Cadastre-se e receba nossas novidades:

09/08/2017 às 16h06m

Mais um capítulo...

A população brasileira assistiu esta semana mais um capítulo, triste capítulo, da luta travada entre os personagens políticos de Brasília, onde tudo parece girar em torno da ilha da fantasia. Depois de uma grande queda de braço feita pelos empresários Joesley e Wesley Batista, em que a Procuradoria Geral da República apresentou denúncia contra o presidente da República Michel Temer, os deputados federais decidiram não autorizar o Supremo Tribunal Federal (STF), a investigar o presidente. Agora, apenas quando Temer deixar o governo, aí sim, será iniciado um novo processo contra ele, caso outras denúncias não atormentem sua governança.

Foi um tal de toma lá dá cá sem limites, mas ele, Temer, acabou ficando livre das amarras e acena com a aprovação das reformas, principalmente a da Previdência, para colocar a economia nos trilhos e tirar o país do buraco. Foi, não restam dúvidas, um triste espetáculo para os brasileiros que, descrentes de tudo e de todos, continuam incrédulos com os atores políticos que alcançam o maior índice de rejeição de todos os tempos, principalmente o Presidente da República, Michel Temer, que na última pesquisa chegou aos ínfimos 5% de aprovação. Enquanto isso, os estados e municípios continuam amargando crises sem fim, num efeito cascata, copiando tudo o que se passa lá em Brasília. Até quando?

"Operação abafa"

A Força Tarefa criada pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal para combater a corrupção, levando vários deputados e senadores a tomarem iniciativas para barrar a Operação Lava Jato e outras, continua estranhando as ações que objetivam diminuir o poder de cada uma delas, levando o governo a diminuir para ambas os recursos e implicando na diminuição de procuradores e delegados que fazem investigações das denúncias, cada qual mais cabeluda do que outras, levando para trás das grades importantes figuras do mundo empresarial, político e outros personagens "bem sucedidos" na vida, por causa da corrupção na Petrobras e outras empresas estatais.

Para confirmar isso, o ministro do STF Luís Roberto Barroso, afirmou em palestra no Simpósio de Direito Empresarial da Aliança de Advocacia Empresarial (Alae) que existe uma "Operação Abafa", que é uma realidade. Para o ministro, essa operação é comandada por gente poderosa com ramificações em setores importantes da sociedade. "Há os que não querem ser punidos e há um lote pior, os que não querem ficar honestos nem daqui para frente, que depois da Ação Penal 470 (mensalão) e de três anos de Operação Lava-Jato continuam com o mesmo modus operandi de achaque. Essas pessoas têm aliados importantes por toda parte, nos altos escalões da República, na imprensa e nos lugares onde a gente menos imagina", afirmou o ministro do Supremo. Por outro lado, o ministro Gilmar Mendes afirmou esperar que, agora, terminada a votação na Câmara, será possível dar maior atenção à reforma política, em discussão no Congresso, destacando que o sistema atual tem problemas. Tanto que, desde a Constituição de 1988, dos quatro presidentes eleitos, apenas dois terminaram seus mandatos.

Unidade Senai Cabiúnas

Quando se discute nas reuniões da Comissão Municipal de Macaé da Firjan a retomada das negociações no mundo do petróleo, os empresários não cansam de reivindicar, como ocorreu na última quarta-feira (3), a conclusão das obras da Unidade Senai Cabiúnas, paralisadas há algum tempo, levando o empresário Cliton Silva Santos a cobrar da instituição, providências  imediatas para oferecer oportunidade de qualificação profissional aos trabalhadores.

O representante da Abespetro, Gilson Coelho, se mostrou entusiasmado com a obra que, praticamente, está em estado avançado e se concluída, irá proporcionar aos trabalhadores residentes em Macaé a preparação de mão de obra para ser absorvida pelo mercado de petróleo possivelmente no próximo ano, após a realização dos leilões programados.

Cliton lembrou que o poder público fez a concessão da área de 5 mil metros quadrados, fez a terraplenagem do terreno, a Petrobras também concluiu sua participação e agora, restam apenas concluir a edificação do prédio, o que deve ser feito pela Firjan. Lamentou não estar encontrando eco nas suas palavras e pediu, mais uma vez, que o pleito fosse levado à direção superior para realizar a obra, afirmando que é a primeira vez que a iniciativa privada não dá importância, invertendo o que geralmente ocorre com o poder público. Evandro Cunha, coordenador da Comissão, prometeu reivindicar esta decisão da Firjan.

PONTADAS

Há muitos e muitos anos, os proprietários de veículos em Macaé sentem no bolso o alto custo do preço do combustível. Mas nenhuma iniciativa foi tomada por aqui para tentar reverter a situação. Precisou um professor universitário Décio Machado, que mora em Casimiro de Abreu, entrar com ação popular para que o juiz federal de Macaé, Ubiratan Cruz Rodrigues, suspendesse o aumento das alíquotas do Pis/Confins sobre a gasolina, o diesel e o etanol em todo o país. Caberá à ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal decidir se é ou não inconstitucional o aumento por decreto.

________ 

Depois que a Procuradoria Geral da República estimou no orçamento do próximo ano um reajuste de 16,38% nos salários, também a Associação de Juízes reivindica o mesmo percentual para os juízes. Ao serem recebidos em audiência pela presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, não se sensibilizou com o pedido de reajuste. O percentual é o mesmo que já consta de um projeto aprovado na Câmara, mas parado no Senado, o que eleva os salários de R$ 33.763,00 para R$ 39.293. É o efeito cascata que, certamente, leva ao aumento de impostos para os contribuintes que estão com a faca no pescoço. Lá, em Brasília, só se pensa nisso. Aumentar despesa para o povo pagar.

Autor: Oscar Pires

Tags relacionadas:

    Compartilhe: