansam de reivindicar, como ocorreu na última quarta-feira (3), a conclusão das obras da Unidade Senai Cabiúnas, paralisadas há algum tempo, levando o empresário Cliton Silva Santos a cobrar da instituição, providências  imediatas para oferecer oportunidade de qualificação profissional aos trabalhadores.

O representante da Abespetro, Gilson Coelho, se mostrou entusiasmado com a obra que, praticamente, está em estado avançado e se concluída, irá proporcionar aos trabalhadores residentes em Macaé a preparação de mão de obra para ser absorvida pelo mercado de petróleo possivelmente no próximo ano, após a realização dos leilões programados.

Cliton lembrou que o poder público fez a concessão da área de 5 mil metros quadrados, fez a terraplenagem do terreno, a Petrobras também concluiu sua participação e agora, restam apenas concluir a edificação do prédio, o que deve ser feito pela Firjan. Lamentou não estar encontrando eco nas suas palavras e pediu, mais uma vez, que o pleito fosse levado à direção superior para realizar a obra, afirmando que é a primeira vez que a iniciativa privada não dá importância, invertendo o que geralmente ocorre com o poder público. Evandro Cunha, coordenador da Comissão, prometeu reivindicar esta decisão da Firjan.

PONTADAS

Há muitos e muitos anos, os proprietários de veículos em Macaé sentem no bolso o alto custo do preço do combustível. Mas nenhuma iniciativa foi tomada por aqui para tentar reverter a situação. Precisou um professor universitário Décio Machado, que mora em Casimiro de Abreu, entrar com ação popular para que o juiz federal de Macaé, Ubiratan Cruz Rodrigues, suspendesse o aumento das alíquotas do Pis/Confins sobre a gasolina, o diesel e o etanol em todo o país. Caberá à ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal decidir se é ou não inconstitucional o aumento por decreto.

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Depois que a Procuradoria Geral da República estimou no orçamento do próximo ano um reajuste de 16,38% nos salários, também a Associação de Juízes reivindica o mesmo percentual para os juízes. Ao serem recebidos em audiência pela presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, não se sensibilizou com o pedido de reajuste. O percentual é o mesmo que já consta de um projeto aprovado na Câmara, mas parado no Senado, o que eleva os salários de R$ 33.763,00 para R$ 39.293. É o efeito cascata que, certamente, leva ao aumento de impostos para os contribuintes que estão com a faca no pescoço. Lá, em Brasília, só se pensa nisso. Aumentar despesa para o povo pagar.

Autor: Oscar Pires

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