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16/06/2017 às 17h22m

A importância da Firjan

Presidente Eduardo Eugênio Gouveia Vieira
A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro - Firjan, apesar da forte crise que abalou todo o país e, principalmente o estado do Rio e municípios, sob a batuta do presidente Eduardo Eugênio Gouveia Vieira, não esmoreceu em nenhum momento e, apesar das dificuldades impostas a todos os segmentos, a instituição cuidou de se adequar aos novos tempos, reformulando toda sua política interna, incentivando seus colaboradores e ao longo do tempo, criando novas oportunidades e abrindo o leque de oportunidades para, através do Sesi e Senai, atender aos trabalhadores, os mais atingidos, com a qualificação profissional.

Ao mesmo tempo, abriu diálogo com os governos federal e estadual, com propostas que hoje servem de base para futuros planejamentos, ao encaminhar às autoridades o Mapa do Desenvolvimento 2016-2025, com propostas da indústria para o Estado crescer. O documento foi construído a partir de debates que envolveram todas as regiões do Rio, nos quais os membros da Comissão Municipal de Macaé estiveram presentes. Sistema Tributário, Mercado de Trabalho, Infraestrutura, Gestão de Políticas Públicas e Gestão Empresarial, são explicitados nas 66 páginas do documento que qualquer gestor público, debruçado sobre as recomendações, será capaz de mudar para melhorar a direção dos recursos destinados para beneficiar a população.

A Comissão Municipal de Macaé que se tornou referência não só no Estado, desde o início quando teve como primeiro presidente o industrial Francisco Agostinho, debateu os mais importantes assuntos e levou ao poder público municipal, estadual e federal, muitas reivindicações das quais muitas atendidas, demonstrando sua importância. Pela Comissão passou, por último, a discussão sobre a conclusão da obra de duplicação da BR-101 que, a partir de agora, ganha novo fôlego ao ser informada pela Autopista Fluminense, que as obras no trecho de 40 km que passa por Macaé e é o trecho onde são maiores os acidentes com vítimas fatais, serão iniciadas o mais rápido possível, após ter sido ampliada a Área de Proteção Ambiental da antiga Fazenda União. Agora, o próximo passo, também já quase definido, é a conclusão de obras no aeroporto de Macaé que depende apenas da construção da pista, já que a estação de passageiros concluída coloca o município como dos mais modernos no estado e país.

Enquanto isso...

Quem acompanha o dia a dia dos atores políticos detentores de mandato, não conseguem enxergar em suas ações, desde o executivo estendendo suas garras no legislativo, nenhuma luz no fim do túnel para que o município, com toda a pujança econômica e turística, nenhum planejamento que possa proporcionar à população benefícios capazes de dar à cidade aspectos do cognome de Capital Nacional do Petróleo. As ações pontuais, atendendo mais a interesses pessoais e políticos imediatos, não apontam para um futuro promissor e hoje vive cercada de denúncias de malfeitos administrativos e até possível investigação por estar alguns gestores na lista de investigação da Operação Lava Jato.

Pensar o futuro do município, dever de todo cidadão que deveria estar cobrando a ação dos muitos conselhos que são dominados e só funcionam quando "o chefe manda", torna-se difícil porque na administração municipal não se permite que qualquer titular de cargo se manifeste não só com a imprensa, mas também em debates de ideias para melhorar a vida do cidadão. E dizer que, com orçamento anual de R$ 2 bilhões, isso mesmo, R$ 2 bilhões, com previsão de arrecadar em apenas cinco anos, mais de R$ 10 bilhões, não se observa nada que possa pelo menos dar esperanças à população de que todos os bens que vêm sendo degradados pelo tempo com total abandono, serão recuperados como, por exemplo, o Parque da Cidade, o Ginásio Poliesportivo, o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), Centro de Convenções Roberto Marinho, Ypiranga Futebol Clube, estádio Claudio Moacyr, palco de grandes disputas esportivas não só pelo campeonato estadual como brasileiro, falta de escolas e creches nos bairros, saúde precária, transporte público subsidiado e que já "engoliu" sem controle das catracas quase R$ 250 milhões, enfim, melhor não listar mais porque o espaço não cabe. Agora mesmo, estamos vendo os atores políticos envolvidos numa politicagem que vem evitando o progresso econômico do município com relação ao Terminal Portuário e que, parece, "querem carne embaixo do angu". É triste mas, nem na Odebrecht que cuida do esgotamento sanitário, falam mais...

PONTADAS

A equipe do Tupi, de Minas Gerais, que disputa a série C do Campeonato Brasileiro, teve de jogar no Estádio Claudio Moacyr, enfrentando o Macaé Esportes. Como o mando de campo exige a partida aqui e até sexta-feira o Corpo de Bombeiros não havia realizado a perícia para liberar o estádio, o jeito foi realizar o jogo sem a presença das torcidas, o que é lamentável.

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Pelas informações checadas até agora, o Ministério Público Estadual está debruçado em várias denúncias contra a administração pública de Macaé que, parece, pensa que pode tudo, mesmo passando por cima das leis. Já "pipocaram" algumas delas e outras que virão por aí, por quem acompanha cada passo, dizem que podem ser bem "cabeludas", mas de arrancar os cabelos.

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Muitos advogados que vêm acompanhando a tramitação do projeto de lei que muda o zoneamento urbano do município para permitir a instalação de indústrias e de um terminal portuário, não conseguiram entender nada até agora. O projeto primeiro foi aprovado, não foi sancionado nem vetado, não foi promulgado e depois foi anulado. Como? Fala sério...

Até domingo.

 

Autor: Oscar Pires

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05/06/2017 às 18h01m

Manda quem pode...

Desde a primeira gestão do ex-prefeito Riverton Mussi, começou a ser desenhado para o município, considerando na ocasião a "gordura" do mercado no mundo do petróleo e gás, a construção de um Terminal Portuário. E se tivesse sido concretizado o projeto, no meio da crise que começou lá em 2008 e foi sendo arrastada até as eleições de 2014 com a reeleição de Dilma Rousseff e piorando nos anos seguintes, a situação de Macaé,  única cidade que continuou com a arrecadação ultrapassando os R$ 2 bilhões/ano, fosse diferente dos dias atuais.

Como somente na segunda gestão do ex-prefeito foi dada a largada para concretizar o porto, as empresas responsáveis foram apanhadas no roldão das mazelas quando a Petrobras decidiu que mais de duas dúzias delas estariam afastadas de contratos com a empresa... aí,.ruiu o projeto, no momento em que tudo caminhava para a construção. De lado, a Queiroz Galvão não levou adiante seu planejamento, mas mesmo assim a prefeitura fez a doação no Barreto de uma área para servir de apoio e incentivo. Com a crise, tudo parou, até que nova gestão assume o governo municipal e prometendo mudanças, não mudou nada.

Continuou pior do que antes e agora, no segundo mandato, mais uma vez o município que amarga nesse período de crise uma alta taxa de desemprego, continua fazendo parte do índice dos pouco mais de 14 milhões de desempregados brasileiros, segundo o IBGE. Outra empresa, buscando superar a crise, consegue dar continuidade ao projeto do porto mas, pelo que se observa, embora o "manda chuva" diga que só o emprego resolve a crise do trabalhador, ele, o "manda chuva" que pensa "poder tudo", trabalha em direção contrária a todas as iniciativas para consolidar o projeto. A população sabe que o "nariz de Pinóquio", ou o "anjo" como repercute nas redes sociais, parece não desejar que o porto saia do papel, a cada momento inventando desculpas e colocando seus aliados na linha de frente. Mas, o povo sabe e conhece bem. Enfim, o poder da caneta...

Enquanto isso...

Esta semana a população foi surpreendida com uma nova informação, que deixou a muitos perplexos com a ousadia que pode levar alguns a sonhar que um simples passe de mágica pode mudar os rumos das administrações. Enquanto em Macaé um pequeno grupo - inclusive dos poderes - alia-se para torpedear o projeto do Terminal Portuário do Barreto, parece que o município de Carapebus pretende, no próximo dia 29, dar um passo adiante em relação ao que se passa em Macaé.

Está sendo anunciado que a Agência de Desenvolvimento Regional do Norte Noroeste do Estado do Rio de Janeiro, vai apresentar no plenário da Câmara Municipal do município vizinho o projeto conceitual do complexo portuário Itaporto Offshore e Alfandegário Carapebus, quando estarão presentes empresários do Chile, Argentina e do Brasil.

Pelo que se informa inicialmente, o complexo portuário contará com uma ponte de 10km para dentro do mar e o calado vai variar de 8 a 46 metros de profundidade, para promover e consolidar a navegação de cabotagem no Brasil e interligar os oceanos Pacífico e Atlântico, através do túnel água negra que está sendo construído entre a Argentina e o Chile. O presidente da Agência, Alberto Coutinho, que assina o projeto, dá uma série de razões que, pelo visto, poderão ser questionadas na audiência.

Entre elas a de que a diretoria está trabalhando para que o Brasil se torne referência nacional e internacional na área portuária, tendo em vista que no país não existe uma infraestrutura portuária construída capaz de dar a referência que precisa para poder viabilizar o aumento de sua balança comercial a nível internacional com o aumento de negócios com os países que já têm negócios com empresários brasileiros. Bem, apenas para não alongar muito, vai ser colocado para os políticos e empresários mais um projeto megalômano mas não se conhece e não se sabe de onde sairá tanto dinheiro para sua execução. Tomara que não seja da prefeitura. E que os atores políticos de Macaé abram o olho porque se o daqui não sair logo na frente, o outro poderá atrapalhar, ou não? Bem, depois da Feira Brasil Offshore, teremos mais desafios pela frente.

PONTADAS

A cidade, salvo alguns pontos na área sul da cidade, continua com ares de abandono. Além do subsídio da passagem que custa caro demais aos cofres públicos, outras ações vão concretizando o tapete vermelho para a candidatura do chefe do Executivo para deputado federal em 2018, e  ganhar imunidade. Só que o foro privilegiado acaba este ano e, aí...

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Esta semana a informação de que haveria uma ação policial em Macaé, especificamente na sede da prefeitura, deixou muitos curiosos e de cabelos em pé. Como as denúncias da Operação Lava Jato e do pagamento de propina do Tribunal de Contas do Estado continuam sendo investigadas, o MP não avisa quando realizará possíveis investidas nos envolvidos nas delações. Salve-se quem puder.

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Pelo menos até agora, ouvidos alguns advogados que acompanham bem de perto as ações do Poder Executivo e do Poder Legislativo, ninguém entendeu e não sabe como em apenas a tramitação de um processo legislativo, pode ter tantos erros que, pelo visto, pode dar pano para manga. Parece que nenhum dos dois lados acredita na Justiça. Um dia, a casa cai.

Autor: Oscar Pires

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29/05/2017 às 15h04m

Exemplos de Brasília

Quando todas as semanas registramos aqui alguns episódios ocorridos em Brasília, conhecida como a "ilha da fantasia", apenas buscamos mostrar que, em efeito cascata, praticamente tudo o que ocorre por lá, também acontece nos estados e municípios brasileiros. Não é à toa que a Operação Lava Jato vem agindo em todos os pontos do país e as listas dos delatores atingem políticos e ocupantes de cargos comissionados de prefeituras e câmaras municipais, buscando com lupa aqueles atores que copiaram atos criminosos iniciados na capital federal e se locupletam, ficando à espera da impunidade pela prescrição e, para isso, pagando a peso de ouro bons advogados.

Diziam, antes do mensalão, que apenas pobres e ladrões de galinha eram presos, exatamente por não poderem constituir seus defensores. Mas esqueceram os "criminosos de colarinho branco", assim nomeados os agentes políticos, principalmente, que o mundo vem passando por mudanças na área de tecnologia, permitindo aos que comandam ações como a Lava Jato, obterem informações que antes eram "escondidas".

Hoje, qual de nós não sabemos que até um aparelho de telefone celular desligado pode gravar uma conversa? Em Macaé, embora digam que a Justiça é lenta, alguns fatos vêm se desenrolando de maneira surpreendente e, quando menos se espera, a denúncia ou descoberta de mal feitos vão sendo somados para dar trabalho - e muito trabalho - ao Ministério Público Federal e ao Ministério Público Estadual.

Realmente a Justiça pode até ser lenta, mas não é cega. Vejam, por exemplo, o caso do ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf, que finalmente acabou condenado por crimes praticados na década de 90. Ele, Maluf, era a imagem daqueles gestores que tanto a população conhece de que "rouba, mas faz" e tem alguns por aí imaginando que podem continuar aplicando o mesmo método. Acreditamos que esse ditado popular está chegando ao fim, e são muitos os exemplos agora de que devem os envolvidos deixar a barba de molho, senão...

Reforma política

Igual a muitas outras, como a da Previdência, trabalhista e econômica, também a reforma política se torna fundamental para acabar com a farra dos partidos que somam cerca de 35 e tem uma fila de mais 56 pedidos de registro no Tribunal Superior Eleitoral. O ministro Gilmar Mendes, presidente do TSE, editou resolução estabelecendo o prazo de um ano - encerrado em março último - para que todas as agremiações políticas elegessem seus diretórios para que pudessem funcionar. Em Macaé, por exemplo, embora existam representantes de vários partidos, todos são dirigidos por uma Comissão Provisória que é indicada pelo prazo de um ano a fim de se regularizar.

No entanto, o que se observa, é o abuso de alguns "donos de partidos" que vão se perpetuando sem atender a legislação partidária, como o caso do PP - Partido Progressista - que há mais de 20 anos sequer elege o diretório nacional. Como deve o diretório homologar todas as decisões relacionadas aos programas partidários e também a escolha de nomes para concorrer a cargos eletivos, principalmente, fica difícil ter oportunidade de surgimento de novas lideranças. Por aqui, pelo que se observa, apenas o Partido dos Trabalhadores (PT), tem o diretório formado, como o PSDB que, parece, voltou a ter nomeada apenas a comissão provisória, tirando dos filiados a oportunidade de decidir democraticamente nas reuniões mensais, os desafios propostos pelo programa que é completamente esquecido.

Outro caso é o PMDB, hoje comandado com mão de ferro pelo prefeito que não deixa surgir nenhuma nova liderança e ousa "cortar o pescoço" de quem se atrever a "brigar por um espaço político". Aliás, até nos adversários políticos, talvez por interesses escusos, ele pousa a mão, desafia a Justiça e acredita que é só ele aqui na terra e Deus no céu. Não se observa, até agora, desde a primeira gestão quando prometeu mudanças, o surgimento de nenhuma liderança oriunda dos quadros do PV, no qual ele foi candidato pela primeira vez, ou agora no PMDB, partido do presidente Michel Temer, Renan Calheiros, Eduardo Cunha, Sérgio Cabral e muitas outras personagens no mundo político que fazem o brasileiro corar de vergonha. Como os interesses dos próprios políticos vão sendo prioridade, a reforma política não vai acontecer, embora haja possibilidades de se acabar com as coligações, a reeleição, com tentativas de aprovar o voto em lista fechada obrigando o eleitor a votar apenas na legenda e o financiamento público de campanhas. É tudo que os "donos" dos partidos desejam.

PONTADAS

O ineditismo tomou conta da sessão da Câmara Municipal de quarta-feira passada, quando os vereadores decidiram "anular a Lei de Zoneamento", depois de ela ter sido aprovada ano passado, não ter sido vetada pelo prefeito e tão pouco ser promulgada pelo presidente ou vice-presidente do Poder Legislativo, como estabelece a legislação. Coisas que só acontecem em Macaé.

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A Justiça condenou esta semana o ex-prefeito Riverton Mussi e outras pessoas envolvidas no caso do VLT que até hoje não anda nos trilhos. Foi decretada a indisponibilidade dos bens do ex-prefeito e até do ex-secretário (pasmem), Jorge Siqueira, o Jorjão, já falecido, além dos outros que participaram do projeto.  O atual prefeito tem prazo para fazer o trem andar senão vai pagar multa. Só multa?...

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Quem presenciou as imagens transmitidas de Brasília quando o "exército de Stédile" invadiu a capital do país, transformando o ato quase em uma "praça de guerra", está temerosa que os atos de vandalismo continuem tomando conta do país. As cenas violentas davam a impressão de que a manifestação acontecia na Venezuela e não no Brasil, o que é lamentável. Ninguém foi preso ou processado.

Autor: Oscar Pires

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22/05/2017 às 16h12m

A terra treme...

Como os atores políticos não se cansam de fazer surpresas aos brasileiros que ficam na expectativa de dias melhores, esta semana a terra tremeu em Brasília, desta vez como um raio atingindo exatamente o Palácio do Planalto, com as denúncias de corrupção que, mesmo sob investigação em várias frentes, dentre as mais importantes, a Operação Lava Jato, os malfeitores continuam agindo nos bastidores como se fosse tudo normal. Desta vez, como um tsunami que caiu exatamente no centro do poder, o empresário Joesley Batista, gravou e comprovou, que os mais importantes personagens da República estão indo cada vez mais ao poço sem fundo, praticando os maiores crimes de corrupção já denunciados no País envolvendo as figuras centrais do poder.

O presidente Michel Temer (PMDB), principal acusado nas investigações que agora o atinge diretamente, resiste ao impacto das denúncias e afirma que não renunciará ao cargo, enquanto seus algozes protocolam pedidos de impeachment ou, fica ele ainda com a corda no pescoço, até que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no início do mês de junho, decida se cassa os mandatos da chapa Dilma-Temer, por abuso de poder econômico e político.

As hipóteses fartamente já discutidas nos tribunais e nos bastidores políticos, apontam que Temer não resistirá à pressão que agora vem, também, das ruas e caso ele não resista como pretende, haverá eleição indireta, com base na Constituição, levando o Congresso  Nacional - Senado e Câmara dos Deputados, a eleger um dos seus pares para cumprir o mandato tampão, sob a presidência de Rodrigo Maia, que assumirá o cargo por 30 dias. Ou seja, as reformas da Previdência e Trabalhista não serão aprovadas, a base aliada começa a deixar a base do governo que fica insustentável e, como ninguém tem bola de cristal, será difícil antever os próximos episódios que vão mexer com os brasileiros. Acreditar, como, nos políticos?

A questão do porto

Se o Brasil se tornou o País da incerteza após o presidente Michel Temer ter sido gravado ao dar aval à compra de silêncio de Eduardo Cunha (PMDB) preso em Curitiba e, mesmo preso, sendo pago através de seus "homens de confiança" com mesadas da JBS, o que dizer de Macaé? Que também é o município da incerteza? Acreditamos que não restam mais dúvidas porque, o comparando à gestão do prefeito que "engrena" seu quinto ano como gestor, orçamentos durante esse período de R$ 10 bilhões, e sem realizar nenhuma obra que possa deixar como legado, além de ver e deixar em abandono o Ginásio Poliesportivo, o Parque da Cidade, o Ginásio do Ypiranga, o Estádio Claudio Moacyr (Moacyrzão), as duas composições do VLT que custaram R$ 15 milhões, para citar apenas alguns, não dá mesmo para acreditar que Macaé está no rumo certo.

Ainda mais, pelo fato de ele, o prefeito, estar atrasando não se sabe por quais motivos, a construção do Terminal Portuário do Barreto que, a estas alturas, já estaria oferecendo oportunidade de emprego, considerando que o IBGE divulgou que no último trimestre faltou trabalho para 26,5 milhões de brasileiros e, ainda mais, que neste período de crise e incerteza, 13 mil famílias estrangeiras foram embora de Macaé.

Se em Macaé estivesse funcionando uma "força tarefa" para investigar todos os passos da administração que consegue "sustentar sua base" na Câmara Municipal sabe-se lá a que preço (continua firme o processo do toma lá dá cá), baseados nas denúncias da Odebrecht que delatou ter pago 400 mil de caixa 2 para o "time de cima", e ainda, na delação de um Conselheiro do Tribunal de Contas de que recebeu propina para aprovar as contas do município, talvez as incertezas acabassem.

Mas a população continua cobrando melhores resultados na saúde, na educação, no transporte (ninguém "engole" esse subsídio pago pela passagem enquanto as duas composições de Veículos Leves sobre Trilhos continuam abandonadas na estação). Bem, enquanto isso, a Procuradoria Geral do Estado conseguiu o prosseguimento do processo de licenciamento ambiental dos Terminais de Ponta Negra, em Maricá. Um megaprojeto de US$ 1,bilhão. E por aqui? Apenas uma questão desconhecida da população que trava a promulgação da Lei de Zoneamento, embora o governo estadual já tenha declarado a área de utilidade pública.

PONTADAS

O PSDB, considerado o partido capaz de vencer de novo as eleições para a Presidência da República, foi para o ralo. Aécio Neves, que preside a sigla e pediu licença do cargo, foi acusado de pedir (e ter recebido) R$ 2 milhões a dono da JBS. Pior ainda, nas buscas e apreensão feitas nos seus imóveis, este dinheiro foi encontrado pelos investigadores. Prova difícil de ser contestada.

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As imagens reveladas na imprensa provando a entrega de propina a alguns envolvidos no escândalo da delação da JBS, não deixam dúvidas de que o lema "siga o dinheiro", que levou o então presidente Richard Nixon (EUA) à renúncia, é uma iniciativa louvável dos investigadores. Nos bastidores por aqui, existem tantas delações feitas no anonimato que, se levadas a sério, não deixariam pedra sobre pedra.

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A crise política que mais uma vez reduz a credibilidade do país e a atratividade de projetos que poderiam trazer pelo menos R$ 45 bilhões em investimentos deu uma travada geral nos leilões de infraestrutura que podem não sair do papel. Na lista encontram-se hidrelétricas, rodovias, ferrovias, campos de exploração de petróleo na camada de pré-sal, aeroportos e outros.

Autor: Oscar Pires

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15/05/2017 às 17h46m

Mais delações

A semana que passou, na prática, foi um grande exercício para os analistas políticos de plantão. Primeiro, pelo fato de, há tempos, o ex-presidente Lula verberar que gostaria logo de ser ouvido pelo juiz Sérgio Moro que julga na primeira instância os casos da Operação Lava Jato porque acabaria logo com a história de "ilações". Mas, bastou o juiz marcar a data da audiência para tomar o depoimento do ex-presidente para ser iniciada outra batalha nos tribunais. A pretensão dos advogados de Lula para adiar a agenda. Mas, por que mudar a data outra vez? Para ganhar mais tempo?

Ora, não era ele, Lula, que verberava a todo instante que gostaria logo de prestar depoimento? Tomada todas as precauções de segurança, e a expectativa em torno do encontro Lula x Moro, e também de o "exército de Stédile" "invadir" Curitiba com 60 mil militantes em apoio ao ex-presidente, e perdida a batalha nos tribunais para transferir a data - em todas as instâncias superiores - chegou a quarta-feira (10) e lá estavam frente a frente os dois principais personagens da história.

Com o máximo respeito entre todos os representantes da Justiça, do Ministério Público, da Polícia Federal, dos advogados e outros, o depoimento considerado o mais longo até agora, durou cerca de cinco horas e, quando houve a divulgação dos fatos, os brasileiros e brasileiras que ainda acreditam na Justiça, não ficaram tão eufóricos e o "exército de Stédile" não conseguiu arregimentar mais do que seis mil, ou pouco mais de quatro mil, segundo informações das autoridades e dos militantes que chegaram à capital curitibana em cerca de 160 ônibus. Fretados por quem?

Com alimentação paga por quem? Até militantes bolivianos e paraguaios foram flagrados em viagem para Curitiba... Mas, menos de 48 horas depois, o ministro Edson Fachin, agora relator da Operação Lava Jato, decidiu acabar com o sigilo da colaboração premiada dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura com revelações de arrepiar. E na sexta-feira a Polícia Federal foi às ruas para cumprir mandados de busca e apreensão além de condução coercitiva, desta vez, para investigar empréstimos fraudulentos no BNDES. Senhores passageiros, apertem o cinto porque, vai vir mais bomba por aí...

A "guerra" do porto

Quem conhece bem e de perto o projeto para construção do Terminal Portuário de São José do Barreto, sabe que a história que vem rolando por aí, plantada nas redes sociais e também em algumas mídias que fazem as vezes da Corte, não tem muito a ver, a não ser para confundir a opinião pública que não sabe mais em quem acreditar. A classe política, com índices bem baixos de credibilidade a começar pelo prefeito que se elegeu no primeiro mandato pelo Partido Verde (PV) e depois bandeou-se para o PMDB comandado por Picciani e Sérgio Cabral, esconde e age nos bastidores para desqualificar quem tem a petulância de enfrentar com reivindicações por mais justas que sejam, artimanhas de fazer corar os que vivem em torno da caixa preta que um dia poderá ser aberta.

O projeto do Terminal Portuário de Macaé, nasceu no primeiro mandato do ex-prefeito Riverton Mussi que não conseguiu ou não quis alcançar a importância do empreendimento. Passou o segundo mandato após a reeleição, deitado sobre o processo que só ganhou peso quando os empresários envolvidos ganharam o apoio das instituições de respeito. Bem, aí já era um pouco tarde porque assumiu o novo prefeito prometendo uma série de mudanças aguardadas até hoje e... nada foi à frente. Veio a crise do petróleo que atingiu não só Macaé, mas o Brasil e o mundo, e começou a via crucis para que nada desse errado. O projeto trocou de mãos e, mais uma vez para que saísse da prancheta, uma série de exigências que, nos bastidores, o que se conta, deixa qualquer cidadão de bem corado, vermelho de vergonha.

Mas, como dizem que o efeito Brasília vem em cascata, não só o parlamento, como a administração municipal, se veem em contradições ao pelo menos dar uma explicação. Até a promulgação de duas leis, necessárias para acelerar o processo, são alvos de conchavos e interesses escusos que não cabem mais no mundo atual, principalmente depois que a Operação Lava Jato começou a fazer vítimas por aqui. Gente, a coisa é muito séria. Até a Odebrecht Ambiental trocou de nome e foi vendida. Esperar o que e de quem uma saída para a situação? Só falta agora o MP investigar o que anda acontecendo por baixo dos panos...

PONTADAS

O comércio continua sofrendo com a crise e não existe, pelo menos a curto e médio prazo, nenhum planejamento para buscar salvação por parte do poder público. As taxas e impostos cobrados continuam altas, muitas lojas fechando e causando desemprego, ainda sem perspectivas para melhorar este ano, até que as reformas sejam aprovadas no Congresso.

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Como vale tudo para quem vem fazendo campanha extemporânea e tem o cobiçado desejo de alçar outra vez o cargo de deputado federal em 2018 e buscar a imunidade parlamentar, os blocos de residências do Minha Casa Minha Vida construídas na Linha Azul, projeto do ex-prefeito Riverton Mussi, vai servindo de base para a atual administração fazer a cama política.

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Embora em todos os municípios, para ser driblada a crise, muitos prefeitos continuem realizando políticas públicas e diminuindo impostos, como o pagamento de ISS, por exemplo, em Macaé não houve nenhuma alteração e são mantidos os 5% cheios, atingindo principalmente a rede hoteleira. Niterói, Friburgo, Petrópolis e até Rio de Janeiro, o ISS cobrado é de 2%. Se não baixar aqui, o desemprego continua.

Autor: Oscar Pires

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09/05/2017 às 17h02m

Fim da Lava Jato?

 Mais uma vez - e não será a última - Brasília continua sob atenção de todos os brasileiros interessados nos muitos casos que afetam a vida de cada um e, também, nas decisões da Justiça anunciadas no âmbito da Operação Lava Jato. Brasília treme, com grande número da casta política atingida pelas denúncias dos empresários que continuam dispostos a colaborar para, senão acabar, pelo menos diminuir o volume de corrupção que, a cada operação realizada, vai tirando até das nuvens, informações confidenciais guardadas e que, delatadas, levam os peritos a descobrir as entranhas dos envolvidos nos escândalos.

Agora, pior mesmo foi ter a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, por onde passam todas as decisões relacionadas à Operação Lava Jato que tem como relator o ministro Edson Fachin, substituindo o então ministro Teori Zawaski, morto em acidente (misteriosamente), quando viajava a convite de um empresário paulista para Mangaratiba. Com a formação do trio Gilmar Mendes, Ricardo Lewandoski e Dias Tófoli, além do decano Celso de Melo e tendo como relator da Lava Jato Edson Fachin, ficou claro para os que analisam o quadro, que "as portas se abriram" para que os principais acusados, a maioria deles petistas, trancafiados pelo juiz Sérgio Moro, ganhassem a liberdade.

Depois de José Dirceu ter ganhado a liberdade, o que deixou todos sobressaltados, o "Italiano" ex-ministro Palocci que prometera abrir o bico e dar de bandeja informações que estarreceriam os investigadores da Lava Jato, desistiu de fazer a delação e também entrou no caminho e pediu habeas corpus ao STF, que igual aos demais, deveria ser apreciado pela Segunda Turma. Só que a alegria dele durou pouco.

O ministro relator Edson Fachin, igual fez Teori Zawaski quando desconfiava da trama, levou o caso para o plenário do Supremo Tribunal Federal decidir. Ou seja, agora, os 11 ministros deverão decidir e não a "turma do PT" como ficaram conhecidas as figurinhas carimbadas. Enfim, vamos ter muitos episódios surpreendentes nos próximos dias. A partir do depoimento de Lula ao Sérgio Moro.

Arrumando a casa

Todos nós sabemos - e quem disse que não sabe? - que ao ingressar num partido político para concorrer a algum cargo eletivo, todo filiado tem como objetivo fazer um bom investimento para ter o poder. Caso não seja eleito, mas "dar uma força" como coligado, tem a promessa de nomeações não só para ele, candidato ou cabo eleitoral, como para os "amigos" mais próximos e de confiança. Bem, mas por que tudo isso acontece?

A turma lá de Brasília sabe e por isso muitos parlamentares estão lá e há muitas legislaturas cuidam do próprio umbigo, esquecendo do sofrido povo brasileiro. Primeiro caso, são as coligações partidárias que proporcionam quem não tem voto somar para o mais votado. Segundo caso, ser "dono de partido", ao conseguir (não se sabe a que preço), presidir uma Comissão Provisória, sem eleger os membros do diretório que democraticamente deveriam decidir quem será ou não candidato ou estabelecer diretrizes para votação, de acordo com o programa partidário, dentre outras artimanhas bem conhecidas dos que fazem a militância política.

Pois bem, embora a reforma política tão ansiada e desejada pela população caminhe a passos lentos, pelo menos uma decisão que poderá mudar esse quadro está avançando. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a coligação partidária  nas eleições proporcionais (deputados e vereadores) e cria a cláusula de desempenho conhecida como "cláusula de barreira", duas medidas apontadas como formas de reduzir o número de partidos. Hoje, existem 26 legendas representadas na Câmara dos Deputados e outros 56 pedidos estão tramitando no Tribunal Superior Eleitoral.

Quer dizer, se não houver mudança, cada partido tem acesso a recursos públicos do fundo partidário (até ano passado girava em torno de mais de R$ 800 milhões), horário gratuito de TV e rádio, dentre outras vantagens como gabinetes, assessores e uma infindável lista de benefícios. Se aprovada a PEC, para ter esses benefícios o partido precisa ter 2% dos votos válidos nas disputas de deputado federal país afora, garantindo também um mínimo de 2% em pelo menos 14 unidades da federação. A partir de 2022, essas regras seriam mais duras. Os partidos poderiam continuar existindo mas sem acesso a recursos públicos, tempo de tv e rádio e sem funcionários adicionais e espaço de liderança no Parlamento. Vamos torcer para que a emenda seja aprovada e acabe com a festa dos... investimentos.

PONTADAS

As novas regras de cálculo de royalties anunciadas pelo governo federal não agradou nadinha ao governo estadual e, muito menos à bancada de parlamentares do Estado que vivem se digladiando na Câmara e deixam as mudanças correndo frouxas. Agora, o deputado Otávio Leite lidera a bancada para pedir mudanças ao presidente Michel Temer. Agora, não é tarde?...

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O prefeito de Macaé conhecido nas redes sociais como "Anjolísio" continua contrariando não só a Justiça quando deixa de cumprir as decisões, mas também o grande número de desempregados que aguardam com ansiedade a construção do novo terminal portuário na expectativa de conseguir sobreviver com um salário. Até um "Bobo da Corte" é usado para dar explicações que...

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E por falar em "Bobo da Corte" (qual não se assemelha ou não tem?) começa a ficar longa a fila daqueles que pretendem ser candidatos a deputado estadual apoiando a candidatura do prefeito em 2018 a deputado federal. Estão todos em campanha extemporânea e no final das contas, se a Lava Jato ou o TCE deixar, não vai sobrar pedra sobre pedra para contar história.

Autor: Oscar Pires

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02/05/2017 às 13h04m

Custe o que custar...

Parece que, a exemplo do que vem ocorrendo em Brasília, conhecida como ilha da fantasia, onde os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, andam às turras, cada qual buscando seu protagonismo em razão de várias situações criadas a partir das investigações da Operação Lava Jato, também nosso município vem sofrendo do mesmo mal. Em Brasília, o Supremo Tribunal Federal, ao pautar para o mês de maio, a apreciação do foro privilegiado - buscando medidas para diminuir o trabalho da Justiça - o Senado resolveu aprovar em uma ação relâmpago e por unanimidade, acabar com o foro para a maioria dos que façam parte da enorme lista que pode ultrapassar 35 mil pessoas protegidas.

Por aqui, após serem anunciadas pelo Ministério Público Estadual ao menos três denúncias envolvendo o prefeito, vereadores e parentes, parece que os vereadores antes alinhados com o poder, agora começam a buscar o outro lado. Em Brasília, foram aprovados, ainda, em fase preliminar, a reforma trabalhista que acaba com a obrigatoriedade do imposto sindical dos empregados e dos empregadores, e o projeto do senador Renan Calheiros (PMDB), de abuso de autoridade, mas falta os deputados apreciar o projeto e, entre os 513 parlamentares, salve-se quem puder.

Vai ser uma briga de foice. E por aqui, os vereadores aprovaram requerimento, devolvendo ao Tribunal de Contas do Estado, o processo da prestação de contas de 2015 do prefeito Dr. Aluízio, por causa das inúmeras ressalvas relacionadas à má gestão. Ou seja, o corpo técnico do tribunal, ao apreciar as contas, opinou pela rejeição. Como se houvesse um milagre, o relator e conselheiro Aloisio Neves, contrariando os técnicos aprovou e deu parecer favorável. Nesse meio tempo, com seis conselheiros afastados por corrupção, alguns deles citam Macaé (e outros municípios), de terem pago propina para ter o caso encerrado. Enfim, será que tudo que se passa em Brasília, em efeito cascata tem que acontecer por aqui? Custe o que custar? Será que depois da denúncia do diretor da Odebrecht ainda continuam ocorrendo o "toma lá dá cá?" Como tudo vai ser investigado, é esperar para ver como é que fica.

Emprego e desemprego

No evento realizado dia 29 do mês passado em um hotel da cidade, quando houve o pré-lançamento da Feira Brasil Offshore, reunindo cerca de 500 empresários, mediado pelo jornalista William Wacks que não poupou críticas ao sistema político, econômico, previdenciário, entre outros, o prefeito de Macaé ao falar para o público fez uma revelação "bombástica". De que a crise em Macaé só se resolve com empregos. Mas, como todos sabem, o município sofreu nesse período de crise, uma perda de 20 a 40 mil vagas, dependendo da fonte.

E, o que fazer para atenuar esta situação? Todos sabem. Incentivar os investimentos para que sejam abertas vagas para os trabalhadores que diariamente fazem filas em frente a muitas empresas em busca de uma oportunidade. E o que fez o prefeito, embora tardiamente? Enviou um projeto de lei à Câmara Municipal, alterando a lei de zoneamento para que o tão sonhado e desejado Terminal Portuário de São José do Barreto, fosse construído. Medida aplaudida por todos que buscam alternativas para ter um emprego.

Os vereadores aprovaram o projeto, passou o período normal e o prefeito não sancionou ou vetou a lei aprovada. Constitucionalmente, o que estabelece as regras? Quando isso acontece, o presidente da Câmara tem 48 horas para fazer a promulgação e, se não o fizer, caberá ao vice-presidente fazê-lo. Caso contrário, incorreriam em crime de responsabilidade. Conclusão, fim de legislatura, troca de vereadores, crise afetando o governo estadual e... Adeus projeto, adeus estrada de Santa Teresa, adeus água porque a Cedae vai ser privatizada e não faz nada, adeus à construção de uma nova ponte sobre o rio Macaé, adeus manutenção das rodovias de acesso à cidade e... adeus construção do porto.

Ora, se a lei tivesse sido sancionada ou promulgada, talvez as ações começassem a dar frutos oferecendo empregos para a população. Depois, o próprio prefeito enviou ofício ao presidente da Câmara, pedindo para não promulgar a lei. Ou seja, onde está a iniciativa para geração de empregos? Nem o prefeito sabe o caminho que ele parece estar cimentando para ser candidato a deputado federal em 2018 e sair das garras das investigações da Operação Lava Jato e do TCE, com o foro. Mas, o foro não vai acabar?

PONTADAS

O município de Macaé poderia ter se tornado modelo para o país e até para o mundo após começar a receber os royalties pela exploração e produção de petróleo na plataforma continental. Mas ninguém ousou ou ousa copiar Macaé que teve ações perdulárias, sem planejamento e hoje vive em situação de abandono de norte a sul e de leste a oeste.

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Nos bastidores da Câmara Municipal e no palácio Alcides Ramos (sede da prefeitura), comentários dão conta de que o prefeito vai mudar o quadro e garantir tranquilamente a maioria dos votos para ele navegar em mar tranquilo. Os novos vereadores têm sido fortemente cobrados nas redes sociais por terem aderido à moeda de troca ao tomarem posse.

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, em plenário, as contas de 2011 do Partido dos Trabalhadores (PT).  O partido terá perda de R$ 13,4 milhões, entre valores que deverão ser devolvidos aos cofres públicos e suspensão do Fundo Partidário. Em decisão monocrática, também as contas do PSDB foram reprovadas pelo ministro Henrique Neves, antes do fim do seu mandato.

Autor: Oscar Pires

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24/04/2017 às 12h22m

Tremendo nas bases

Desde antes da recomendação ao prefeito, feita e assinada por todos os membros do Ministério Público Estadual, para que o Chefe do Executivo não efetuasse a manobra política de pagar o 13º salário dos policiais militares do 32º Batalhão da Polícia Militar, ele não atendeu sequer à decisão do juízo, incluindo aí a Câmara Municipal, de abster-se de dar continuidade ao processo legislativo que buscava dar legalidade a um ato ilegal. 

Somada esta ação a outras, os olhares mais aguçados dos profissionais da Justiça, estão voltados para a administração que vem cometendo uma série de erros e arbitrariedades. Não precisamos citar, porque, diariamente, as redes sociais tratam de dar palpites, a favor ou contra, fazendo denúncias, mas são muitas as ações nefastas que agora, sob a lupa utilizada pelo Ministério Público e, levando em consideração a desobediência à Justiça, o Chefe do Poder Executivo vai caindo nas malhas que ele mesmo sempre escondeu, mas que, aos poucos, vão se tornando públicas.

Dar uma de santinho, como é habitual, tirar de perto os que são considerados algozes, ou mesmo "amigos" que são desconsiderados, não foi por falta de aviso que o tremor de Brasília com a delação da Lava Jato, acabou chegando a Macaé e fazendo as bases tremer, com uma investigação que ainda vai chegar longe. Apenas nos últimos cinco meses (ou pouco mais), foram várias as denúncias de improbidade além da delação de um gerente da Odebrecht que afirmou ter dado dinheiro ao time de cima da prefeitura.

Agora, vai caber ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal, dar continuidade ao processo. Alguns servidores privilegiados não cansam de informar que compraram celulares mais possantes para, quando a casa ruir, fazer flagrantes e disparar na internet, como ocorreu nos dias que se passaram após ter o ex-gerente regional da Odebrecht, na sua delação, ter afirmado que fez doações por conta da PPP do esgoto, fora do período das eleições. Ou seja, ficou bem claro que não foi caixa dois e, sim, propina. Ou não?

O porto, sai ou não sai?

Outra situação que está fazendo tremer as bases, é a decisão da prefeitura de impedir que a lei de zoneamento aprovada pela Câmara Municipal e que sofreu algumas emendas não vetadas, fosse promulgada pelo presidente ou pelo vice-presidente do Poder Legislativo. Algumas matérias foram "plantadas" na mídia dando a impressão de que haveria interesses escusos para que a lei fosse sancionada. 

Nos bastidores, troca de impropérios entre interessados e não interessados. Com a decisão do Poder Executivo de não andar com o processo, o tão sonhado e esperado Terminal Portuário a ser construído em São José do Barreto, que abriria empregos e o investimento previsto de R$ 1,5 bilhão poderia ser multiplicado, vai ficando mais difícil de sair do papel, levando agora o vereador Maxwell Vaz a encabeçar movimento pelo "Porto Já", mobilizando a população para um projeto que poderia dar a Macaé uma projeção maior no mundo da indústria do petróleo e gás.

Pelo que foi planejado pelos envolvidos no projeto do Porto de Macaé, caso a lei de zoneamento tivesse sido sancionada, o mês de março passado poderia ter sido o marco da implantação do canteiro de obras e, quem sabe, daqui a dois anos, estar o município alavancando o progresso. Mas, nem sempre é assim. Difícil entender os políticos que parecem colocar dificuldade em tudo. Será que, para levar vantagem? Que o Poder Legislativo não seja atingido pelos respingos do Congresso Nacional que, com grande número de parlamentares envolvidos em caso de corrupção, dificultam a aprovação das reformas tão necessárias para colocar o país em ordem.

Não dá mais para Macaé ser governada com a administração olhando pelo retrovisor. Enquanto as autoridades municipais fecham os olhos para tão importante projeto, o Porto do Açu, em São João da Barra, vai ampliando suas negociações e deixando o terminal portuário de Imbetiba às moscas, se de fato todas as operações forem transferidas para São João da Barra. A construção do Terminal Portuário de Macaé só depende de duas assinaturas. Uma, do presidente da Câmara promulgando a lei já aprovada. Outra, do prefeito municipal concedendo a licença para início das obras.

PONTADA

Rapidamente, tão logo o prefeito foi entrevistado no RJ-TV, e não respondendo com exatidão às perguntas, a gravação do vídeo ganhou a internet e pelas redes sociais muitos se manifestaram. Difícil entender como o "chefe" está perdendo o controle da azeitada máquina por falha de comunicação. Como sempre, perguntas que ficaram sem respostas e os telespectadores...
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O advogado François Pimentel, que assina coluna neste jornal nos finais de semana, abordando temas importantes, compareceu terça-feira na FM-95 para ser entrevistado pelo radialista Robson de Oliveira, campeão de audiência no horário matutino, foi sabatinado para explicar o que é improbidade. Caiu no gosto do povo e suas explicações foram bem assimiladas pelos ouvintes.
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Versões diferentes nos bastidores explicam a morte de um cidadão no Ginásio Poliesportivo Engenheiro Maurício Bittencourt, que está entregue às traças. Uma delas de que ele morreu eletrocutado porque foi furtar cabos de eletricidade. Outra, de que ele fora "contratado" para consertar o sistema de energia e... Problema maior foi ter caído uma das paredes do ginásio, quase causando vítimas.



Autor: Oscar Pires

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18/04/2017 às 16h40m

Não sobrou nada...

Aguardada com muita ansiedade pelos suspeitos de estarem listados pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, encaminhadas ao relator da Operação Lava Jato, ministro Edson Fachin, esta terça-feira passada ele colocou o país em polvorosa quando, finalmente, divulgou a lista dos envolvidos nos esquemas de propina da Odebrecht deixando todos perplexos quando os nomes vieram a público.

Pior ainda, foi a ação seguinte do ministro, de acabar com o sigilo das delações dos diretores e ex-executivos da Odebrecht o que acabou causando uma Tsunami pelo Brasil afora. As redes de televisão, emissoras de rádio e páginas digitais dos jornais, estão revelando os capítulos das mais de 900 horas de depoimentos que não deixaram pedra sobre pedra. Parece que o mundo desmoronou sob os pés dos acusados que, com a mesma cantilena de sempre, afirmam que "foram doações legais e declaradas à Justiça como estabelece a lei".

Na verdade, o caixa dois é crime. Mas o volume de informações dos delatores, não torna crível qualquer argumento dos suspeitos de afirmar que não sabem, nunca receberam ou outras afirmações que deixam os brasileiros corados de vergonha. Nunca, na história do país, que já registrou outros grandes escândalos, foi registrado algo semelhante e não vai parar por aí, a não ser que os parlamentares - senadores e deputados - continuem tentando a blindagem aprovando a toque de caixa os projetos de abuso de autoridade tendo como principal articulador o senador Renan Calheiros, e alterando a legislação eleitoral, como por exemplo, estabelecendo o voto em lista fechado - o que obriga o eleitor a votar no partido que apresentar a lista com os nomes indicados (por quem?) - tirando das pessoas o direito de escolher diretamente seus candidatos, além do financiamento público de campanha que estima em gastos de mais de R$ 5 bilhões, dinheiro que faz falta para a educação, para a saúde e infraestrutura.

Macaé na fita

Pior de tudo é que, como revelado por um executivo da Odebrecht há cerca de um ano, o município de Macaé que é internacionalmente conhecido como Capital Nacional do Petróleo por estar a Petrobras fincada aqui com todas suas unidades de exploração e produção, acabou entrando na fita. Se antes, havia dúvidas de ter o Bene listado o prefeito de Macaé nas eleições  de 2012 com a doação (?) de R$ 1 milhão, agora ficou mais do que claro que houve mesmo pagamento de propina, ao ser revelado o vídeo que faz parte da Petição 6697, de Renato Medeiros, com duração de mais de 10 minutos, em que ele ratifica a delação da Odebrecht, confirmando que em 2013 fez doação de caixa dois ao prefeito Aluízio dos Santos Júnior,  ao controlador geral da prefeitura e a um procurador.

Ora, a riqueza de detalhes com relação a PPP do Esgoto, é tão clara que não deixa margem de dúvidas e todos que assistem ao vídeo, levam um susto e ficam perplexos. Igual a todos os demais suspeitos envolvidos, o prefeito nega as acusações e afirma não saber de nada, como sempre. Como dinheiro não tem boca e não fala, todos acham difícil provar, trabalho que vem desafiando os membros da Força Tarefa da Lava Jato sob a coordenação do Procurador Deltan Delagnol e que na árdua missão de acabar, ou pelo menos estancar a rede de corrupção sistêmica que existe nos poderes em todos os níveis seja federal, estadual ou municipal.

Todos sabem por aqui que, quem é amigo do rei, tem tudo, igual acontecia com Lula, Dilma, Emilio e Marcelo Odebrecht. Quem não reza na cartilha, fica a ver navios. Enquanto isso, a cidade continua mal governada, abandonada e a população reclamando dos serviços básicos que deveriam estar disponíveis para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos. Enfim, será que ele vai continuar desafiando a Justiça?

PONTADAS

Parece que mesmo os governos municipal, estadual e federal tendo decretado ponto facultativo na quinta-feira, antecipando o "feriadão", muitos políticos não vão esquecer desta Semana Santa. Onde qualquer um estiver, com certeza vai ter sempre imagens de televisão e informações pela internet dos episódios da novela delação da Odebrecht. E não acaba domingo, no Fantástico.

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Como o projeto de governo municipal, implantado desde 2013, não deu resultados esperados, o Chefe do Poder Executivo está buscando as forças vivas do que sobrou da gestão Riverton Mussi para tentar se recuperar. Lógico que vai pagar um preço alto, além de se envolver em mais "maracutaias" que sempre condenou nas gestões anteriores. Ele acreditou em Pezão, fez campanha e...

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O Partido dos Trabalhadores e os seguidores do ex-presidente Lula, estão mobilizando seus companheiros objetivando levar 60 mil pessoas para Curitiba no dia 3 de maio, quando ele deverá prestar depoimento ao juiz Sérgio Moro. Podem estar preparados para o que der e vier porque, frente a frente, vai ser difícil Lula fazer discurso como fez no depoimento em Brasília.

 

Autor: Oscar Pires

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10/04/2017 às 17h28m

Desafiando a Justiça?

Nunca, na história do município de Macaé, mesmo com crises políticas mais sérias como a renúncia do então prefeito Eduardo Serrano, quando a cidade no início da década de 60 virou uma "praça de guerra", ou subsequentes, também no início da década de 70, quando o ex-prefeito Antonio Curvelo Benjamin, sofreu acusações sérias da Câmara Municipal e quase teve o mandato cassado, com base no Decreto-Lei 201, a população poderia imaginar que enfrentaria outras crises que podem eclodir mais à frente porque, afirma o ditado popular que: "cabeça de Juiz, barriga de mulher e eleições, só depois do resultado". Pois é, em tempos que todos imaginam modernismos e que a política deveria ser e é, a solução para todos os problemas, parece que o prefeito da cidade administra o município olhando pelo espelho retrovisor.

Longe, mas muito longe, da visão política e estadista vividas pelos ex-prefeitos Claudio Moacyr que se tornou um dos maiores líderes políticos do Estado do Rio, mesmo no MDB, então partido da oposição ao regime militar; Alcides Ramos, que pouco letrado e com alcunha de "Bicho Velho", registrado como sua marca por assim se dirigir a seus interlocutores, num tratamento igual para todos, que recuperou o município da caótica situação em que viveu nos anos anteriores e buscou no arquiteto Oscar Niemayer o projeto futurista da sede da prefeitura que hoje tem seu nome; e por último, Sylvio Lopes, que olhando pelo farol de milha, enxergou o futuro e fez mudanças profundas na cidade colocando-a como das mais importantes do Estado, na época do boom do petróleo, o prefeito atual que, ao lançar sua proposta de mudanças lá pelos idos 2007, quando já respondia a um processo de acusações do MPE por mal feitos no Hospital Público, perdendo por poucos votos a eleição em 2008 mas prometendo mudanças, nadou livre, de braçadas largas, porque prometeu mudar.

Sim, prometeu mudar. Prometeu mudanças. Prometeu... Bem, todo mundo sabe porque as mudanças e apostaram nele. Mas, acreditamos que ele esqueceu de uma coisa. Que não só a Justiça divina, como a Justiça dos homens, devem ser respeitadas.

Quem procura, acha.

Teve sua primeira oportunidade quando a população ainda acreditava que o Partido Verde tinha enxergado através de seus olhos (verdes ou azuis?), uma possível solução para os problemas da cidade que só aumentavam. Acabou eleito deputado federal em 2010 e só ganhou foro privilegiado e imunidade porque, na sua rápida passagem pela Câmara dos Deputados, não conseguiu holofotes, a não ser quando a imprensa, principalmente este jornal, repercutia alguns fatos, até publicando a foto dele com a ex-presidente Dilma Rousseff apeada do governo.

Buscou, no Partido dos Trabalhadores (PT), o apoio de Danilo Funk que, tempos depois, acabou se afastando e passou a fazer funcionar o "projeto de governo". Ou seja, nenhum secretário, nenhum assessor, ninguém (até hoje isso acontece), pode se manifestar ou tomar decisões. Se o fizer, acaba na guilhotina. Alguns assessores e ele, pareciam demonstrar que nunca ligaram para o Ministério Público e começou a nadar de braçadas, arranjando briga de todos os lados e "matando as esperanças do verde", aliando-se ao PMDB de Temer, Picciani, Eduardo Cunha, Renan Calheiros, Sérgio Cabral, Pezão, fazendo caminho livre também para os tribunais onde, parece, tudo se resolve com...

Só que os mal feitos vêm sendo acumulados e o prefeito não cansa de desafiar a Justiça, o que vai tornando sua caminhada política mais difícil, se ele não deixar de olhar pelo retrovisor e passar a enxergar com o farol de milha, como fez Sylvio Lopes. Fala mansa, parece não convencer muito mais. O fato de ter pago o 13º salário dos policiais estimado em R$ 3,7 milhões, contrariando a decisão da Justiça, já foi um mau sinal. Enquanto o povo se une para fazer vaquinha e comprar um remédio para o menino André que custa R$ 3 milhões nos EUA, o "poderoso chefão" sequer contribuiu de alguma forma para salvar a vida da criança, apesar de acumular o cargo de prefeito e secretário de Saúde.

Fazer o quê, senão esperar os resultados? Ele, que adora filosofar, devia pelo menos lembrar da carta dos Apóstolos de Cristãos (Corintios 6:12). "Tudo que não puder contar como fez, não faça". "Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém. Isto é, eu posso fazer qualquer coisa porque sou livre. Mas não fazer qualquer coisa que não devo fazer. O que torna imunda minha história, o que mancha minha trajetória, o que agride a minha comunidade, o que envergonha a mim mesmo, o que entristece minha mãe". E, Platão: "Você tem todo o direito de não gostar de política, mas sua vida terá influência e será governada por aqueles que gostam. Portanto, o castigo dos bons que não fazem política é serem governados pelos maus que a fazem".

PONTADAS

Este final de semana foi bastante movimentado em Macaé e na região. Por aqui, o bazar no Hotel Royal que termina neste domingo e o Food Truck na Imbetiba, fazendo a festa para quem gosta de comprar e saborear comidas diferentes. Em Quissamã, o I Beer Fest com concurso de cervejas artesanais e muitos shows.

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Depois que o novo superintendente do Aeroporto de Macaé fez uma apresentação do trabalho desenvolvido até agora e afirmando que para voos comerciais a reforma da pista custaria R$ 30 milhões, o ex-superintendente Helio Batista foi taxativo. "Não há interesse nenhum do governo investir em Macaé. O que dá lucro, é carga".

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Gilson Freitas Coelho, Secretário Executivo da Abespetro, anunciou encontro de pelo menos 15 grandes empresas de petróleo e gás, para um café da manhã com o presidente Michel Temer, no próximo dia 26 de março. Ele prometeu reivindicar mais para Macaé, aproveitando a oportunidade. Tomara que dê resultado.

Autor: Oscar Pires

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